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 Chico - O Cabra da Peste

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Kleiner
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MensagemAssunto: Chico - O Cabra da Peste   Ter Nov 06, 2012 7:28 pm

Longe de sua terra.
Com quase nenhum trocado em seus pequenos sacos de moedas.
Com sede de um hidromel e faminto por um doce de milho verde, Chico estava a chegar em mais uma de suas cidades passageiras...

O Monge chega pela hora do almoço. As tripas começavam a dar nó na barriga de Chico.
O cheiro vinha de todas as casas. Cada uma delas tinha o cheiro mais gostoso do que a do outro.

Chico, num gesto humilde começa a contar as poucas moedas que tem.
Ingênuo, não percebeu os movimentos em sua volta.
O monge não percebe um fedelho correndo em sua direção e arrancando de sua mão seu pequeno saco com as míseras 10 moedas de prata que ele tinha.
Podia não ser muito, mas pelo menos poderia comer e beber tranquilo por esse dia todo.

A cidade estava cheia de gente no meio da praça, onde Chico estava.

O menino está correndo e Chico tem sua rota bem a vista.
Ninguém percebeu o ocorrido.

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Última edição por Kleiner em Dom Mar 02, 2014 10:35 pm, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Ter Nov 06, 2012 7:44 pm

A fome apertava, e com ela a saudade de casa e dos parcos confortos que conhecia do monastério. Chico nunca havia tido uma vida fácil, mas qualquer coisa era melhor do que peregrinar por aquele mundo sem fim, sempre com fome, sede e frio. Mesmo assim, na maior parte do tempo a vida era boa: conhecer lugares novos, pessoas novas e culturas diferentes também era uma forma interessante de passar os dias. Além do mais, a cada nova milha que seus pés tocavam, Chico aprendia algo novo para praticar com seus punhos ávidos por conhecimento.

Assim passavam os dias: incertos, famintos, sedentos e cansativos, mas sempre muito ricos em aprendizado. Embora não fosse dotado de tanta inteligência, Chico gostava de ver novidades, e tinha uma curiosidade insaciável quando não estava deprimido demais para aproveitar a vida. E, felizmente, aquele momento era dos bons.

O cheiro de comida boa e caseira já começava a fazer seu estômago roncar. E como roncava alto! Acostumado a comer bem, aquela tempestade de cheiros fazia o estômago do monge revirar do avesso.

"Vôte, que hoje eu tô é cum fome!"

De repente Chico se vê observando ao redor, buscando um lugar barato onde pudesse comer com os poucos recursos que tinha. Estava tão imerso na procura que quase não notou as mãos leves do garoto lhe surrupiando as moedas. Felizmente a concentração do Monge era elevada o suficiente pra perceber até mesmo o menor movimento.

- Oxe! Tá frescano?! - ao observar que a bolsa havia sumido, de imediato o monge seguiu os movimentos do garoto com os olhos. Ao perceber a direção em que corria, foi ao seu encalço.

- Ei, meu fi, deixe de viço! Me dê meu bornó senão eu lhe arranco as tripa pelo boga! Venha cá, bruguelo do cão!

O monge disparou correndo atrás do garoto, gritando como louco, enquanto as pessoas ao redor observavam sem entender.

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Ter Nov 06, 2012 7:53 pm

A corrida do monge foi algo assustador. Uma vez que a população daquela cidade jamais havia ouvido tal dialeto.
Chico correu, correu, quase perdeu o pivete de vista.
Alguns maloqueirinhos tentaram jogar tomates no andarilho, para que este fosse ao chão, mas sem êxito.

Por fim, depois de algumas ruelas de correria, o menino virou num beco.
Chico, sedento por justiça entra mais macho do que um toruo na rua. Ameaçando o moleque de todas as formas possíveis.

Para a surpresa do homem, o moleque estava ao lado de um cara enorme, um Meio-Orc, com cara de muito turrão.
O menino deu a ele seu saco com as moedas, com um sorriso satisfeito no rosto. Enquanto o Orc abre e começa a reclamar em voz alta:

- Mais um estranho nessa cidade? Forasteiro, venha aqui...o que quer com meu aprendiz? - O convite mais pareceu uma ameaça ...

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Ter Nov 06, 2012 8:03 pm

Chico corria, corria e corria como se o capeta estivesse atrás de si. Pouca atenção deu aos populares ao redor, que o olhavam com espanto, ou aos maloqueiros que tentaram parar seu progresso. Estava com fome e a fome falava mais alto do que qualquer outra coisa. Quando finalmente chegou ao local em que encurralou o moleque, assustou-se com a aparência e o tamanho do meio-orc, uma vez que tendo crescido no monastério jamais havia tido contato com aquela raça monstruosa.

"Vixe, que hômi grande!"

O monge observou por uns instantes o local ao redor, viu o garoto entregando as moedas ao meio-orc, e ouviu atentamente as palavras ameaçadoras da criatura. Chico não sentia medo, ou se sentia, não demonstrava. Na verdade, parecia que sequer tinha noção do quão forte pode ser um meio-orc. Apenas seu estômago falava naquele instante, e não falava baixo...

Ói, meu sinhô, esse fii de quenga aí pegô meu bornó. Agora eu tô cum fome e só posso pegar o baião se tivé dinhêru! Então o sinhô me discupe, mas eu queru minhas muéda que tão aí nesse bornózim que o sinhô pegô. E só num vô laigá a chibata nesse minino purquê o sinhô num merece essa disfeita! Mar pense num cabinha malino!

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Ter Nov 06, 2012 10:05 pm

O individuo olha bem pra você.
Aperta com força o saquinho na mão. Joga ele no chão.
Afasta o garoto pra trás. Se levanta.
Aí que que Chico vê o tamanho real do problema. Ele tem mais de 2m de altura. E arde de tão feio.

- Cara...vou te arrebentar no meio só pelo jeito que você falou comigo...acha que pode me xingar desse jeito e sair andando?


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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Qui Nov 08, 2012 3:34 pm

Chico se limita a observar enquanto o meio-orc jogava suas moedas no chão e se levantava. Realmente, era um cara alto, um adversário forte, absurdamente forte. Estranhamente, Chico não demonstra qualquer sintoma de medo. Na proporção da altura e da força, diminui a velocidade do adversário. Um monge treinado como Chico precisaria apenas de uma brecha para acertar um golpe naquele meio-orc que o faria ver estrelas.

Mas...

- Arriégua, Seu Zé! Eu aqui de bucho seco, as tripa grande cumendo as piquena, inda vô tê que brigá? Aí é fulerage...

O estômago do monge rugia mais alto que o meio-orc. A fome estava lhe fazendo ver estrelas, o que piorava um pouco a situação. E era preciso ficar de olho no moleque, pois ele poderia tentar algo enquanto Chico lutava contra o seu mestre. A luta não seria fácil, mas embora o raciocínio do monge não fosse rápido para as letras ou a ciência, funcionava quase instintivamente para a luta.

O primeiro passo foi observar o local ao redor e conhecer o terreno, já que lutava em um lugar desconhecido. Era preciso encontrar locais que pudessem lhe proporcionar vantagem no momento da luta, já que seus punhos e pés eram suas únicas armas. Após essa olhada rápida, Chico assume postura de luta: joelhos flexionados levemente, mãos à frente e na altura do rosto e olhos fixos no adversário.

- Venha, seu fela da gaita! Eu vou lhe dar um sabacú no pé da venta, pra você deixá de ser besta! - e sorriu, quase como se sentisse prazer na luta.

OFF:

Faz uma descriçãozinha do lugar em que a gente tá, só pra eu ter uma ideia?

Dicionário de "Cearensês":

Spoiler:
 

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Sab Nov 10, 2012 10:58 am



O Orc larga tudo que tinha em mãos, um martelo, uns ganchos e uma corrente na cintura.
Parecia que ele ia partir pro mano a mano com Chico.
E o dinheiro ainda estava no chão.

Chico percebe alguém observando de longe, mas nem liga...desde que não interfira.

O beco era estreito.
O Orc quase dava a largura do corredor.
Não demorou muito para ele estar pronto..

Ele dá dois passos e já estava quase encostado em Chico.
O Orc tenta desferir um soco de cima pra baixo, mirando na testa do Monge.
Enquanto aquele fedelho torcia descaradamente para o enorme Orc..

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Qua Nov 14, 2012 7:08 pm

Em um segundo, todos os sentidos de Chico pulsavam eletrizados. Um olho observava o adversário, o outro tentava manter o garoto em foco para que não fugisse com seu dinheiro. Chico não treinava com um "alvo vivo" há semanas e, de certa forma, ansiava pela luta contra um adversário maior e MUITO mais forte fisicamente. Mas a fome e a necessidade de prestar atenção ao garoto meio que atrapalhavam a beleza da luta.

O monge vê de relance alguém que observava, mas agora era tarde demais pra se preocupa com isso. Seu alvo lhe preparava um ataque que, se o atingisse, provavelmente o levaria ao hospital por dias. Chico focalizou aquele punho enorme descrevendo um arco em direção a sua testa. Seu movimento foi simples e rápido: um pé o impulsionou para trás, desviando do punho gigante, enquanto a outra perna subia num chute em arco, buscando o maxilar do meio-orc. O estilo de luta de Chico usava muito as pernas, a parte mais forte de seu corpo. E sua especialidade eram os chutes.

- VAI MULESTA!!!!

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Qua Nov 14, 2012 7:43 pm

O Orc errou feio o soco, quase rodou no ar de tão forte que era.
O chute de Chico foi certeiro. sentiu estralar os ossos do Meio-Orc.
Quando Chico pôs seu pé novamente no chão, o Orc ainda estava em pé, passando a mão no queixo...

Ele respirava fundo. Com certeza seu chute o machucou.
Mas ele não caiu no chão e nem tonteou. Mas estava muito fulo.

O Orc então, rapidamente, corre na direção de Chico, tentando agarrá-lo pela perna e jogá-lo no chão, com ele por cima...

Aquele estranho que o olhava de longe, agora parece mais próximo.
O menino começava a juntar as moedas...

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Sab Nov 17, 2012 3:51 pm

O meio-orc era grande, mas mais rápido do que Chico esperava para alguém daquele porte. Quando partiu rápido em sua direção, pegou o monge de surpresa com tanta velocidade. Chico tentou salta para fugir do agarrão do meio-orc, mas não conseguiu distanciar-se a tempo. O adversário ainda tocou em sua perna, tirando-lhe o equilíbrio.

"Vixe mainha, me lasquei agora!"

Chico foi ao chão e, apesar de ter escapado de ser esmagado pelo meio-orc, agora sua principal arma - os chutes - não poderia ser usada. Chico tentou então dar um soco no rosto do meio-orc, na tentativa de terminar o trabalho de quebrar o seu maxilar...

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Sab Nov 17, 2012 5:07 pm

O golpe do Meio Orc foi quase certeiro.
Ele estava sobre Chico e riu quando estava nesta posição...

Chico ao desferir o soco na cara do Orc, sentiu ago esfacelar-se em suas mãos.
Ossos quebrando e sangue pingando em seu rosto.

Mas não era o Meio-Orc....e sim aquela criança.
Que caía com o rosto moído. E as moedas de Chico batiam ao solo...elas estavam na mão da criança.
Ela estava indo até os dois, mas por quê?

A única certeza é de que ela estava morta. E o Orc estava muito puto.

O homem estranho, chegava mais perto e parece mais assustado do que o próprio Chico...

Antes que tivesse qualquer reação, o Orc lhe acerta uma cotovelada na cara.
Fzendo com que quebrasse seu naris.

- Eu vou matar você !!!
- disse, cuspindo na cara de Chico...seu semblante era de muita raiva

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Dom Nov 18, 2012 10:03 am

O golpe fez Chico ver estrelas. O mundo girou a sua volta, enquanto sentia os ossos do nariz meio tortos, certamente estavam quebrados. Uma dor lancinante percorreu-lhe a face e o sangue quente que descia de suas narinas rapidamente tomou conta do rosto, caindo pela boca. O estômago de Chico revirou em náuseas ao sentir o gosto de sangue na língua. Sentiu uma vontade incontrolável de vomitar.

Mas aquilo não era nada comparado ao corpo inerte da criança ali no chão. Chico percebeu apenas de relance que o havia acertado e, no turbilhão que se segui ao golpe, pouco pôde fazer. Contudo, parando friamente para pensar, havia ferido gravemente o garoto, mas talvez ainda houvesse esperança.

O monge estava enfurecido. Pretendia acabar com a luta no próximo golpe, para que pudesse cuidar da criança. Mas então ouviu a voz do estranho e percebeu o seu ataque ao meio-orc:

Belfengor escreveu:
- JÁ CHEGA!

Aproveitando a deixa, Chico desviou-se do Meio-Orc, ignorando a dor que sentia e, de um salto, pegou a criança no colo. Tentava encontrar ainda algum sinal de vida no garoto. Se estivesse vivo, os ferimentos poderiam ser curados com o Chi. Mas se tivesse morrido, não haveria nada que Chico pudesse fazer.

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Dom Nov 18, 2012 4:42 pm

Chico ve o Orc caindo para o lado se contorcendo de dor.
Ele tremia e tinha espasmos no chão...babava muito...
seria o estranho capaz disso???

Chico não se importava agora.
Pegou o garoto no colo e sentiu a vida se esvaindo do corpo dele. O menino já estava começando a ficar frio. Seu rosto estava todo desfigurado. O maxilar moido e o naris para dentro da cara.
Chico se envergonha.

O estranho então caminha em sua direção....e não parecia nada comovido.

____________________

Ae, se entendam os dois.
Rsrsrs

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Dom Nov 18, 2012 7:51 pm

O resultado do ataque a mente do meio-orc saiu melhor que o esperado ,olha o humano que aparentemente havia ouvido suas palavras ,ele se aproxima do garoto ,enquanto Gor apenas observa .

- Acha que ele ainda pode ser salvo ?

Sua pergunta saia friamente ,demonstrando pouco interessa pela resposta ,não queria que o garoto escapasse,se ele morresse aquela morte iria pesar nas mãos daquele homem e o peso na consciência de alguns acaba os tornando desesperados,estaria aí uma chance, mas não faria nada para impedir o estranho de salvar a criança.

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Dom Nov 18, 2012 8:57 pm

Chico observava o garoto desnorteado. Em certo momento, esbravejara contra o moleque, mas jamais estava em seus planos matar uma criança. Não, Chico não. Apesar da vida dura que tivera, dos problemas, das dores e dos traumas, jamais fora um assassino de inocentes. Não entendia como um soco poderia ter feito tamanho estrago, ainda que tenha sido desferido conta uma criança. Será que seu poder havia crescido tanto a ponto de sair do controle?

O rosto desfigurado do garoto lhe causava calafrios. A ruína que havia se tornado aquela face jovial lhe assombraria pelo resto da vida, certamente. Chico em alguns momentos já havia curado seus próprios ferimentos usando o Chi, mas nunca experimentara em outros seres, nem tentara curar tamanho estrago. Ainda sim, valeria tentar...

Belfengor escreveu:
- Acha que ele ainda pode ser salvo ?

- Sei não, seu zé... a chibatada foi grande aqui... - responde meio mecanicamente, sem sequer parar pra pensar no estranho e em sua presença naquele local improvável.

Chico fecha os olhos e põe as mãos sobre o rosto deformado do garoto agonizante. Rapidamente entra no transe que acomete aqueles que usam o Chi: sua percepção das coisas a sua volta aumenta consideravelmente. Consegue ouvir mais nitidamente os sons, a respiração lenta e pausada do estranho, os barulhos na rua lá longe, consegue até ouvir o sangue correndo rápido nas suas próprias veias. Sente mais forte do que nunca os embrulhos no estômago, embora não mais de fome. De repente, todo o universo parece não mais existir: todo som desaparece, restam apenas dois pequenos pontos no universo escuro - Chico e o garoto.

Um fino brilho dourado emana das mãos do monge atingindo o rosto do garoto. Como num sonho distante, Chico escuta o barulho nauseabundo de ossos estalando. Seu corpo agora suava frio, tamanho era seu esforço pra canalizar aquela energia vital para o ferimento do garoto. De repente, Chico começa a sentir a energia esvaindo de seu corpo... era hora de parar, ou perderia os sentidos. Seu corpo já não aguentava mais tamanho esforço naquelas condições. Ele próprio estava ferido.

Relaxou. Sentiu então tudo voltando ao normal: os sons, os grunhidos do meio-orc, a sua própria respiração pesada de cansaço, e a presença desconfortável daquele estranho ali ao lado. Olhou então para o garoto, esperando algum sinal de vida...

- Bora bichim, abra os zóio... eu lhe pago uma pamonha se você acordar... - o monge esperava ao menos poder dar uma sobrevida ao garoto, até que encontrassem um curandeiro pela cidade...

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Ter Nov 20, 2012 2:14 pm

O estranho homem observava tudo.
O cangaceiro pegava o garoto com fé no colo.

A atitude parece ter dado certo.
O garoto não estava morto e nem frio.
Porém não foi capaz de curá-lo.
O garoto ainda estava desacordado e todo desfigurado. Mas respirava com pouco de dificuldade.

Não havia mais ninguém na rua, além dos três e do Orc desmaiado.

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Ter Nov 20, 2012 5:38 pm

Belfengor observa tudo silencioso e não acreditava no que estava acontecendo ,o garoto parecia ter se estabilizado .

- Alguma mudança ?

Gor olhava para o cangaceiro ,aguardando sua resposta.

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Sab Nov 24, 2012 7:07 am

Chico já estava mortalmente cansado. O nariz latejava de dor. Antes tinha fome, agora náuseas. Seu estômago revirava, sentia uma vontade enorme de vomitar. Uma dor incessante fazia sua cabeça rodar. Mas, ao menos aparentemente, o garoto estava vivo, por enquanto.

Precisava levá-lo a um curandeiro o quanto antes, talvez assim pudesse salvar sua vida.

Citação :
- Alguma mudança ?

- Sei não, dotô. Vô levá o cabinha pra um daqueles véi que cura. Pode sê que ajude.

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Sab Nov 24, 2012 11:09 pm

Chico e o estranho levam a criança até ao centro daquela cidade.
Mas algo estava errado.
Cavaleiros por toda a parte.
O povo estava revoltado. Todo mundo xingando.

Chico entava a ignorar as reclamações para procurar alguém que curasse a criança.
Dezenas de Cavaleiros estavam cercando em uma volta na praça um homem.
Todos de capas roxas. Armaduras de batalha.
Este homem estava lendo um pergaminho:


Citação :


......

Cultuar outro Deus, senão Pellor, é crime contra a Igreja e o Império.

Todo morador será desabrigado ou poderá ficar em sua casa, mas terá de pagar impostos à Igreja e ao Império.

Pena de inforcamento em praça pública aos traidores, que cultuarem outros deuses em praças e templos, curandeirismo e bruxaria!

Todo homem está convocado a fazer parte do exército de Pellor e serão recompensados.

Os Condes guiarão seus exércitos em nome do Rei e da Igreja.


.....

Este homem então fixa o pergaminho no centro da cidade.
E os soldados que estavam a sua volta começam a juntar as pessoas, como se as cercassem.
- Vamos....arrumem suas coisas...ou comecem uma fila para pagar os tributos.... - dizia o homem que leu o pergaminho

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Seg Nov 26, 2012 5:48 pm

Gor decide acompanha o cangaceiro na busca de alguém que pudesse salvar o menino .
Era quando eles surgiam ,homens coberto por armaduras circulavam toda a cidade , a agitação era total ,enquanto Belfengor olhava em todas as direções na tentativa de entender o que se sucedia ,”Uma nova Guerra ?,não podia ser ”.
Um sujeito começa a ler um pergaminho ,o psiônico escuta as palavras do ser ,demonstrando em seu semblante um ar de indignação.Olha para o cangaceiro :

- Acho que se houver algum curandeiro por aqui ...acho muito difícil ele se revelar não é ? ao menos que seja um devoto de Pellor.

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Seg Nov 26, 2012 6:16 pm

Chico estava aflito: via muita gente ao seu redor, mas nada de alguém que aparentasse ser um clérigo ou curandeiro. Estava começando a ficar impaciente. O estômago dava voltas, às vezes por náusea, às vezes por fome; era difícil dizer. O monge apertou mais o passo em direção ao centro da cidade, na tentativa de achar alguém que pudesse lhe ajudar, mas, ao chegar, se deparou com aquela situação.

O homem estranho jamais saiu de seu encalço, e Chico sinceramente não pensava em sua presença. Após cuidar do garoto teria tempo de resolver o que quer que houvesse ainda por resolver. Mas então pode ler o conteúdo do pergaminho e seu cenho franziu de preocupação. De repente, o corpo do garoto pareceu ficar mais frio e mole, Chico temia que pudesse morrer em seus braços, e as palavras do estranho soaram cheias de mau agouro:

Citação :
- Acho que se houver algum curandeiro por aqui ...acho muito difícil ele se revelar não é ? ao menos que seja um devoto de Pellor.

- Arriégua, véi. Agora lascou mermo. O cabinha vai morrê se eu num achá um caba que cure!

Virou-se para Belfengor, com olhos duros:

- O sinhô cunhece essa mulesta de cidade? Sabe onde é que tem um doutô não?

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Seg Nov 26, 2012 9:15 pm

Belfengor mal sabia onde estava também.
E para piorar, as pessoas estavam revoltosas. Xingando. Mas começaram a se organizar em fila como gado.

Estavam sendo cercados por toda a Milicia local, além dos Cavaleiros que portavam armaduras de Guerra.

Tão rápido foi, que Chico e Belfengor se viram nessa fila. E bem próximos de serem os "da vez" frente ao homem armado, que estava sentado numa mesa, no meio da praça.
Juntavam tudo o que as pessoas podiam pagar. Quem não tinha ou não podia, estava sendo levado para suas casas, tirava o que tinha dela, e eram expulsos a chutes e socos.....haviam até alguns que estavam sendo presos. Jogados numa enorme carruagem de ferro cheia de grades...


As mulhees bonitas estavam sendo levadas em separado para um lugar desconhecido.
Havia cerca de cem Milicianos e uns trinta cavaleiros de capa roxa.
O povo dava cerca de 500 pessoas naquela praça....contando para menos.

Faltavam cinco pessoas para que Chico e Belfenor fossem os próximos...

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Ter Nov 27, 2012 5:29 pm

Olha para Chico e responde :

- Sinto muito...mas não moro ,nem conheço essa cidade ,mas talvez eu possa dar algo que queira ,o que acha de ter sua consciência limpa? De não precisar carregar o peso da mort...quer dizer o peso de ter deixado o garoto nessa situação ? uma conciência livre de tal atrocidade...posso te dar isso...

Belfengor já tinha planos para aquele ser aparentemente tão ingênuo e o mesmo provavelmente não fazia ideia quanto a esse fato.
A dupla não percebera ,mas acabara acidentalmente entrando na fila para pagamento de impostos e a agitação tava cada vez maior,um pandemônio,o exilado gostava do que via ,mas precisava conversar com aquele homem em um lugar mais sossegado.

- Acho melhor sairmos daqui agora...

O psiônico olhava em volta tentando achar um caminho onde não tivesse guarda ou pelo menos tivesse o mínimo possível.

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Qui Nov 29, 2012 1:41 pm

Angelus escreveu:
- Sinto muito...mas não moro ,nem conheço essa cidade ,mas talvez eu possa dar algo que queira ,o que acha de ter sua consciência limpa? De não precisar carregar o peso da mort...quer dizer o peso de ter deixado o garoto nessa situação ? uma conciência livre de tal atrocidade...posso te dar isso...

Chico olhou para o homem com uma expressão que misturava incredulidade e uma certa curiosidade:

- Oxe, e eu lá qué sabê de conciênça, cabra! Eu qué é um dotô, ô intão uma rezadêra. Já tô veno que aqui num tem. É mió mermo nóis ir simbora!

Sem cerimônia, Chico começa a se movimentar pra sair da fila. Sua ingenuidade era tamanhã que parecia não ter ainda percebido o que acontecia ali. Só queria saber de ajudar aquele garoto. Forçava a passagem pelo meio das pessoas, gritando:

Ó o mêi, quengaral! Eu tô passano!

Spoiler:
 

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Qui Nov 29, 2012 7:38 pm



Ao tentarem sair do meio do alvoroço instaurado nessa praça algumas pessoas tentam sair junto dos dois.
Mas a cavalaria age.
Sobre muita porrada dos "rebeldes" - voltem pra vila maltrapiçhos - diziam a base de socos e empurrões.
Chico tentava sair de qualquer maneira, quando leva um murro na boca com o cabo de uma espada.
Ainda engolia seu próprio sangue quando sentou no chão depois do murro.

Os cavaleiros estavam com as espadas fora da bainha.
Pareciam prontos para usá-las contra o povo, que atrás de Chico estava desesperado.
Muita gente com medo e chorando.
Senhores, senhoras...gente simples...

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Sex Nov 30, 2012 8:51 am

Chico era tão inocente que em momento algum achou que fosse haver tanta violência para impedir sua saída. Ainda com o garoto semi-morto nos braços, tentava abrir caminho aos gritos, o que obviamente chamou a atenção dos guardas. O tumulto se instaurou e, quando menos percebeu, levou um golpe na boca com o punho duro de uma espada. Cuspiu um punhado de sangue e sentiu os nervos ferverem de ódio.

Ah, seu féla da puta! Tá achano que tem duas pica e quatro bago pra me dá uma porrada e ficá por isso? - gritou em meio ao alvoroço da multidão.

Os pés de Chico foram envolvidos pelo brilho dourado característico do uso do Chi. Chico abaixa um pouco o corpo e pega impulso para o salto. Com o Chi concentrado em seus pés, era capaz de saltar a uma altura e distância muito maiores do que as de um humano comum, mesmo com o garoto nos braços. E foi isso que fez.

Tentou saltar até o início da fila (já que faltavam menos de 5 pessoas) e, dali em diante, correria para sair do meio da muvuca.

Ó o mêi que eu vô pulá, nêgada! - gritou, saltando.

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Sab Dez 01, 2012 6:13 am

Belfengor fecha sua expressão demonstrando fúria e ódio não conseguia acreditar naquilo,”Aquele inseto ,ainda tinha a audácia de insultá-lo”.Fecha os seus olhos por alguns segundos para em seguida tentar se acalmar.Já sabia o que iria fazer ,mas precisava colocar seus pensamentos em ordem.
Observa que o sujeito com a criança quase morta tentava escapar usando uma habilidade que deixa o psiônico impressionado ,obviamente aquilo era uma distração e tanto ,mas o que faria não havia necessidade disso apenas olha para o soldado que se destacasse dos demais , um líder talvez e concentra a seus pensamentos invocava o seu dom de dominar a mente ,era algo sutil ,mas que talvez o ajudaria .
Tentaria alterar as lembranças na mente do soldado ,o guerreiro veria Belfengor entre os Nobres, ao lado de clericais ,como alguém de extrema importância para aquelas ações ,na mente do soldado Gor seria uma das diversas cabeças que estavam a frente daquela empreitada ,um nome era soprado na mente do mesmo ,”Duque de Belfengor”.

- Como ousa tratar dessa forma a sua alteza, Duque de Belfengor,soldado?

O psiônico usava trajes da época que ainda era um príncipe de seu reino,o que confundiria ainda mais aqueles homens.

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Sab Dez 01, 2012 7:12 am

O soldado se espanta.
Parece que viu um fantasma. Deixa cair sua espada.
As pessoas a volta até mesmo olham para Belfengor, entendendo o que ele tinha feito.
Mas ele era UM soldado...haviam ali dezenas, e todos com sangue nos olhos.

Ao verem que o soldado largou a espada, dois outros mais próximos vem rapidamente a seu encalço.
Pegando por seus braços, parte da roupa, eles lhe arrastam, como um mendigo, sujando e asgando sua roupa - Então você é o senhor dessas terras, ótimo, irá pagar o que é nosso por direito. - disseram, jogando-lhe aos pés da mesa improvisada para colher impostos.

Uma carroça estava sendo usada como "cofre".

Eles lhe jogam ao chão e dão socos em sua cabeça, até que o Líder, que ordenava para matarem Chico se ele fugir, olha para Belfengor.
- Sua cidade é grande, Duque. A Igreja de Pellor e vossa Majestade aceitam metade da terra fértil e mais metade do que você lucrar com o resto, em impostos. Pague ou morrerá, Duque - e ele lhe cospe.

Chico pula com destreza até a frente da fila.
Deu de cara com muitos soldados. E o Líder deles.
- Ajoelhe-se perante os enviados por Pellor - disse o líder, que fez sinal para que os soldados o cercassem.
Chico podia ser astuto e não pensar direito. Mas estava cercado de soldados armados com espadas e até arcos.

- Quantas terras você tem aqui homem? Que fortuna você delcara? - disse o líder dos soldados

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Sab Dez 01, 2012 8:20 am

Dessa vez ,mesmo sendo arrastado e humilhado ,Gor começava a sorrir diante da estupidez das ações daqueles soldados ,mas havia tido um êxito no que fizera ,sabia que logo ele apareceria, o líder daqueles homens,lá estava ele ,olhava para o mesmo e tentaria fazer a mesma coisa que fizera com o guerreiro comandado ,alteraria as lembranças na mente do lider ,o guerreiro veria Belfengor entre os Nobres, ao lado de clericais ,como alguém de extrema importância para aquelas ações ,na mente do líder dos soldados, Gor seria uma das diversas cabeças que estavam a frente daquela campanha ,seria um de seus superiores que ele não tinha reconhecido,mas agora se lembrava :

- O que estão fazendo seus, imbecis? ,em nenhum momento me declarei senhor dessas terras ,sou um nobre e estou entre aqueles que são superiores a você...e digo que podem fazer o que quiserem desse lugar,estou pouco me lixando ,pois meus iguais e eu te ordenamos que o fizesse...mas exijo que me libertem

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MensagemAssunto: Re: Chico - O Cabra da Peste   Sab Dez 01, 2012 8:40 am

Chico estava começando a perder a calma com aquilo. Não fosse o garoto semi-morto em seus braços, provavelmente mataria cinco ou seis soldados antes de ser preso, mas não podia agora arrisca o fio de vida do garoto. Olhou para o soldado que lhe dava ordens, sem nenhum traço de intimidação no rosto, e falou de forma e, como poucas vezes falava:

- Seu Zé, esse cabinha aqui tá precisano de cura. Eu num tenho dinheiro pra dá e nem vô me ajoelhá pra ninguém. Deixe eu passá.


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