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 A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi

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Arvedui
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MensagemAssunto: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Qua Set 26, 2018 6:38 pm

Em algum lugar das Montanhas Uivantes...

Heróis dos Ventos eram raros em Arton, pois poucos estavam dispostos à vida de ascetismo e abnegação que aquele caminho exigia. Todavia, existiam ainda vários locais em Arton propícios à prática da lida diária necessária ao atingimento da proficiência naquela habilidade. Nenhum desses locais, porém, se encontrava nas Montanhas Uivantes. Ali, embora os ventos fossem os mais significativos de Arton, o clima implacável afastava os temerários e exterminava aqueles que fossem corajosos (ou tolos, segundo os locais) o suficiente para tentar encarar. Contudo, havia agora um Sobrevivente.

Arashi fora encontrado por Ferida no Vento, semimorto, enterrado até o pescoço em neve. Naquele estágio do congelamento, seu corpo já deveria sentir um calor aconchegante que não existia, uma armadilha de sua mente rumo à morte iminente. Ferida no Vento o encontrara, desenterrara-o, conduzira-o a sua cabana no topo de uma das reentrâncias das montanhas congeladas. Aquecera-o, alimentara-o. Notara no jovem a mesma ânsia pela canção do vento que ele próprio sentira em sua juventude.

Resolvera ensinar o jovem tamuriano. Surpreendera-se com a facilidade mediante a qual aquele jovem aparentemente frágil sobrevivera ao árduo treinamento – que seria árduo sob quaisquer condições, mas que nas Uivantes se tornava suicida. Agora, Ferida no Vento sentia que o jovem estava pronto para seguir seu próprio caminho, embora o treinamento jamais houvesse de cessar.

Saiu da cabana para encontrar Arashi perigosamente próximo à borda do desfiladeiro um pouco mais acima do local em que se situava a cabana. Caminhou até lá com uma agilidade incomum. Todos os seus movimentos eram fluídos, precisos. E rápido como o vento, alcançou também a borda do desfiladeiro, ficando a centímetros de uma queda de umas boas centenas de metros rumo ao vale lá embaixo, ondem corria um riacho lépido de águas congelantes.

Ferida no Vento, o mestre, ficou ali ao lado do aprendiz durante um tempo. Ambos escutando a canção do vento. O incessante rugir das Uivantes, um vento que por vezes transportava presságios, por vezes transportava alento. Em alguns momentos, sussurros da escuridão podiam ser ouvidos naquele rugir. Era um vento quase senciente. Um vento diferente daquele sentido em qualquer outro ponto de Arton. E do qual agora Arashi, além de Ferida no Vento, era íntimo.

- Você aprendeu muito. - a voz de Ferida no Vento era forte como um trovão, rugia como o vento das Uivantes, a ponto de se confundir com esse rugido às vezes. Não era uma voz que se ouvisse muito, pois aquele homem era de pouquíssimas palavras. Aquela, contudo, era sua forma de dizer que Arashi estava pronto, o jovem agora sabia disso, por conta da convivência.

Ferida no Vento era um "bárbaro" (segundo a visão etnocêntrica dos demais reinos) eremita, tinha pouco contato até mesmo com os vilarejos no entorno do local onde morava, mas era respeitado por todos, pois ajudava a quem precisasse sem cobrar ouro por isso. Era difícil precisar sua idade... por vezes, parecia sério e solene como um ancião; outras, enérgico e jovial como um adolescente. Nos vilarejos próximos, dizia-se que provavelmente contabilizava algo em torno de quarenta ou cinquenta invernos... embora ninguém soubesse precisar.

- Agora é hora de partir.

Com aquilo, Arashi sabia, o homem queria dizer que havia algo ainda a ser feito pelo jovem, que sua vida não deveria ser desperdiçada naquele local gélido, estéril, vivendo a vida de ermitão. Embora não deixasse transparecer, Ferida no Vento sentia pela partida do garoto. Fora a única companhia em longos anos e sentira-se útil à natureza e ao ciclo da vida ao transmitir para alguém os conhecimentos e poderes que descobrira sozinho, em sua vida solitária na montanha.

- Antes, porém, tenho uma última lição e um presente. - trovejou a voz forte do bárbaro. Um presente. Isso era algo tão incomum vindo de Ferida no Vento, que Arashi sentiu, por uma fração de segundos, o próprio vento parar para ouvir.


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Última edição por Arvedui em Qua Set 26, 2018 7:29 pm, editado 1 vez(es) (Razão : Correção de erros gramaticais)
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Gregory Ioriss
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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Qui Set 27, 2018 12:22 am

Anos treinando sob a orientação de Ferida no Vento, Arashi sabia que esse dia um dia chegaria. Não imaginava que seria tão rápido, parecia que foi semana passada que um ingênuo jovem tamuriano adentrara aquelas montanhas selvagens, mas domadas pelo vento e quase morrera. Mas ele superara as montanhas, conquistara a amizade dos ventos e, na companhia de Ferida, pela primeira vez se sentiu como um filho.

O dia chegava, e apesar de ninguém ter anunciado oficialmente, estava implícito no ar.

Arashi contemplava aquele momento de silêncio ao lado de seu mestre em que só o vento falava. Normalmente esses eram os momentos de maior conectividade entre os dois, por isso valorizava com muito afeto.

Ferida no Vento escreveu:
- Agora é hora de partir.

Arashi encarava seu mentor. Determinação. Melancolia. Ele respondeu com um firme movimento acertivo da cabeça. Em todo esse tempo que passara com o homem, Arashi acabara herdando o laconismo dele. Era como se o vento fosse responsável por dizer todas as coisas não ditas e assim os dois se entendiam.

Ferida no Vento escreveu:
- Antes, porém, tenho uma última lição e um presente.

Surpresa. Incerteza. Dúvida. Certamente Arashi não esperava por aquilo, estava curioso pela última lição, e de certa forma pelo presente. Apesar de sua humildade e modéstia não o permitisse se julgar digno de tal ato, seu respeito e honra que sentia em relação a Ferida no Vento sabiam confiar no julgamento de seu mestre.
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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Sab Set 29, 2018 5:49 pm

O homem assentiu vigorosamente com a cabeça ao perceber as reações de Arashi a suas palavras. Gostara da postura do jovem desde que ele aparecera nas Uivantes, mas vê-lo agora tão parecido com o que fora um dia o jovem Ferida no Vento era como uma viagem a um passado duro, mas feliz. O bárbaro dos ventos fala e talvez fosse o momento em que mais falara para Arashi desde a chegada do jovem àquele local:

- Nomes possuem poder. Saiba o nome de uma coisa e terá poder sobre aquela coisa. - ambos puderam ouvir o nome do vento pululando em suas mentes enquanto a lição era dada. Aquele era um nome do qual se tornavam íntimos todos os heróis do vento - A lição é: proteja seu nome, não o revele para ninguém, a não ser àqueles a quem confiaria sua vida. Assim, ninguém além de Arashi terá poder sobre Arashi.

O jovem tamuriano, de certa forma, já deduzira aquela lição, assim como também deduzira que "Ferida no Vento" não era o verdadeiro nome daquele homem. Embora só compreendesse um nome - aquele que lhe proporcionava todas as suas habilidades -, sabia que o mesmo tipo de conhecimento poderia ser adotado para qualquer "matéria". Esse era, contudo, o estudo para uma vida. Algo que Arashi apenas iniciava.

O vento pareceu soprar mais forte. Pareceu trazer palavras consigo. De início, palavras indistintas, sílabas desconexas que pareciam não fazer sentido algum quando juntas. Contudo, conforme o tempo decorria, Arashi ia identificando uma palavra que reiteradamente pulsava na canção do vento:

Ukulimaza

Sobressaltou-se, pois entendeu de imediato o que acontecia. Aquela palavra jogada ao vento, dita sem palavras, era o verdadeiro nome de Ferida no Vento. Um nome de poder, um nome que provavelmente só duas pessoas no mundo conheciam: o próprio Ferida no Vento e, agora, Arashi.

- Você compreendeu.

O homem não moveu um músculo sequer da face, mas Arashi sentiu que se orgulhava. Houvera, de fato, treinado bem o garoto.

- É uma palavra para momentos difíceis, quando toda a esperança falhar. Cante-a e a ajuda chegará.

O homem mais velho pôs uma mão no ombro do mais novo. Um gesto singelo, mas incrivelmente paternal.

- Ouça a canção do vento. Ela constantemente traz avisos e conselhos.

OFF:

Pode acrescentar na tua ficha o Ferida no Vento como patrono. Embora ele seja mais limitado que um Patrono comum, ainda assim pode oferecer ajuda quando necessário e quando possível!

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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Dom Set 30, 2018 4:40 am

Arashi não havia palavras para descrever o que sentia ao receber aquele presente.Só quem entendia a natureza dos nomes das coisas poderia entender a importância daquele gesto tão grande. O jovem se põe de joelhos numa reverência baixa, aliás o sangue das tradições tamurianas ainda corriam em suas veias.

Respeito. Honra. Subordinação.

-O senhor me honra com tal presente, saiba que farei o meu melhor para nunca decepcioná-lo- e levantando a cabeça para olhar seu mestre, continua - Estarei atento à canção do vento, e se precisares de mim, também sabes como me achar.

Ele se levanta e não contém a vontade de dar um abraço no velho. Carinho. Despedida. Saudade.
Finalmente ele se vira de costas andando em direção à borda do penhasco, com sua mochila pendurada nas suas costas.

-Que o Andarilho dos Ventos leve novos ventos a Arton.

E ele mergulha no desfiladeiro, voando para longe.



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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Seg Out 01, 2018 7:25 pm

O mergulho rumo ao nada é o momento libertador para o herói dos ventos. O corpo mais leve que ar flutua despreocupadamente por sobre as alturas de cuja queda a morte, para o homem comum, seria certa. O vento congelante das Uivantes parece não afetar o tamuriano, que deixa as correntes de ar conduzirem seu corpo por entre rajadas de vento, por entre picos, por entre reentrâncias, por entre desfiladeiros...

Arashi gasta algum tempo sobrevoando as montanhas, até que o frio dos ventos começa a deixar seu corpo dormente. Estava já a boa distância do casebre de Ferida no Vento e, de sua altitude atual, podia enxergar as terras brancas das Uivantes lá embaixo e, a sua direita, o pico incomensuravelmente alto da Montanha Invencível assomando muito ao longe na linha do horizonte, apenas uma mancha escura no limiar da visão.

Nesse momento, o jovem percebe um gordo fio de fumaça escura saindo por entre algumas reentrâncias da montanha, provavelmente vindo do vale lá embaixo. Ao ajustar seu corpo durante o voo para poder enxergar o vale abaixo, nota que a vila à beira do riacho está com alguns dos casebres em chamas. Há pessoas correndo tentando salvar animais e bens, outras correndo com crianças nos braços, outras levando trouxas nas costas - provavelmente contendo seus pertences.

Embora não fosse possível identificar com clareza as palavras que eram ditas, foi possível a Arashi perceber que havia gritos, talvez choro, embora não conseguisse vislumbrar, dali de cima, o motivo de tudo aquilo.

Não parecia, ademais, haver qualquer grupo de Rangers Glaciais* no entorno. De fato, era uma aldeia muito pequena, que não parecia capaz de despertar muito interesse nem por parte das forças da Regente Beluhga nem por parte de assaltantes. Contudo, lá estavam seus casebres em chamas...

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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Qui Out 04, 2018 4:30 am

A escura mancha de fumaça na paisagem glacial das montanhas uivantes certamente era algo destoante dá paisagem que precisava ser averiguado.

Ao perceber as pessoas dá pobre vila em desespero Arashi não pensa duas vezes e mergulha em direção dos casebres em chama. Ele para flutuando sobre as casas e analisando a situação das chamas em relação às construções.
Arashi, então, se concentra no ar ao seu redor para chamar o vento que ele usaria para conter as chamas, evitando que as mesmas se espalhem e assim tentando diminuí-las até que se apagassem.

Off: nesse caso acho que seria necessário usar a magia força mágica. Ele usaria a potência mínima necessária para atingir seu objetivo.
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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Qui Out 04, 2018 6:39 pm

A vila era minúscula, bem menor do que aquela que ficava nas redondezas do local em que Ferida no Vento vivia. Um punhado de casebres densamente revestidos em palha grossa para afastar o frio e, mais para o centro, uma grande casa de madeira. Ao todo, não mais que 20 casebres se amontoavam numa reentrância da montanha, protegidos contra o vento que castigava incessantemente o local. Nenhum dos casebres do lugar escapara de algum tipo de violência: alguns queimavam completamente, praticamente reduzidos a cinzas; outros, apesar de se encontrarem apenas levemente chamuscados, pareciam ter sido chutados, esmurrados, atravessados com lâminas... pelo puro prazer de destruir.

Arashi desce ao local, observa os casebres em chama e, de imediato, começa a trabalhar com os ventos. A frialdade que era característica às brisas das Montanhas Uivantes facilita o trabalho. Convergindo as rajadas de modo a moldar o fogo e resfriar seu centro, não leva muito tempo até que o jovem consiga controlar as chamas. Não fosse a desolação e a tristeza que tomava conta do lugar, um observador desinteressado poderia ver ali um bonito espetáculo: as chamas assumiam formas multivariadas enquanto o herói dos ventos as moldava, contendo-as. Concentrado, Arashi quase não percebia os olhares de espanto que os adultos lhe dirigiam; as crianças, induzidos pela beleza das formas geradas pelas chamas em comunhão com o vento, pareciam enxergar no homem uma espécie de mágico. Aquele tipo de espetáculo era incomum em locais desolados como as Uivantes, principalmente em uma aldeia tão afastada.

Quando finalmente Arashi consegue domar as chamas, a visão não é das melhores. Os casebres que foram tomados pelo fogo estão além de qualquer reparo. Será necessário construí-los novamente. A neve derretida ao redor das chamas formou poças de lama nojentas, que escorrem pela "rua" do local. Mesmo os casebres que escaparam do fogo mostram-se deteriorados, precisarão de grandes reparos.  Apenas a casa grande mais à frente, construída em madeira boa, escapou das chamas e afastou o ódio de quem quer que tenha sido responsável por aquilo.

Arashi, contudo, é interrompido em sua observação por uma série de gritos, vivas e palmas. Ao observar às suas costas, percebe que o povo se amontoou ali e, a despeito de toda a destruição do lugar, parecia feliz pelo aparecimento de seu salvador.

Um homem corpulento e muito alto toma a frente. Parecia jovem, embora uma barba selvagem cobrisse seu rosto, dando-lhe uma boa década a mais de idade:

- Não sei como lhe agradecer, meu bom homem! - o homem aproxima-se e movimenta sem corpanzil em uma reverência para Arashi - - Eu me chamo Gerion, sou o ferreiro da aldeia. Passamos por maus bocados aqui. - todos concordaram após as palavras do homem, todos falando ao mesmo tempo, balançando suas cabeças em aprovação e todos olhando espantados para o jovem tamuriano.

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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Sex Out 05, 2018 2:39 pm

Só quando a última fagulha de chama desapareceu Arashi voltou sua atenção para o seu entorno e aquelas pessoas.
Ele, lenta e suavamente, pousa no chão coberto de neve e ouve as palabras de Gerion enquanto observava a vila, ou o que havia restado dela.

Ao observar tamanha destruição e desolação, Arashi torna-se para o homem.

- Não precisa me agradecer, Gerion. Ficou contente em ajudar pelo menos com o mínimo possível... Mas me diga, o que de fato aconteceu por aqui? Não parece que tenha sido um mero acidente. Estão todos bem?

Com suas palavras finais, Arashi põe-se a observar as pessoas a sua volta. Imaginando que tipo de vida os habitantes dessa vida levavam e por que tinham se estabelecido ali.
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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Seg Out 08, 2018 10:11 am

O homem tomou o posto de porta-voz do local e rapidamente começou descrever:

- Fomos atacados por um bando de Bugbears das montanhas. Eles chegaram passando as cabanas na espada ou na tocha, sem qualquer aviso, sem chance de defesa. - o homem, forte como era, pareceu estar à beira das lágrimas - Somos um local pacífico, isolado, não temos armas, nem soldados. Isso nunca antes havia acontecido.

Olha ao redor, aparentemente desnorteado. Agora que estava falando do acontecido, o horror parecia ter retornado.

- Não sabemos ainda se algo foi roubado, ou se alguém foi morto. Mas, aparentemente, não...

No mesmo instante, uma voz feminina gritou em desespero: "Meu filho! Levaram meu filho!". Gerion e Arashi olharam, quase simultaneamente, a tempo de ver uma jovem de não mais que 16 ou 17 anos, saindo correndo de um casebre quase reduzido a cinzas. No rosto, a marca feia de um soco ou tapa, caminhava ainda de forma trôpega, como se tivesse acabado de acordar.

Ao chegar, a moça informou a Gerion que fora agredida por um "monstro", que lhe tirara o filho recém-nascido dos braços. A seguir, desmaiara e, ao acordar, encontrava-se sozinha em seu casebre, com quase tudo a sua volta chamuscado.

- Acalme-se, Grenizza. Veremos o que fazer. - dizia o homem, embora aparentemente sem ideia do que fazer.

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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Ter Out 09, 2018 12:08 pm

Arashi observava e ouvia a tudo atenciosamente. Tudo aquilo era muito estranho. O que Bugbears queria com bebês? Ele caminha em direção da moça atordoada e fala serenamente.

-Grenizza, certo? Aceite o conselho de Gerion. Sei que a situação é aterradora, mas farei o possível para recuperar seu filho. Toda criança deve crescer com sua mãe por perto, e eu não vou deixar que essa criança tenha um destino diferente.

Voltando-se novamente para Gerion, seus olhos brilhando com uma determinação calma, ele indaga.

-Gerion, você sabe de onde veio ou para onde foi esse bando? Gostaria de ajudar a reconstruir a vila, mas minha maior preocupação agora é recuperar o filho de Grenizza em segurança.
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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Qua Out 10, 2018 7:52 pm

A mulher sorriu ante às palavras de Arashi. O jovem houvera rapidamente assumido um status de autoridade ali, por conta dos maravilhosos poderes demonstrados. Suas palavras pareceram acalmar a mãe, mas não muito. Ainda chorava, soluçava, mas parecia confiar que o estranho que descera dos céus lhe ajudaria.

Gerion, por sua vez, agora assumia a dianteira.

- Não vi de onde vieram, pois estávamos todos recolhidos em nossas cabanas, protegendo-nos do frio. Mas eles saíram em direção ao norte. Não será difícil seguir as pegadas na neve. Bugbears pisam no solo como se odiassem a terra.

Imediatamente, o ferreiro passa a convocar os homens que pudessem pegar em armas (na verdade, nada além de enxadas, forcados, pás e outros utensílios improvisados).

- Você precisara de quanta ajuda?

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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Qui Out 11, 2018 2:10 pm

Arashi observava o Norte enquanto Gerion indicava o caminho. Estava prestes a se despedir e preparar sua partida naquela direção quando foi surpreendido pela pergunta de Gerion.

Gerion escreveu:
- Você precisará de quanta ajuda?

Observando o porte dos homens do vilarejo, Arashi percebe que aquela não seria muito boa ideia.

-O caminho que tomarei pode ser perigoso, eu estou bem com a ajuda dos ventos. Se concentrem na restauração da vila enquanto eu lido com eles. Vocês tem muito trabalho a ser feito por aqui. Prometo ajudá-los quando retornar.
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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Sex Out 12, 2018 8:16 am

Gerion não falou nada, mas deixou claro seu alívio (bem como o de todos ali) por não precisarem empreender com Arashi essa busca potencialmente mortal.

- Como quiser, senhor. - fez outra reverência ao herói dos ventos e, a seguir, virou as costas e, de imediato, começou a organizar os trabalhos de reconstrução dos casebres e dos pertences de cada morador. A mãe do garoto desaparecido aproximou-se de Arashi uma última vez e pediu-lhe, timidamente, que trouxesse seu filho de volta.

Deixando os aldeões para traz e seguindo apenas um pouco ao Norte, Arashi já consegue visualizar as pegadas na neve. Não caíra ainda neve nova após a passagem dos bugbears, de modo que os rastros eram claríssimos, até mesmo para quem não tivesse conhecimentos em rastreio.  

No momento, contudo, a neve começava a cair e o vento incessante das Uivantes tornava-se mais gelado, trazendo palavras de mau agouro.

OFF escreveu:
Você tá livre pra adotar a ação que quiser neste momento, inclusive inovando em algum detalhe da narração, se desejar.

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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Sex Out 12, 2018 9:27 am

Ao avistar os primeiros rastros do bando de bugbears , Arashi tenta segui-lo até onde a neve e o vento permitisse.

vamo lá... seja um pouco piedoso

Murmurava Arashi como se conversasse com o vento.

Assim que as pegadas estivessem quase invisíveis Arashi avançaria para cima até atingir uma altura onde pudesse ver o horizonte ao norte, procurando por sinais de acampamentos ou um agrupamento de humanóides em movimento.

Ao avistar qualquer elemento estranho à paisagem ele deixaria o vento carrega-lo até, parando há alguma distância em que não pudesse ser percebido.
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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Seg Out 15, 2018 5:22 pm

Não demorou muito até que os rastros de pegadas na neve sumissem, embora Arashi haja utilizado bem o apoio dos ventos para evitar ao máximo que fossem encobertas. Contudo, a pouco mais de 2 quilômetros de onde estava a aldeia, já no início de outra reentrância entre as montanhas, as pegadas sumiram.

O jovem elevou-se em voo, na tentativa de identificar um acampamento das bestas. Subiu muitos e muitos pés, até que a atmosfera congelante das uivantes fizesse parecesse esfaquear seu corpo com milhares de pequenas lâminas. Percebeu em alguns locais mais distantes, pequenos fios de fumaça que denunciavam outras aldeias e, para seu deleite, notou também um grupo de doze figuras corpulentas caminhando a passo rápido pela encosta de uma das montanhas mais próximas. As criaturas eram claramente da raça humanoide que atacara a aldeia pela qual Arashi passara recentemente, embora não fosse possível divisar se carregavam consigo alguma criança. O grupo caminhava a passos largos por uma trilha que parecia circundar um lado da montanha a qual escalavam: no lado esquerdo dos Bugbears, o imenso paredão das montanha, com centenas de metros acima rumo à próxima reentrância trafegável; do lado direito, um penhasco com uma queda de algumas centenas de metros.

Os bugbears possuíam o passo apertado, como se tivessem pressa. De fato, se aquele grupo de bugbears fosse o mesmo que houvera raptado a criança na aldeia, seu deslocamento fora espetacular.

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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Ter Out 16, 2018 3:40 am

A satisfação de visualizar o grupo de bugbears só não foi maior do que a surpresa ao se dar conta do progresso que fizeram em sua marcha.

Enrolado em seus trajes brancos que esvoaçavam enquanto voava, Arashi era como uma nuvem que deslizava no ar por entre as correntes de ventos. Nesse deslizar, ele tenta achar um lugar onde pudesse ter uma boa visão dos doze sem que pudesse ser percebido. O terreno lhe dava vantagem sobre eles em caso de um embate, mas Arashi não poderia arriscar uma ação impetuosa que pudesse comprometer a segurança do filho de Grenizza, caso este estivesse com o grupo.

Seu objetivo agora era primariamente encontrar a criança. Só depois disso poderia tomar um decisão sobre como tratar os bugbears.
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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Ter Out 16, 2018 1:47 pm

Teste de Habilidade
Gregory Ioriss efetuou 1 lançamento(s) de dados d6 (Imagem não informada.) :
2
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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Ter Out 16, 2018 2:43 pm

Arashi aproximou-se, de forma furtiva, o suficiente para perceber que dos 12 bugbears que marchavam pela montanha, três carregavam pequenas bolsas de couro no peito, dentro das quais iam crianças humanas. O tamuriano percebeu, então, que não apenas o bebê de Grenizza fora raptado, mas outros dois, sendo impossível precisar de que aldeia eram.

Todos os bebês pareciam ter a mesma idade, possuindo basicamente o mesmo tamanho. Eram todos bebês de peito, com tamanho médio de 65cm. Dificilmente com mais que alguns meses de vida.

Os três bugbears que carregavam os bebês marchavam rodeados pelos outros noves, que os protegiam. Pela disposição da marcha pareceu a Arashi que davam grande importância aos bebês, de modo que, caso fossem atacados, os nove bugbears sem a carga dariam a primeira linha de combate.

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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Qui Out 18, 2018 12:37 am

Olhando aqueles bebês sendo carregados por Bugbears dava um aperto no coração de Arashi, mas nesse momento ele tinha que se concentrar. Não podia tomar uma ação mal pensada e pôr em risco a vida das crianças.

Ele se aproxima da retaguarda por cima. Tentando manter uma distância de dez metros numa diagonal. Se houvesse algum pedaço da encosta da montanha que pudesse fornecer cobertura contra os bugbears, tanto melhor. Desse ponto ele atiraria uma rajada de vento perfurante contra o último Bugbear da fila. Logo em seguida, se esconderia em alguma fenda ou pedra protuberante se houvesse. Do contrário, só flutuaria encarando seu alvo pronto para uma esquiva ou defesa.
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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Qui Out 18, 2018 12:40 am

Ataque
Habilidade 3 + PDF 1 + D6
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3
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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Ontem à(s) 10:38 am

Força de Defesa do Bugbear (Armadura 3 + 1d6, por conta do ataque furtivo):

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1

Teste de habilidade do Bugbear para manter o equilíbrio, caso sofra dano:

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1

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MensagemAssunto: Re: A Canção do Vento - Aventura I (solo) - Arashi   Ontem à(s) 10:55 am

O ataque de Arashi foi certeiro, causando uma feia perfuração na perna direita do Bugbear, que se encontrava desprotegida. Uma feia mancha de sangue negro pode ser vista pelo tamuriano escorrendo pelo local da perfuração. Todavia, a grande criatura pareceu não sentir minimamente o golpe. Apenas emitiu um brado grotesco de alerta para os demais membros do grupo.

Nesse instante, dois dos Bugbears sacaram arcos. Um deles, pertencente ao primeiro pelotão de quatro componentes; o segundo, pertencente ao pelotão de retaguarda, tamém composto por quatro componentes. Ps arcos foram sacados e as flechas preparadas sem que os monstros interrompessem a marcha. Contudo, Arashi percebeu que ambos estavam se preparado para cessar a marcha e adotar postura de combate para tiros rápidos.

A coesão do grupo era impressionante. Os outros pareciam não se preocupar com Arashi, deixando a cargo dos dois arqueiros lidar com aquele adversário imprevisto.

OFF escreveu:
Eu considerei que o saque e a preparação para o ataque dos três arqueiros bugbears tomou o turno inteiro, uma ação completa, já que estão em marcha. Agora, preciso que tu role iniciativa antes da tua ação. H + 1d6, quem tirar o resultado mais alto ataca primeiro.

Iniciativa dos inimigos:

Bugbear 1 (Habilidade 3):

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4

Bugbear 2 (habilidade 3)

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5

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