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 O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur

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Arvedui
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MensagemAssunto: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Qui Set 27, 2018 2:43 pm

Em algum lugar de Sambúrdia...

Silêncio.

A noite chegava fria e escura em Sambúrdia. Os últimos raios preguiçosos de sol acariciavam a copa das árvores da floresta, como que fugindo da escuridão da noite sem lua que estava por vir. As nuvens ameaçadoras já tomavam conta do céu, enconbrindo quase que por completo a claridade. Um prenúncio de tempestade. Uma tempestade que provavelmente cairia ainda naquela mesma noite.

Sambúrdia era um reino cujo território era quase inteiramente coberto por floresta e mata nativa. Assim, era também um local no qual o povo das florestas sentia-se confortável de viver. Era em Sambúrdia que ficava a floresta que as fadas chamavam de Nek'Dur, embora os homens, elfos e anões daquele reino a conhecessem por um nome diferente. Havia pouco intercâmbio entre as raças, de modo que, não raro, os topônimos mostravam-se diferentes.

Yrel Nek'Dur agora percorria a imensidão florestal da Floresta das Escamas Verdes, muito além das fronteiras de sua terra natal. Ainda assim, era mata fechada, o que deixava a pequena pixie à vontade para explorar. Nenhuns olhos a viam, sua capacidade de se ocultar era tremenda. Nem mesmo os dragões verdes que - dizia-se - habitavam o lugar pareciam notar a passagem da pequena. Yrel, todavia, tampouco notara dragão algum, e começava a se perguntar se o nome daquele local na língua dos homens - Floresta das Escamas Verdes - tinha mesmo algum sentido.

A noite chegara de vez e, com ela, a escuridão. A Floresta das Escamas Verdes, embora fosse composta por árvores espaçadas, sem grande quantidade de mata rasteira entre elas, ainda assim era um local com poucas trilhas, de modo que qualquer pessoa menos adaptada a matas fechadas perder-se-ia facilmente. A fada, porém, sentia-se em casa mesmo no escuro.

E a escuridão era total. No céu lá em cima, as nuvens cobriam tudo. Não havia lua que pudesse proporcionar um mínimo de luz, nem sequer estrelas que pudesse servir de orientação. Naquela noite em especial, não havia sequer sons. O silêncio, assim como a escuridão, era total.

Yrel parou por uns instantes dentro da noite, respirando o ar daquele local. Era um ar diferente daquele de sua floresta natal. Parecia pesado e sujo, fétido e grosseiro, embora um humano comum que adentrasse a floresta não notasse essas sutilezas. Era algo que apenas alguém do povo da floresta poderia notar. Yrel notava, e incomodava-se.

De repente, um som se fez ouvir noite adentro. Algo parecido com o som de uma lâmina cortando o ar, embora a pequena fada tivesse certeza de que não havia intrusos a sua volta. Após o som, logo adiante na floresta - talvez pouco mais de um quilômetro adiante -, a pixie pode notar uma pequena luminosidade surgindo.

Seriam caçadores humanos? Dizia-se que, por vezes, humanos ousados penetravam naquelas matas para tentar capturar algum dos dragões verdes que, segundo as lendas, viviam na floresta. Até aquele momento, Yrel não vira nem humanos, nem dragões.

Somente aquela luminosidade por entre as árvores... numa noite escura, com prenúncio de tempestade, era algo intrigante...

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zignon
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Qui Set 27, 2018 11:27 pm

Yrel passara todo este segundo dia pensando nas irmãs e na sua mãe, passara relembrando a sua saída da sua floresta antes do amanhecer do dia anterior. Lembrando de suas irmã lhe acompanhando e fazendo travessuras, até que o sol alcançou o zeneth e sentaram e comeram juntas as frutas e raizes que tinham trazido para comer e se despediram, com votos de breve retorno e com a solução para a maldição da sua amada floresta.

A tarde rendera bem mais que a manhã e dormira bem tarde quando cansou. Encontrou uma cama fofa de grama e acordou com alguns pingos de orvalho lhe caindo bem no nariz. Sorrindo procurou algumas raízes e frutas e foi comendo alegremente, abraçou as ultimas árvores da sua floresta e cantou com os pássaros que a acompanhavam e começou a entrar na floresta das escamas verdes.

Os viajantes contavam que ali era habitado por grandes dragões verdes, porém Yrel nunca vira nenhum e naquela manhã não era diferente, almoçou tranquila, nadou em um lago e não viu ninguem, só seus amados animais. O cheiro daquela floresta em muito diferenciava da sua mata natal. era uma ar mais pesado, grosseiro, até de certa forma fétido, pois algumas raças não naturais da floresta, por ali se aventuravam em caçadas e outras atividades.

Aquele odor, a incomodava, pois seu olfato era acostumado com o ar puro da sua intocada floresta e lá só entrava quem as pixies permitiam, protegendo o lugar dos olhos indesejáveis com as suas magias de ilusão e encantamentos. E assim foi se passando a tarde com algumas nuvens enegrecidas se juntando no horizonte anunciando muita chuva ou até mesmo uma tempestade.

Por fim, os últimos raios de sol, lambem as copas das árvores e a escuridão toma conta de tudo. Yrel está a vontade naquele cenário e só estranha em especial o silêncio que impera em seus ouvidos, nem mesmo um trovejar é capitado pelos seus aguçados sentidos e a solidão começa a pesar em contraste com aquele silêncio incomodo.

A pequena fada se assusta, quando seus ouvidos já se acostumando com o silêncio, são feridos por um barulho que parece uma lâmina cortando o ar, e o mais intrigante é que ela sabe que não há intrusos ao seu redor em um raio ampliado e quando o barulho cessa, logo após aparece adiante, bem adiante umas dez carreiras de fada (pouco mais de um quilometro), uma pequena luminosidade  por entre as espaçadas árvores.

yrel fica especulando em sua cabecinha se seria algum caçador humano ou alguns corta árvores malvados, que estavam agredindo aquela pobre floresta, e o silêncio quebrado naquela noite escura de tempestade aguça a curiosidade da pequena. E mesmo os seus sentidos lhe indicarem que deve seguir a noroeste para encontrar o covil dos dragões de prata para obter a cura do seu lar, ela decide continuar para o norte, e investigar o barulho e a estranha luz a sua frente e furtivamente e com cuidado, se escondendo a cada avanço que faz para investigar o seu entorno, vai se aproximando devagar do perigo e do objeto da sua curiosidade.
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Sab Set 29, 2018 5:16 pm

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Sab Set 29, 2018 5:27 pm

A pequena fada demonstra ousadia ao seguir em direção à luminosidade. Embora soubesse que seu entorno estava livre de humanos, anões, orcs e outras raças rudes que pisavam forte no solo - e, por isso, poderiam ser ouvidas de uma distância considerável -, ainda assim a perspectiva de encontrar alguém naquela floresta isolada e numa noite tão escura talvez não fosse necessariamente a melhor opção. Todavia, a pequena sabia que estava segura: além de não poder ser vista por quaisquer olhos, ainda podia voar em boa velocidade, caso necessária uma fuga. E, em último caso, não era exatamente a mais indefesa das criaturas.

Enquanto se aproximava da luz, Yrel pode ouvir o som de uma fogueira crepitando (então era, de fato, uma fogueira!), o que denotava uma criatura senciente. Ademais, pode ouvir uma melodia doce sendo assobiada, bem como o som de alguém mexendo em uma mochila de couro. Somado a tudo, passos - muito leves -, o som de uma faca afiada cortando madeira - provavelmente para abastecer a fogueira - e, por fim, o rosnar baixinho de uma criatura que imaginou ser um cachorro adormecido.

Ao se aproximar o suficiente para enxergar melhor, Yrel percebeu que os sons que ouvira lhe permitiram uma descrição correta dos acontecimentos: de fato, havia ali uma fogueira. O local era uma clareira minúscula - não mais que um pequeno intervalo entre árvores - no qual estavam um ancião aparentemente humano, muito encurvado pela idade - mas com movimentos seguros e fluidos - e um cachorro IMENSO, do tamanho de um bezerro, que dormia tranquilamente, à imagem de um filhote.

O ancião estava lançando um último pedaço de lenha na fogueira e observando-a tomar vida. Fizera uma pequena proteção sobre o fogo, com um pedaço de couro qualquer, antevendo a chegada da tempestade. Fizera também um pequeno abrigo para a chuva, debaixo do qual dormia o cachorro e para o qual se dirigia agora o velho. Sentou-se em um toco e começou a cortar legumes, jogando-os numa panela com água, ainda assobiando alegre e despreocupadamente. A visão, se não fosse tão absurda, poderia ter sido cômica.

Embora pudesse parecer a Yrel que o cenário era curioso, o fato é que não parecia haver por que perder seu tempo naquele local. Contudo, antes que a pixie pudesse virar e ir embora, ouviu uma voz idosa falando baixinho, embora olhasse para uma direção diferente da qual se encontrava Yrel:

-Aproxime-se, pequena. Não consigo vê-la, meus olhos já não são tão jovens. - sorrindo, o velho aponta para o cachorro aparentemente adormecido, ainda gesticulando para uma direção diferente da qual estava a fada - - Mas o saco de pulgas aqui ouviu você quando ainda vinha longe.

Nesse momento, o cachorro abre os olhos e Yrel pode perceber que não havia sinal de sono. Parecia estar acordado o tempo inteiro e, ao contrário do velho, dirige o olhar exatamente para onde a fada se encontra. Todavia, não há ameaça na postura do animal.

- Em breve cairá uma grande tempestade e uma grande mudança se iniciará. Não será uma boa noite para viajar...

Nesse momento a expressão sorridente do velho se desfaz, demonstrando algo que parece preocupação. Sem esperar a resposta de Yrel, vira-se, apanha a pequena panela com legumes cortados e põe no fogo, voltando a assobiar despreocupadamente.

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Dom Set 30, 2018 12:38 am

Yrel avança em direção a luminosidade, seu pequenino coração bate acelerado e ela toma todo o cuidado possível em seu avanço, ela sabe do perigo de satisfazer a sua curiosidade, mas ela precisa saber o que está acontecendo, é sua natureza e tenta remediar os riscos com o cuidado.

Ao poucos ela vai vendo pela oscilação da sobra resultante da luz, que deve ser uma fogueira, uma pequena fogueira e que devido a escuridão daquela noite se destacou tão longe e ele dá pequenas voltas e vê que tem um ancião e o barulho da lamina é a retirada de madeira para alimentar as chamas.

Dando mais algumas voltas nota que o velho colocou tiras de couro para proteger as chamas da chuva e que tem um enorme cachorro dormindo ao lado do venerável humano.

Yrel nota também que o senho tenta agredir o mínimo possível da floresta, apenas o que precisa para sobreviver, e no momento joga alguns legumes que acabou de cortar na panela improvisada no fogo, outro pedaço de couro protege o cão da chuva e Yrel começa a sentir uma empatia com o velhinho. Mas está temerosa pelo cão que a mataria apenas com um movimento brusco dele.

Yrel vê que não há nada de mais ali para faze-la perder mais tempo e começa a se virar para bater em retirada quando é surpreendida pela voz baixa e calma do ancião. Ele pede que Yrel se aproxime e diz ainda que não foi ele que a viu, mas o cachorro que ele chama de saco de pulgas. E deve ter muita pulga ali pois ele é um saco muito grande.

O cachorro neste momento abre os olhos e se levanta, faz alguns movimentos com o focinho e ao contrario do velho que fala com ela desconectado da sua posição, assim que para de mexer com o aparelho olfativo, olha diretamente para a pequena fada e provavelmente, e Yrel imagina isto por estar invisível e escuro, ela a sentiu pelo faro que para os cães é extremamente sensível.

A postura do cão não é ameaçadora e o velho mesmo afirmando não enxergar bem, insiste na aproximação de Yrel e agora ele de forma protetora, reforça o convite de aproximar-se com o argumento que a chuva aumentará e uma grande tempestade dificultara a jornada de qualquer viajante e na sua voz exala cuidado, mas a pixie acha que pode ser impressão dela por estar com saudade de casa e do carinho dos seus familiares e observa atentamente o senhor para através dos seus gestos e tonalidade de voz discernir as suas motivações.

Sentir motivação 1d6 sugerido pelo mestre:
 
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Seg Out 01, 2018 6:58 pm

Yrel, por sua convivência anterior com os humanos (ainda que pouca) - e supondo que aquele velho seja humano -, percebe que o idoso não possui, em sua voz, traços de dissimulação que comumente já observou em outros espécimes da raça. Pelo tom de voz empregado, parece haver despreocupação ou qualquer espécie de tensão no comportamento do sujeito. Yrel não nota traços de expectativa, de ansiedade ou de nervosismo. E, embora seja um idoso sozinho numa floresta escura e - segundo dizem - perigosa, tampouco há traços de medo em sua voz.

Não apenas as palavras empregadas são amistosas, como o próprio tom também o é. O convite, aparentemente, foi feito com genuíno bom grado, embora a aceitação de Yrel ou não pareça irrelevante para o velho: pelo modo como age, ele permanecerá ali, cozinhando seus legumes e assoviando, com os sem a companhia da pixie ou de qualquer outro ser senciente que esteja nas imediações.

Parece a Yrel, enfim, pela postura corporal leve e despreocupada, que o velho se sente em casa naquele local.

As percepções em relação ao cachorro são bastante semelhantes: parece à fada que o grande animal é, de fato, amistoso, embora sua postura sempre atenta mostre que ele pode ser muito feroz quando necessário. Assim como o velho, o cachorro parece pronto a receber a fada, mas sua aceitação ou não é indiferente: o animal continuará com seus próprios negócios esteja ou não em companhia da pequena. Por fim, Yrel percebe que, pela posição peculiar das orelhas e pelo movimento do focinho, o cão, embora esteja com o olhar vidrado no local em que se encontra a pixie, permanece com seus demais sentidos ligados ao redor, como se estivesse de prontidão para o aparecimento de qualquer fator externo.

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Ter Out 02, 2018 2:05 pm

Yrel observa o velho e o seu cão, analisa gestos, tonalidade da voz, comportamento em relação ao seu redor e o medo e outros sentimentos que exalam e vê que eles estão receptivos, embora não estão impondo a sua vontade de que se aproxime.

O tamanho do cão ainda a assusta, pois facilmente a esmagaria com as suas patas ou poderia a dilacerar com sua mandibula cheia de dentes... Mas a curiosidade é muito forte na sua personalidade e o cheiro da sopa é bom e as palavras do velho sobre ser uma noite não recomendada para um viajante, era uma afirmação verdadeira.

A pixie voa e se afasta de modo a estuda o cenário de uma maneira melhor e vê um local equidistante entre o velho e o cão de forma a ficar longe de um toque imediato e chegando ali começa a cantar com sua voz melodiosa:

A saudade da família, a saudade da nossa casa
O frio desta noite, o vento a nos ferir
Um coração de dor, congelado, Um convite que aquece.
Um cão feroz e cuidador, nos parece ssurreal
Uma floresta envolta em escuridão
Uma panela com amor em cocção
O convite a um estranho, o medo de se ferir
Faz a pequena e vacilante fada tremer
Mas a voz modulada do convite
Atinge em cheio o seu coração
A frágil fada pergunta, ao seu interlocutor
Se a receberás com paz, com carinho e com amor?
Se receberas o seu canto em troca
Ou se contenta-se apenas com o seu silêncio sonolento?



E após esses versos, acompanhados com o seu alaúde, pousa em frente ao ancião, à uma distância segura e dissipa a sua invisibilidade e o olha com seu olhar carismático enquanto flutua em um voo suave e estável.
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Ter Out 02, 2018 6:11 pm

Quando a pequena começa a cantar, de imediato as orelhas do cão ficam de pé e a imensa língua para fora, aparentemente intrigado. Contudo, alguém que compreendesse bem o comportamento do cão, diria que ele estava apreciando a canção. O ancião, contudo, não foi tão comedido. Fechou os olhos e começou a se balançar, de um lado para o outro, ao ritmo da música, aparentemente absorto demais nos acordes e na harmonia para prestar atenção até mesmo na panela que estava no fogo.

Um pequeno sorriso brotou dos velhos lábios, rugas tomaram conta da face já tão idosa, mas, aos olhos de Yrel, aquele sorriso pareceu rejuvenescer o homem em uma década, pelo menos. Como toda barda, a pequena sentiu prazer ao perceber que sua audiência - ainda que composta apenas por um velho e um cão - estava imersa na música, deixando-se levar por ela.

Ao encerrar a canção, o velho gastou ainda alguns segundos assoviando a melodia, balançando os braços para lá e para cá, segundo a harmonia da canção. Quando pareceu notar que a canção houvera parado, abriu os olhos e deu de cara com a pequena fada. Seu sorriso alargou-se:

- Ora, ora, ora! Se não é nossa pequena visitante. Finalmente resolveu se mostrar... - acenou freneticamente para o cachorro, como se o animal ainda não houvesse percebido a fada - Veja, Gondz! É uma fada. Eu disse a você que havia sonhado com uma!

Seu sorriso alargou-se mais, mostrando uma boca larga e com dentes perfeitos - algo raro em um humano daquela idade. De repente, o homem deu um tapa na testa...

- A sopa! - correu até a panela em um salto e começou a mexer rapidamente. Em seguida, tomando a colher nas mãos, provou um pouco do caldo e sorriu satisfeito - Ah, sim... muito boa! Diga-me, pequena... como se chama?

Olhava sério para a pixie. Parecia francamente interessado.

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Ter Out 02, 2018 8:56 pm

Yrel colocou seus sentimentos, todas as suas emoções naquela melodia, a letra fluia com facilidade pois vinha da alma e os resultados podiam ser vistos e medidos nos rostos e corpos da sua pequena plateia.

Ao terminar a sua performance, o ancião demora para voltar do plano onde a música o transportara e ao abrir os olhos e ver a pixie na sua frente se surpreende e fala com o cão, que ele chama de Gondz e revela ter sonhado com a fada.

Subitamente lembra-se da sopa e rapidamente intervem e mexe na fervura e com a mesma colher que mexeu experimenta a solução e a declara deliciosa e num gesto rápido se vira para a pequena e pergunta com uma expressão interessada o nome da pequena fada.

Yrel assustada com seu movimento brusco gagueja uma resposta e diz: - E-e-eu so-o-ou Yrel, apenas Yrel e o senhor, que é? E o sr. Gondz é seu amigo, não é e entende tudo que falamos... E curiosa, não consegue parar de perguntar e continua: - O que estão fazendo aqui e o que você sonhou comigo, digo, o que eu fazia no seu sonho? E coloca as mãos juntas e invertidas, segurando o pequeno queixo.
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Qui Out 04, 2018 6:02 pm

O velho dá pulinhos de uma perna a outra enquanto a pixie fala. Parecia animadíssimo com o aparecimento de companhia e com a possibilidade de uma boa conversa ao pé do fogo. O cachorro, que antes estivera atento, pareceu desinteressar-se pela fada e voltou a cochilar (ou assim parecia), apenas levantando a orelha ocasionalmente quando Yrel citou seu nome.

- Ho ho ho! Yrel, que nome bonito! Combina com a senhorita! - fez uma dancinha tosca girando o corpo enquanto pulava de um pé para o outro. Sua idade avançada e seu jeito aparentemente frágil fariam qualquer observador incauto imaginar que uma pirueta como aquela o derrubaria. Contudo, os movimentos eram precisos, sem o menor sinal de desequilíbrio - Eu me chamo Athos, o Velho! E sim, esse é Gondz, o Preguiçoso!

O velho olhou para Gondz. O cachorro parecia ferrado no sono.

- Ah, ele entende sim. Às vezes, finge-se de desentendido, para não ter de trabalhar. Mas ele entende, o velho Gondz!

Yrel escreveu:
- O que estão fazendo aqui e o que você sonhou comigo, digo, o que eu fazia no seu sonho?

Mexeu mais algumas vezes na panela, provando em seguida. Pelo sorriso que deu, de olhos fechados, pareceu que gostara do resultado. A seguir, a expressão do ancião ficou séria. Olhou diretamente para Yrel, com um brilho intenso em seus olhos muito azuis.

- Interessante que pergunte... estava pensando sobre isso agora há pouco. Antes de lhe responder, porém, gostaria de saber: você viaja sozinha ou há alguma companhia?

Esperava ansioso pela resposta.

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Sex Out 05, 2018 2:09 pm

Yrel se diverte com a alegria do velho, a sua jovialidade e alegria não combinavam com a sua aparência senil, porém alegra a pequena. Ele é bem receptiva e se apresenta com Athos o velho e diz que a pergunta do sonho era interessante e que o nome da pequena combinava com ela.

Porém ao começar a explicar a participação de Yrel no sonho dele, ele faz uma pergunta que deixa a fada desconfiada, ele pergunta se ela está só ou se está acompanhada e responder esta pergunta poderia deixa-la vulnerável.

A pixie pensa bastante sobre como responder aquela pergunta e depois de refletir responde: - Senhor Athos, você não vê ninguém aqui comigo, por que pergunta isto par alguém tão frágil como eu, e o que isso ajuda para definir meu papel no seu sonho?
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Seg Out 08, 2018 9:47 am

O velho gasta alguns segundos ponderando sobre a resposta de Yrel. Parecia esperar por uma resposta diferente daquela. Sua figura parada, muito séria, com uma panela de sopa em uma mão e coçando os cabelos brancos com o cabo da colher de pau na outra mão poderia ser cômica, mas não havia nenhum ar de riso em Athos.

- Bom, por essa eu não esperava. Deixe-me contar-lhe o sonho que tive. - o homem suspira, senta-se e começa a contar - Há 7 noites eu sonhei que me encontrava em uma floresta, numa noite de tempestade, apenas na companhia de Gondz. Em meu sonho, pouco antes de a tempestade se iniciar, duas figuras aparecem. Embora eu não pudesse identificar os rostos, pois ambas as figuras apareciam embaçadas em meu sonho, pude identificar o contorno de seus corpos, suas formas. Uma dessas formas batia com a sua: uma criatura pequena, com asas, flutuando. A outra, no entanto, era uma figura muito mais imponente. Alto, forte, aparentemente um homem, parecia carregar uma imensa espada. No sonho, eu via essas figuras ao longe, mas quando a tempestade se iniciou, com muitos raios e trovões ameaçadores, elas foram se aproximando de mim. Ao chegarem perto, a figura menor parecia cantar e aquilo me acalmou. Mas foi a figura maior quem se aproximou de mim e com uma voz mais forte que os trovões disse: "Athos, mantenha-se firme. A tempestade pode parecer ameaçadora, mas passará.

Nesse momento, um raio rasgou o céu, seguido por um forte trovão que fez o imenso cachorro ganir de medo. Quase imediatamente, gotas gordas de chuva começaram a cair.

- Até o momento, como pode ver, o sonho parece estar fazendo sentido. A figura pequena e cantante que flutuava só pode ser a senhorita. A outra figura, contudo, não a acompanha. Isso me leva a questionar se algo pode ter sido modificado nos desígnios do destino...

Quando a chuva começou a cair com muita força, o velho fez sinal para Yrel se postar debaixo do pequeno abrigo improvisado, e nada mais falou, esperando uma reação da pequena.

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Seg Out 08, 2018 1:10 pm

Yrel após a sua fala olha para o ancião que faz uma expressão que demonstrou esperar outra resposta, mas, mesmo assim inicia a sua narrativa e revela um aspecto fantástico do seu sonho, mesmo tendo ocorrido há 7 dias, o sonho reproduz com fidelidade aquela noite, com tempestade e a presença da fada.

Mas existem um diferencial, no sonho daquele senhor simpático, acompanha a pixie um humano imponente e armado com uma grande espada e ele não estava ali com ela e a pequena olha nervosa para os lados, induzida pelo sonho a procurar o elo faltoso e neste momento o velho Athos aponta para o abrigo e sugere com o gesto que ela se proteja das primeiras gotas que vem caindo neste momento.

Yrel prontamente relaxa e segue o conselho e diz já debaixo do abrigo: - Interessante e intrigante este seu sonho, na poesia, a tempestade geralmente representa uma dificuldade ou tempos difíceis, o senhor está passando por algum período difícil? Fica olhando o velho começar a se molhar com aqueles pingos iniciais e pergunta: - Não vai se abrigar conosco? Podemos ficar todos juntinhos para nos aquecermos.
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Qua Out 10, 2018 7:46 pm

Yrel escreveu:
Interessante e intrigante este seu sonho, na poesia, a tempestade geralmente representa uma dificuldade ou tempos difíceis, o senhor está passando por algum período difícil?

Ainda se molhando, Athos encara a fada com aquele olhar azul brilhante e poderoso:

- A poesia é um bálsamo, mas não sei se pode descrever o que estamos prestes a viver. - seus olhos se apertaram mais, como se tentasse ler letras muito pequenas, mas o brilho azul permanecia - E eu, Athos, não vivo nenhum momento difícil. Mas pode ser que o mundo, como o conhecemos, esteja prestes a mudar.

Nesse instante Gondz, o cão, ressonou profundamente. Parecia adormecido e roncava. A chuva trazia medo, mas trazia também a paz da solidão.

- Mas venha comer, pequena. A noite é escura e talvez traga alguns temores, mas estamos bem protegidos neste local. Ademais, acho que agora posso lhe responder sua pergunta inicial.

O Velho senta-se sob o abrigo e entrega nas mãos de Yrel uma pequena colher de chá, em seguida enche uma pequena tigela com um pouco de sopa.

- Espero que lhe sirva. - o velho toma umas boas colheradas de sopa antes de continuar - A senhorita me perguntou o que faço aqui. Bom, ao contar sobre meu sonho, contei-lhe parte do motivo. Eu estou aqui para encontrar aqueles com quem sonhei. Contudo, há mais. - um raio rasgou o céu, seguido por um trovão que fez o imenso cachorro ganir baixinho novamente - Eu estou aqui porque o mundo está mudando. Há maldade se espalhando por todos os rincões. Há morte chegando com mais frequência a locais os quais ela raramente visitava. Há medo e dor onde antes havia riso e descanso.

Ele aponta para Yrel.

- Alguém como você, em circunstâncias normais, não sairia de casa numa noite tempestuosa. Acredito que até ao seu pequeno lar a desgraça chegou. Estou certo, pequena?

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Qua Out 10, 2018 11:03 pm

Yrel ouve o ancião dizer que a poesia não é apropriada para definir as dificuldades daquele momento, mas é perspicaz a ponto de entender que acertara a pergunta mas restringira o alvo, não era o velho que passava por momentos difíceis, mas sim o mundo como se conhecia que começava a atravessar um momento difícil.

Neste momento mesmo com a chuva aumentando e o ainda molhando, o velho tenta diminuir a tensão chamando a atenção da pequena da pequena para a comida e coloca um pouco da sopa em uma pequena vasilha e lhe oferece um colher que para ele era pequena mais mal daria na boca dela e deseja para ela que lhe sirva. A pequena se assusta com um grande trovão que estourou logo após um grande raio rasgar os céus.

Após estarem acomodados na segurança do acampamento improvisado e era isto que ele passava, segurança e aconchego, uma sensação de paz e solidão invade a pixie e parece que adivinhando isto o ancião retoma o assunto do sonho. Ele começa dizendo que o mal esta invadindo todos os espaços e que a morte, o medo e a dor são indicadores que permitem mensurar este fato e eles estão ocupando o espaço onde havia alegria, vida e confiança e é por isto que ele esta ali e o sonho é uma parte importante disto, pois ele está a procura daqueles dois seres.

Ele olha subitamente para ela, cortando a narrativa que introduzia a sua explicação e afirma que em circunstâncias normais alguém como ela não sairia do conforto da sua casa para estar ali em uma noite tempestuosa, e afirma ainda que aquilo era um indicio que a desgraça no seu lar deveria ter chegado e pergunta se não está certo.

A fada logo se lembra do incidente e morte da irmã e da consequente maldição que assolou a sua querida floresta e não consegue segurar as lágrimas. Após alguns instantes consegue se controlar e balançando afirmativamente a cabeça diz: - Desculpe a emoção, mas realmente a desgraça chegou a porta do meu povo e invadiu a nossa floresta. e com a voz entrecortada continua: - Eu e minha irmã encontramos um item maligno nos pertences de uma bruxa que passava nos arredores da nossa comunidade e sem querer minha irmã mais velha acionou o seu poder destruidor e encontrou uma morte instantânea. Eu fui afetada por uma parte boa que era usada para dar estabilidade na manipulação do artefato e isso me possibilita sentir onde fica o povo que pode nos fornecer a cura para a maldição que tomou conta da nossa floresta e por isto estou aqui, em busca desta cura. E volta a chorar copiosamente.
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Sex Out 12, 2018 8:04 am

O ancião escuta com atenção a história da pixie. Athos, naquele momento, sentiu poder e coragem vindo da pequena figura a seu lado. Até o cachorro pareceu parar para escutar. Ambos ficam em respeitoso silêncio enquanto a pequena chora. Athos manteve a sensibilidade de não se aproximar muito, pois sabia que as fadas são criaturas arredias.

Ó, que história triste. Sinto muito por sua irmã. Mas, como eu disse, a degradação do mundo e as desgraças pontuais são bastante identificáveis... - esvaziou sua tigela de sopa levando-a a boca, em três goles rápidos. A seguir, pegando outra pequena tigela, encheu-a e colocou-a à frente de Gondz. O cachorro cheirou e, a princípio, torceu o nariz, mas depois comeu avidamente. Enquanto isso, Athos pegava água de um velho cantil e lavava a louça utilizada no jantar.

- Não costumo me envolver nos negócios de ninguém, muito menos das fadas, que são tão reservadas. Mas, se a senhorita desejar, eu posso ajudá-la nessa busca. Conheço bem a região. - ao terminar de lavar a tigela, colher e panelas utilizadas, guardou-as com carinho em uma sacola de viagem e, a seguir, sentou-se concentrado nos gordos pingos de chuva de caíam - Além do mais, ainda estou curioso sobre o desfecho disso tudo. Tive poucos sonhos na vida, mas nenhum que estivesse "errado".

O momento para trivialidades havia passado. Enquanto a tempestade caía ao redor, os assuntos iam ficando mais sérios.

- Você disse que sente onde fica a cura. Quer dizer, então, que tem noção da direção a ser seguida?

OFF escreveu:
Aqui, você pode assumir a narração para determinar exatamente que direção deseja seguir daqui pra frente, ou a forma pela qual sua pixie sente onde esse "povo" se encontra. Enfim, quaisquer detalhes que você quiser adicionar à sua busca podem ser trazidos agora. Fique à vontade.

Posteriormente, eu encaixo a narração e o enredo da história a tudo o que você trouxer de novo.

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Sex Out 12, 2018 11:55 am

Yrel sente como se um peso saísse da sua mente ao contar os acontecimentos que acometeram a sua vida e o seu povo, e aos poucos vai retomando o controle emocional e nota que o seu relato impactou os seus ouvintes.

O velho disfarça a tensão e o seu crescente interesse naqueles fatos relatados lavando as vasilhas com a água do cantil e por fim canaliza a sua curiosidade perguntando como a fada sente onde fica a cura e promete ajuda-la se assim ela permitir.

Yrel fica surpresa com um humano se interessando por ajudar uma fada nos seus problemas e prefere primeiro falar sobre como sente onde esta a cura e olhando para o ancião fala: - Bem, o senhor talvez não saiba mas nós as pixies gostamos de joias, pois acreditamos que elas são formadas de luz e energia, sendo assim perfeitas. Eu uso muitas joias que são constituídas por diversas pedras e cada uma com um irradiação diferente, ampliando mentalmente e psiquicamente as minhas capacidades. Minhas habilidades não vem das pedras, mas elas ampliam, potencializam essas habilidades.

A fada olha para a sua platéia e vê o interesse nos olhos deles e continua: - Nossas joias não usam metal e sim, um microenlaçamento de fibras, que é bem mais resistente que o aço de vocês. Ela pega seu colar e diz: - Esta é a principal joia que uso, é um cristal e como todas as minhas joias se eu olhar na direção da cura ele se ilumina e rotaciona na direção exata, legal não é? Tenho quatro anéis de Rubi, Quartzo, Âmbar e Esmeralda e fala isso espalmando e abrindo os dedo na direção dos novos amigos. As minhas pulseiras tem incrustado a Dolomita em ambos os lados, Levanta as pernas e fala: - As minhas tornozeleiras são o berço de Ágatas Vermelhas e meu cinto e pegando no cinto como um cowboy diz: - Aqui eu tenho uma bela Turquesa e batendo no bíceps fala: - Aqui em cada lado tenho uma dupla de Topázios e nos meus brincos e mostra os brincos com uma carinha de orgulho: - Temos aqui Lapís Lazuli e batendo nos ombros completa: - E nas ombreiras a linda Calcita Azul.  

Yrel olha para o cão e para o ancião e apontando para o cristal se vira para a direção da sua aldeia e diz: - Essa é a direção da minha aldeia e o cristal está apagado e rotaciona para a posição original e fica olhando quarenta e cinco graus a sua esquerda e diz: - Aqui estou sentindo a cura e aponta naquela direção: - É para lá que preciso ir e mostra o cristal brilhando e rotacionando na direção em que ela apontou e fala: - Aqui ele brilha e olhando novamente para o ancião enquanto se dirige na sua direção, e pergunta candidamente ao pousar no ombro do velho: - Você está disposto realmente a me ajudar? Da minha parte eu ficaria honrada. e sorri esperando uma resposta.
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Seg Out 15, 2018 5:35 pm

O velho e o cão param para escutar a maravilhosa explicação da fada. Ambos ficam também fascinados pelas joias da pequena (nas quais ainda não haviam reparado). Mas seu fascínio não é de cobiça, e sim de genuína admiração pelo que é belo. Athos desmancha-se em sorrisos, palmas e piruetas a cada nova joia que a pixie lhe mostra, considerando todas muito belas, adornos dignos de uma princesa da terra das fadas.

- Ah, mas que beleza! Seu povo faz um trabalho de ouriversaria realmente maravilhoso!

Quando, contudo, Yrel passa a mostrar como funciona o seu poder de "sentir" a cura, o velho observa fascinado. Não era possível dizer se compreendia a magia envolta naquele objeto, mas o fato é que não se assustou (como poderia, talvez, se assustar um humano comum).

- Eis aí um prodígio de magia. Não se acha um desses em qualquer lugar neste mundo atualmente. Isso em mãos erradas poderia ser enfeitiçado para servir à busca de quaisquer riquezas que porventura povoassem a mente de um louco cobiçoso... - suas palavras eram sérias, mas não ameaçadoras, muito menos agora que a fada parecia estar a vontade em seu ombro. Falava, aparentemente, com a experiência de quem já vivera bastante.

Nesse meio tempo, a tempestade se intensificava. Athos olhou para o céu e continuou falando:

- Sim, doce Yrel. Irei ajudá-la com tudo o que estiver a meu alcance. Creio que conheço a direção para onde seu colar aponta. Talvez eu lhe seja útil nessa demanda. - sorri de forma enigmática para a pequena - E talvez, ao fim dessa jornada, entendamos um pouco mais sobre os mistérios que sonhei. Sinto isso.

Um potente trovão fez ganir novamente o cachorro.

- Talvez devamos tentar dormir. Essa tempestade durará a noite toda e, talvez, parte do dia de amanhã. Mas, com sorte, poderemos obter mais luz amanhã para seguirmos rumo a sua missão.

Athos pegou em sua mochila um velho livro com capa de couro e uma pena.

- Caso sinta confiança, tente descansar. Não se como vocês, fadas, descansam. Se dorme, ou se apenas meditam como os elfos. Mas eu farei o primeiro turno de vigília, pois ainda preciso estudar um pouco. Manter a mente alerta e afiada é meu principal trabalho.

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Seg Out 15, 2018 8:02 pm

Yrel fica orgulhosa de ver as joias que ganhara da sua mãe serem elogiadas com tanto entusiasmos, mas seu compromisso com a verdade a obriga a explicar o poder incrustado nelas para instrumentaliza-la na sua busca e tenta explicar para o amigo: - A energia que matou minha irmã era contraposta por uma energia mágica de tendência boa, que vinha de dragões prata sacrificados e minha mãe canalizou boa parte desta energia para as joias e no cristal que levo no meu pescoço, ficou a maior parte e por isto ele possui além da energia luminosa, tem a energia cinética usada com tropismo para achar o povo que lhe deu origem e isso acontece por similaridade. Sei que as palavras são difíceis, mas minha mãe é bem rigorosa, nas nossas aulas de arcanismo e ciências da natureza. Então não é mérito nosso, apenas temos o mérito de saber canalizar sem dispersar as energias. Minha mãe fez isto para me poupar e que eu não me esgotasse tão rápido e fosse consumida pela magia.

Logo ouve a proposta de dormir e de dividirem os turnos e concorda com o ancião e diz: - Realmente estou cansada, preciso apenas de quatro horas de transe, como os elfos e deve ser o tempo que o senhor dispensará aos seus estudos, acertei? Depois destas quatro horas, posso assumir a vigília. Ela para um pouco e pergunta: - Posso ficar em transe no pelo do Gandz? Parece tão quentinho e dá um sorriso maroto e continua: - Desculpe a curiosidade, mas o senhor... É um mago?
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Ter Out 16, 2018 1:17 pm

O homem faz expressão de confusão enquanto Yrel lhe explica, com termos mais técnicos, o funcionamento das joias.

- Oh, mas isso é fascinante! Embora seja complicado! - fala sorrindo e coçando a cabeça.

Ao ouvir a explicação da pixie sobre seu descanso, Athos faz uma expressão de compreensão.

- Oh, poucas horas de transe e energias renovadas. Como é maravilhoso o povo das fadas! Bom, fique à vontade, Gondz além de poder lhe esquentar, será a melhor proteção que você terá nessa noite.

Ouvindo isso, o cachorro ergueu as orelhas e balançou a cauda, de forma receptiva. Por fim, Athos assumiu um ar mais enigmático.

Yrel escreveu:
Desculpe a curiosidade, mas o senhor... É um mago?

- Não creio que eu possa ser chamado de mago, embora os humanos constantemente me confundam com um. Meu estudo é de tradições, ou sobre a forma dos mundos, ou sobre a história dos seres. O conhecimento é meu poder e a curiosidade meu guia. Toda e qualquer habilidade que eu possua em adição a essas duas é meramente circunstancial.

E os olhos do velho brilharam azuis, com aquela jovialidade que lhe era inerente, a despeito da idade avançada.

- Descanse, pequena. Nossos próximos dias serão cansativos.

OFF escreveu:
Fique à vontade para interagir o quanto desejar. Quando for o momento do transe da pixie, se for o teu desejo, fique à vontade para descrever quaisquer sonhos, emoções ou sensações que tenha durante ele. Tudo será levado em conta pra "colorir" sua narração no futuro.

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Ter Out 16, 2018 6:59 pm

Yrel se aconchega na pelagem do grande cão e incrivelmente ele não cheira como os outros animais, mas tem um doce cheiro de magnólias e Yrel logo entra no estado profundo do seu transe. Ela sonha com uma floresta imaculada e sua irmã que lhe foi tirada pela maldade dos homens está com ela, e estão tomando banho em um lago azul e a água é tépida bem agradável ao seu corpo e correm pelo campo molhadas e o vento percorre o seu corpo e depois sentam em uma galha alta de uma árvore e a irmã diz: - Não estou mais contigo, fisicamente, mas escolhi esse cenário onde fomos muito felizes para te dizer que estou bem, onde estou é lindo e estarei sempre com você nesta jornada, estou tão orgulhosa de você, da sua coragem e desprendimento em enfrentar este mundo hostil e a abraça, voa e chama Yrel, que bate as suas asinhas e a segue e fazem piruetas e rasantes, até que a irmã começa a sumir aos poucos e quando só seu rosto esta aparecendo se aproxima e a beija de novo.

Yrel ainda dá um rasante em direção as suas roupas e as da irmã, e elas ainda estão lá e ela as cheira e uma saudade sensorial a toma, uma saudade da sua floresta e do seu povo e a roupa da irmã por fim some e a fada senta na pedra onde estavam as roupas e chora copiosamente e após alguns minutos volta a se sentir bem e a voz da irmã lhe sussurra no ouvido: - Não chore meu amor, não sabe que estou contigo? E uma luz começa a brilhar no fundo do seu campo de visão e vai crescendo até ela ver a fogueira do acampamento e algo está sentado ao lado da fogueira, e o ancião está próximo, mas não vê o que ela está vendo.

A sua visão se firma e um grande ser dá um pigarro e diz: - Eu sou Amiptriminax eu sou um dragão de prata e fui sacrificado por seres maus e estava a minha essência magia no amuleto que matou a sua irmã, eu sou a essência boa que se infundiu em você. Quero lhe pedir desculpas por ter entrado no seu corpo sem bater, mas eu precisava de um coração puro para habitar em segurança e proteger meu povo do mal que me vitimou, Yrel meu povo dará a cura para tua floresta e ao faze-lo destruiremos as essências más que me destruíram e dará a segurança e a liberdade que meu povo precisa.

O dragão para por alguns instantes e como refletisse olha para o alto e depois continua: - Não pense que isso será feito sem a oposição destas forças malignas, mas a natureza conspira a teu favor e apenas não tenha medo, nem se corrompa, sera a fada que você é, corajosa, justa, boa e fiel que tudo dará certo, agora preciso ir, mas, na verdade, estou dentro de você e aos poucos você aprenderá a invocar os meus poderes para ajuda-la, isto não é um sonho, porém é como se fosse, pois só você pode andar e agir nos domínios do sonho e começa a dissipar a sua imagem e Yrel pisca repetidas vezes e o Ancião como agora enxergasse ela pergunta: - Acordou, pequena?
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Qua Out 17, 2018 11:00 am

Nada daquilo que se passara com Yrel, obviamente, fora visto ou sentido por Athos. Em verdade, durante todo o tempo em que a pequena estivera em transe, o velho apenas lera, fizera anotações, entoara velhas canções. Enquanto o homem avançava nos estudos e nas canções, a tempestade ao redor, embora ficasse sempre mais intensa, pareceu soar "distante", como se não pudesse atingir a pequena clareira onde estava o grupo.

De fato, quando Yrel retornou de seu transe ao ouvir a voz do velho, percebeu que, embora chovesse copiosamente à sua volta, o solo da clareira estava quase seco e o frio da noite escura, embora ainda estivesse ao redor, parecia ser constantemente afastado por um calor aconchegante. Se aquilo era magia do velho ou apenas um jogo dos ventos e das pressões que governavam o clima, Yrel não saberia dizer, mas agradeceu.

Ao acordar, já encontrou Athos guardando seus livros e estendendo pelo chão um velho saco de dormir. Gondz encontrava-se desperto, vigilante, orelhas em pé e cauda em riste, pronto a detectar qualquer possível intruso. Contudo, Yrel poderia jurar - baseada apenas em sensações - que a clareira na qual estavam provavelmente seria o local mais seguro para esta noite.

Como que confirmando essa sensação, o velho deitou-se e falou:

- Não se preocupe tanto com sua vigília, pequena. Estamos seguros. Gondz também estará de olho. Ao raiar do dia, eu acordarei e partiremos em marcha.

Mal terminou de falar, o homem pegou no sono. Já era madrugada alta e, a não ser pelo barulho da água caindo e pelo arfar ritmado do imenso cachorro, Yrel não percebeu qualquer outro som durante a noite. Embora as horas caminhassem devagar, foram horas de paz.

Cerca de cinco horas após o ancião adormecer, os primeiros raios preguiçosos de sol começaram a romper a cortina cinzenta de nuvens. A tempestade arrefecera, mas ainda havia grossas gotas de água caindo de forma espaçada. Seria uma caminhada "molhada" naquele dia.

Como que respondendo ao raiar do Sol, Athos deu um pulo tão logo os primeiros raios atingiram seu rosto.


- Bom dia, querida fada! Bom dia, saco de pulgas!


Gondz foi até o velho e lhe deu uma lambida gosmenta na cara. De imediato, o ancião começou a fuçar em sua bolsa, retirando de lá algumas frutas para o desjejum.

- E então, pequena, pronta para a marcha do dia?

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Qua Out 17, 2018 12:16 pm

Yrel agradeceu o fato do seu pequeno acampamento estar sendo protegido do frio e da tempestade e chuva, não sabia dizer quem era o responsável por aquela proteção, mas mesmo assim era grata e mal ouviu as despedidas do ancião e nem prestou atenção nele recolhendo o seu material e ficou sentada no dorso do grande Gondz, absorta nos seus pensamentos sobre tudo o que sonhara, eram visões fortes e sentia a proteção do local e do cão que lhe dava apoio.

Seus sentimentos começaram a aflorar e ela pega o seu alaúde e começa a cantar:

O orvalho que cintila, o vento que assobia
Brisa é substituída por tempestade
Reluz imagens em minha mente, sonho ou visões?
Instantaneamente surge a minha querida irmã
Gozo da sua companhia, com alegria e diversão
A presença tão verdadeira, palavras de alento e conforto
Dissipa sua imagem e choro desconsolada a sua ausência
O braseiro da solidão me dá a imagem de um dragão

Minha alma treme como se comigo mesma confrontasse
Estou sonhando ou acordada? A voz do monstro se faz suave...
Se revela como minha própria essência, revela meu potencial
Trás a responsabilidade da salvação do seu povo e do meu
Roga pela minha coragem e desprendimento, como fez a minha irmã
E me veste como uma capa toda esta sina e missão...

Yrel repete a canção algumas vezes até que o sol beija os seus olhos e o ancião da um salto ao acorda e pergunta se ela está pronta, e a pequena responde: - Estou pronta como nunca e sorri.
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Qui Out 18, 2018 12:35 pm

Embora Athos não houvesse escutado a canção de Yrel - pois estava adormecido no momento -, aparentemente ela estava em sua mente ao acorda, pois o velho assobiava uma melodia bastante semelhante à que Yrel tocara durante a noite. Logo que o trio fez o desjejum, o ancião levou sua mochila de viagem às costas e, com um sorriso no rosto, deu início à aventura.

- Sigamos! - e parte na direção indicada anteriormente por Yrel.

O sol ainda está baixo quando o grupo inicia a caminhada, com Gondz sempre à frente, farejando o solo e as plantas ao redor. Embora a tempestade haja diminuído sua fúria, o tempo nublado permanece e algumas gotas esparsas de chuva continuam a cair. Ademais, a vegetação ao redor encontra-se molhada, de modo que, ocasionalmente, quando o grupo precisa afastar galhos ou folhas para abrir passagem pela floresta sem trilhas, água gelada cai em suas costas, ombros, cabeça...

A despeito do clima melancólico, a primeira parte da jornada é tranquila e até agradável. O velho marcha o tempo inteiro cantarolando, enquanto Gondz mantém-se farejando e, ocasionalmente, perseguindo algum animal silvestre desavisado. Todavia, embora brincalhão, o cão mantinha-se sempre atento. O velho, igualmente, embora aparentasse leveza, mantinha os sentidos em prontidão. Embora nada houvesse perturbado o grupo durante toda a noite anterior e durante a caminhada matutina, aquela era uma floresta hostil a visitantes.

Após cerca de cinco horas de marcha, com constantes mudanças de direção que teriam deixado tonto qualquer indivíduo pouco acostumado a florestas, o grupo para.

- Bom, apesar da mata fechada e da ausência de trilhas, avançamos mais do que eu esperava para um terreno molhado. Acredito que a tarde a chuva retornará e talvez isso nos atrase. Mas, neste momento, meu velho estômago sente necessidade de alguma comida.

Retira a mochila dos ombros arqueados e fala para o cachorro:

- Gondz, traga-me madeira. Lembre-se: madeira morta, que já tenha caído das árvores. Não mexa com as árvores!

E para Yrel:

- Querida Yrel, se bem me lembro dessa região, ao norte daqui - aproximadamente 3km de onde estamos - há uma pequena caverna numa encosta que pode nos servir de abrigo durante a tarde chuvosa. Você poderia verificar enquanto preparo alguma comida?

OFF escreveu:
Ao final da tua ação, por favor, lança um teste de habilidade.

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Qui Out 18, 2018 5:48 pm

Yrel está animada em seguir em frente, ela que sentir possibilidades, ela quer ver vida e movimento. O cão segue em frente farejando e atento a tudo e o ancião segue firme, cantarolando algo parecido com o que cantara na madrugada e acompanha ele baixinho.

A pequena ora esta sentada no ombro do velho, ora voa ao seu redor quando o terreno esta mais acidentado e o saculejo no ombro do companheiro de viagem, fica incomodo para o seu traseiro.

Após cinco horas de caminhada tortuosa, o velho diz que está com fome e para. Manda Gondz buscar madeira morta para uma fogueira e pede que a pequena cheque uma pequena caverna uns três quilômetros ao norte e Yrel balança a cabeça em concordância e voa na direção indicada.



OFF: Como faz teste de habilidade?

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Qui Out 18, 2018 5:58 pm

Teste de Habilidade de Yrel:
 
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Sex Out 19, 2018 11:15 am

Yrel avança durante alguns minutos na direção indicada por Athos. Voando, a marcha era mais rápida, exceto por alguns galhos dos quais a pixie precisava se desviar. Contudo, a longa experiência, a vida inteira vivida em uma floresta, faziam-na uma viajante habilidosa, mesmo em meio à mata fechada. Não demorou muito para que Yrel avistasse o pequeno monte em meio às árvores e, nele, uma abertura pouco maior que o tamanho de um homem.

Aproximando-se com cautela, Yrel avalia superficialmente a entrada da caverna, não notando quaisquer indicativos de que estivesse ocupada. Não havia sons, nem restos de acampamentos. Não sentiu qualquer cheiro diferente, ou ouviu qualquer som que não fosse o barulho da floresta e dos animais que ali viviam.

Aparentemente, tudo estava em ordem.

De repente, o som abafado de pés os patas pesadas na terra molhada se fez ouvir, em velocidade constante e elevada. Ao virar-se, sobressaltada, para a direção de onde vinham os passos, Yrel percebeu, com alívio, que era apenas Gondz, o qual carregava um feixe de madeira morta na bocarra. O cachorro balançava tinha a cauda em riste, aparentemente alarmado, e batia as patas no solo de forma impaciente, como se chamasse Yrel para uma corrida até o acampamento.

E, em segudia, sai em um trote rápido e desesperado rumo ao local onde haviam deixado o ancião.

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Sex Out 19, 2018 7:31 pm

Yrel voa rápido entre as árvores se divertindo com o vento no seu rosto e fazendo zigue zagues  para desviar dos obstáculos, A manta é densa mais o cheiro de terra e vegetação molhadas a deixa enebriada.

Logo ele vê uma elevação e a entrada da caverna, e pela entrada, que não era muito grande, ela observa, mas nada vê ou ouve e parece que está tudo quieto e ela dá algumas piruetas de alegria.

Mas ela logo se assusta com o barulho de passadas na areia molhada que ela não consegue precisar se são humanos ou de animais e quando está prestes a se esconder, vê o grande cão com as madeiras mortas na boca e balançava a cauda incessantemente e balançava a cabeçorra com se a chamasse para uma corrida, dando pequenos piques e voltando para novamente fazer os gestos para Yrel.

A pequena que gosta da diversão, logo aceita a brincadeira e com agilidade voa na dianteira e para esperando Gondz e estirando a língua volta a voar rapidamente em direção aonde o ancião tinha ficado.
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Arvedui
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Seg Out 22, 2018 11:06 am

A  brincadeira, o "pega-pega" da pixie e do cachorro corre alegre. Durante os três quilômetros que os separam do local em que se encontra o ancião, o sentimento é de diversão. A floresta, por conta da chuva do dia anterior, está fria, molhada, escorregadia, mas tudo isso é diversão tanto para a fada quanto para o animal.

O percurso corre ligeiro e, quando menos esperam, chegam ao local de parada. Contudo, os corações de ambos gelam: Athos não se encontra por lá.

O acampamento improvisado para o almoço encontra-se exatamente como eles haviam deixado: pequenas panelas prontas para esquentar uma refeição, os pertences do velho - incluindo sua mochila - estão todos ali. Contudo, de imediato Yrel conseque perceber que o livro que Athos pegara na noite anterior para estudar não mais se encontra na mochila, sendo essa a única coisa que "falta" no cenário além do próprio ancião.

Em uma observação superficial, Yrel pode perceber que não há sinais de luta e não consegue sentir nenhuma presença diferente. Gondz, ao notar a ausência do velho, larga a madeira morta e começa a andar freneticamente pelo entorno, farejando, na tentativa de detectar algum odor estranho ao local.

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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   Seg Out 22, 2018 2:53 pm

Yrel chega com a respiração entrecortada ao acampamento, mas não acha o velho e procura por ele dando voltas e rasantes para ver se ele tinha saído para fazer algo. Não o achando observa os pertences do velho e o solo envolta e nada de diferente acha, apenas não encontra o grande livro que o ancião estudara na noite anterior.

Yrel então tenta localizar as pegadas de Athos para segui-las e saber para onde o amigo tinha ido e o que acontecera ali no acampamento. Um certo sentimento de abandono lhe invade, até que olha Gondz, farejando apara achar o amigo também e se tranquiliza mais, lembrando-se que não está só.
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MensagemAssunto: Re: O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur   

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O Conto da Mata Escura - Aventura I (solo) - Yrel Nek'Dur
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