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 As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan

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Erulindya
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MensagemAssunto: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qua Ago 29, 2018 1:00 am

As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan


         Nessa nova "condição", tempo é o que parece ser o elemento mais irrelevante e em contrapartida mais precioso que permeia seus ares. O tempo que perdera na companhia dos seus amigos de batalhas e aventuras, o Curto tempo de vida - essa fagulha divina - que lhe foi extirpado e foi tirado dos seus. O tempo que resta, se é que ainda resta, para encontrar sua família ou o que sobrou dela. O tempo que está enclausurado, à mercê do próprio tempo, no aguardo de que ele mesmo te traga uma oportunidade para se libertar e re-desbravar o mundo.

         Aliás o Mundo...
         Que ano estamos? O que será que aconteceu? Será que os seus algozes têm algo a ver com o que lhe aconteceu? De sua cela, você não percebe muito do exterior dela, como se está de dia ou de noite, ou a mudança das estações, de forma que fica difícil mesmo marcar algo, ou ter uma referencia. Aqui é sempre escuro, sempre na mesma temperatura, Sempre o mesmo cheiro de medo e agonia passando pelos corredores. Mas o barulho lá fora é constante, se assemelha a uma cidade bem movimentada num dia de feira. Aliás, aqui parece que todos os dias são de feira. De vez em quando, um ou outro vem observá-lo, mas você não vê muito deles.

         Tem estado calmo ultimamente, sem tortura, sem testes, sem interrogações, nada. Nem vozes. Nem passos. Nem criaturas estranhas gritando. Nem sons de objetos vítreos sendo deliberadamente derrubados do que você se acostumou a achar ser uma estante ou uma mesa. Sem o tilintar aflitivo das chaves se aproximando... Simplesmente paz....

         Quando você começa a ficar absorto em pensamentos, eis que ouve passos. Os pés são ligeiros, aparentemente leves. Eles vêm acompanhados do tilintar mas, espere: tem muito menos chaves aí! Talvez uma ou duas. Uma batida seca na porta... e uma voz peculiar:

- Ei, você está aí?

         Pouco depois, a porta abre e entra alguém com um brilho em uma das mãos, esse brilho o impede de destiguir o que há por trás dele, porque imediatamente o brilho se mostra ser um globo flutuante de luz com vontade própria e se interpõe entre você e a pessoa. Ela prossegue:

- Fui convocada para uma missão pelo Zulkir da Necromancia em pessoa, não posso falhar. Falta-me uma companhia, então permitiram que eu fosse com você. Vou te soltar, mas você precisa se comportar. Do contrário, nunca mais verá sequer o brilho de Lathander lá fora!

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qua Ago 29, 2018 1:32 am

Os dias, noites e todo o tempo possível de ser marcado eram sempre os mesmos naquele local, alternando-se apenas pelas sessões de tortura e estudos, embora fizesse algum tempo que haviam parado. Quanto tempo? Quem sabe, poderiam ser dias ou meses, o tempo ali era sempre igual, começou a ver que agora em posse de uma maldita imortalidade, o tempo parecia um simples aspecto trivial e insignificante, tinha todo tempo do mundo pra tudo.

Suas memórias do passado as vezes o assombram, como fantasmas a muito tempo mortos de uma vida distante e sem significado agora. As vezes pensava nos parentes, mas talvez já estivessem mortos. Pensava sobre suas andanças pelo mundo, mas provavelmente o mundo hoje deveria estar bem diferente.

Um som familiar o tirou de suas meditações, inicialmente achando ser mais uma de suas saídas contribuidoras com os estudos dos militares mas a peculiaridade do som fez sua atenção aumentar, visto que havia diferença.

Uma figura desconhecida adentrou e logo foi falando sobre uma suposta missão,primeira vez em muitos anos que ouvia isso. Ficou de pé, adaptando-se melhor a luminosidade e observou bem quem lhe falava aquilo, enquanto respondeu pausadamente, com um tom firme que sua voz sobrenatural constantemente usava

- Os humanos devem estar realmente desesperados para permitirem que eu saia após tantos anos... Precisarei de equipamento e informações a cerca do que iremos fazer para que eu possa "me comportar"

Ouviu ela dizer que estava sob mando da "necromancia em pessoa", então seria um bom começo a se buscar por informações. O nome "Lathander" não lhe era estranho, talvez em vida tivesse conhecido mas agora não se recordava mais.

- Em quantos seremos?

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qua Ago 29, 2018 2:04 am

         Ao se levantar, você nota que se trata de uma pessoa baixa, e pela voz, deve estar em sua tenra idade. Ela não olha diretamente para você, ao invés disso, vai direto nos grilhões que te aprisionam e o solta, mas no lugar deles, coloca outros menores e mais leves, interligados por uma corrente que ela mesma segura.

Puro Osso escreveu:
- Os humanos devem estar realmente desesperados para permitirem que eu saia após tantos anos... Precisarei de equipamento e informações a cerca do que iremos fazer para que eu possa "me comportar"

         Ela dá uma respirada bem profunda como que de ódio, faz um movimento com a corrente como se manipulasse um chicote, e vira-se na sua direção com sangue nos olhos. Neste momento, você percebe que ela não cultiva madeixas de espécie nenhuma, mas ao invés disso uma bela e trabalhada tatuagem carmim percorre todo o percalço do couro cabeludo. Ela usa uma robe vermelha que cobre todo o corpo. Como a iluminação está baixa, é difícil definir cor de pele ou dos olhos com precisão... Mas não é preciso luz pra entender que você fez algo errado! Ela diz:

- Você não precisa de nada! Os Humanos não devem estar nada! Eu não te dei permissão para falar! Você agora é meu escravo! Você se comporta sob meu comando!


Puro Osso escreveu:
- Em quantos seremos?

- Isso não é da sua conta escravo!!

         Então ela puxa as algemas para baixo te forçando a abaixar o tronco. Então tira uma tira vermelha de dentro de um bolso e aguarda que você colabore.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qua Ago 29, 2018 3:39 pm

Pela iluminação que ali tinha e pelo que seus "olhos" podiam perceber, parecia não se tratar de uma humana qualquer. Não havia definição no que via, mas parecia ser de algum tipo de grupo mágico por utilizar tais roupas e as tatuagens na cabeça, ou quem sabe ate um grupo de um deus qualquer.

Citação :
- Você não precisa de nada! Os Humanos não devem estar nada! Eu não te dei permissão para falar! Você agora é meu escravo! Você se comporta sob meu comando!

- Isso não é da sua conta escravo!!  

Aquelas palavras o incomodaram como a muitos não conseguiam. Olhou e se manteve firme e ao ver que a criatura a sua frente tenta puxar para baixo, faz o movimento inverso, levantando as mãos, possivelmente até puxando-a junto caso fosse mais forte, não como um golpe mas sim pra mostrar que não iria abaixar a cabeça, falando com um tom serio e ríspido.



- Depois de longos anos, consegui uma paz e sossego, sem ser perseguido e atacado e destruído, até que uma criatura como você adentra e me chama de... esscravo!?

O tom de voz se torna mais ríspido e serio, aumentando um pouco, deixando escapar a palavra escravo com uma mistura de raiva e nojo. Nesse momento, pretendia deixar o ar do local um pouco mais pesado, liberando um pouco de seu poder e intimida-la, continuando a falar no mesmo tom que estava no momento.

- Humanos, elfos, anões, orcs... Todos vocês são iguais perante a mim. Deixemos uma coisa bem clara: ainda não sai daqui porque EU não quis.



Naquele ápice momentâneo, seus olhos deixavam claro o quanto desgosto tal criatura com poucas palavras havia conseguido causar nele. Mas dali em diante foi gradativamente voltando a sua compostura.

- É você quem precisa de algo aqui, não eu. Para que eu possa fazer algo, preciso mais do que simplesmente estar acorrentado. Se vai me levar para fora daqui, recomendo me disfarçar ou será como o caos da ultima vez. Mas principalmente... Se quer que eu me mova, me dê um otimo motivo, pois caso contrário você apenas terá o mais feio peso de papel de qualquer reino e nada farei por ti...

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qua Ago 29, 2018 4:38 pm

Ao que se move contrário à vontade da moça, ela olha firmemente para você.

Puro Osso escreveu:

- Depois de longos anos, consegui uma paz e sossego, sem ser perseguido e atacado e destruído, até que uma criatura como você adentra e me chama de... esscravo!?

- Humanos, elfos, anões, orcs... Todos vocês são iguais perante a mim. Deixemos uma coisa bem clara: ainda não sai daqui porque EU não quis.

Ela não demonstra medo. Ela mantém a feição altiva e postura elegante de antes, mesmo com um tom de ameaça pairando no ar... Você supõe que, pelo modo como reagiu que ou ela convive muito com determinadas criaturas estranhas, ou falta algo na cabeça dessa garota! Ela diz:

- Insolente!

Puro Osso escreveu:

- É você quem precisa de algo aqui, não eu. Para que eu possa fazer algo, preciso mais do que simplesmente estar acorrentado. Se vai me levar para fora daqui, recomendo me disfarçar ou será como o caos da ultima vez. Mas principalmente... Se quer que eu me mova, me dê um otimo motivo, pois caso contrário você apenas terá o mais feio peso de papel de qualquer reino e nada farei por ti...

Ela dá uma gargalhada, que você nunca pensou que veria tão cedo. Ela solta sua corrente, e cruza os braços com o lenço vermelho em uma das mãos. Depois da outra respirada, dessa vez, não mais de raiva - na verdade parece até que rir a fez muito bem - se recompõe elegantemente e te diz:

- Prefere ser chamado de aberração, escravo? Se quer voltar para os seus antigos grilhões a escolha é sua. Não fui eu quem tirou sua dignidade! E você, escravo, deveria ser grato por me servir! Eu pleiteei por muito tempo sua liberdade e finalmente consegui. A condição para você não ser torturado, nem perseguido é ser meu escravo! Você nunca saiu daqui porque o Zulkir da Necromancia não o quis! Agora ele permitiu, mas nestes termos. Eu dei minha palavra. Mas se quer uma prova...

Ela então se afasta alguns passos para trás, abre os braços numa demonstração de que está desarmada, e oferece a porta de saída para você sair.

- Vai, pode ir. Mas pode apagar a lembrança do que quer que você acha que ainda pode achar lá fora da cabeça! Porque aquele umbral é o mais próximo de liberdade que você vai chegar...

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qua Ago 29, 2018 8:59 pm

Diante da reação da moça, ele se curva um pouco encarando-a mais de perto, olhando nos olhos dela, tentando sentir se dela emanava algum poder mágico ou se seria apenas loucura realmente.

Por um instante se lembrou dos primeiros anos ali, preso. Era costume mandarem a noite algum dos recrutas entrar em sua cela a noite para provar coragem. No inicio achou muito inconveniente, mas após algumas vezes, acabou até se divertindo dentro do possível assustando-os, mas a diversão logo acabava quando era usado para servir de alvo deles dias depois...

Novamente se ergueu, pensativo. Em sua mente, passavam inúmeras possibilidades mas precisaria escolher a mais vantajosa para si. Poderia simplesmente ele mesmo coloca-la para fora dali, como se fosse um saco de feno. Poderia abaixar a cabeça e se tornar o cachorrinho de estimação dela, literalmente encoleirado. Talvez perder mais algum tempo tentando questionar e batendo boca, com ela se mostrando arredia a responder o "escravo". Ou poderia simplesmente fazer o que decidiu.

Sem falar nada, quando ela abre os braços e mostra a porta, ele se dirige ate a porta e passa por ela, dando uma olhada no corredor. Então sem se quer se virar para ela, fala de forma indiferente.

- Vai ficar a noite toda ai? Vamos logo, não tenho todo o tempo do mundo...

Sua decisão era baseada em mudar um pouco sua rotina, mesmo que aquela criaturinha inferior se julgasse importante por conseguir olha-lo diretamente ou ter falado com um Zulkir, decidiu que poderia tentar algo diferente do que simplesmente ficar trancado, quem sabe ver se valeria a pena sair ao mundo novamente, visto que muito do que conhecia em vida havia mudado e atualmente não estava tão animado assim para ser caçado por onde quer que fosse.

Quanto a ela e a forma como o tratava, isso seria o de menos perto de tudo o que havia passado, e caso visse alguma oportunidade que valesse a pena, sumiria de perto de tal criança mimada e inconsequente, talvez de volta para sua cela ou quem sabe para algo mais interessante.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qui Ago 30, 2018 1:59 am

Enquanto encara a garota, você não nota nada mágico nela. É o jeito dela mesmo.

Puro Osso escreveu:
- Vai ficar a noite toda ai? Vamos logo, não tenho todo o tempo do mundo...

A moça não vai atrás de você. Mas assim que passa pelo umbral, você sente como se o que restou de seu corpo estivesse desintegrando começando das extremidades e convergindo num ponto central no meio das costelas, uma "dor" indescritível. Aparentemente, havia uma magia de contenção que você descobriu tarde demais. Uma magia muito poderosa.

Erulindya efetuou 20 lançamento(s) de dados d6 (Imagem não informada.) :
1 , 3 , 3 , 3 , 6 , 3 , 1 , 6 , 6 , 5 , 3 , 3 , 6 , 6 , 1 , 2 , 3 , 6 , 2 , 4

Você se esforça para se manter consciente, mas não consegue por muito tempo... a última coisa que se lembra antes do apagão, são as palavras da garota.

-...A condição para você não ser torturado, nem perseguido é ser meu escravo...

Segue-se um apagão.

Você não sabe quanto tempo ficou "off", mas se vê inteiro novamente, de volta à sua cela, preso nos seus grilhões. Mas diferente das outras vezes, você tem companhia. A garota está falando umas coisas e vendo uns tubos com coisas dentro, depois faz umas anotações. Ela usa um instrumento curioso, todo colorido. Deve estar catalogando ou fazendo inventário de algo. A cela está iluminada por esferas flutuantes de luz, do mesmo tipo que vira antes de atravessar o umbral. As algemas que ela tinha usado para te tirar da cela estão no chão, próximas dela. Quando ela percebe que você está "de volta", arruma as coisas e as guarda. Então elegantemente se levanta. E diz:

- Nunca mais faça isso, escravo! Não quero que se desintegre, você é meu agora!

Ela Pega as algemas e vem andando na sua direção.



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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qui Ago 30, 2018 3:11 pm

Conforme tentou seguir adiante por conta própria, encontrou novamente outra morte. Ao que parece, a presunçosa mortal exigiria bastante paciência para lidar com ela e sem dúvida agora passou a pairar sobre sua mente a ideia de "acidente" durante sua excursão fora da prisão.

Uma vez recomposto e de volta ao seu estado físico, viu que, já que teria que ficar próximo a ela e seguir aquela palhaçada de "escravo", então ela sofreria um pouco com seus longos anos de conversa atrasada que tantas prisões lhe proporcionaram, fazendo questão de descontar de forma inteligente e criativa tal encheção de saco que ela foi capaz de lhe proporcionar.

- Será que apenas quis ver em primeira mão o fato de que realmente sou amaldiçoado em não morrer? Já virou rotina por aqui isso, sabia? Falei vamos e você ficou parada apenas assistindo. Será que você espera que te carregue no colo ou podemos perder mais tempo aqui? Quem sabe até você atingir a maioridade talvez...

Falava enquanto se levantava e novamente se preparava para ir, aguardando a garota tomar a liderança.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qui Ago 30, 2018 3:40 pm

A moça ouve o que você diz com atenção. Mas dessa vez fica em silêncio. Ela aguarda um pouco, pra ver se você realmente aguarda por ela. Quando percebe que sua atitude de fato procede como dissera, ela então vai té você, e faz todo o ritual de novo, com toda a calma e minúcia do mundo: pega as chaves, te solta dos grilhões que te aprisionam, guarda as chaves, pega as algemas dela, coloca-as nos seus pulsos, pega a faixa de lenço vermelho, a segura em uma das mãos e com a outra segura a corrente das algemas e as puxa para baixo, forçando-o a abaixar o tronco... E diz:

- Você, escravo, não tem permissão de andar por aí sozinho. Se o fizer, será desintegrado. E não. Não me diverti, nem achei engraçado. Você atrasou minha missão! Vai me servir agora?

Mostrando claramente que vai colocar a faixa vermelha em você.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qui Ago 30, 2018 4:22 pm

Parece que finalmente a criatura se amansou, embora suas palavras ainda fossem com aquela ladainha de escravo e proibições. Seja como fosse, parece que ela entendeu o recado: se ele quisesse, e QUER, pode tornar a missão um tanto quanto insatisfatória para ela. Por ele, qualquer coisa seria lucro, inclusive algumas situações um tanto "suicidas".

- Eu vou TE AJUDAR, a menos que queira voltar a estaca zero e me ver ser desintegrado mais algumas vezes, o que acha? Aceita minha ajuda?

Colaborou dessa vez, deixando que a garota se aproximasse com o laço. A princípio parecia ser um item mundano, embora justamente por isso tenha lhe levantado a curiosidade sobre tal objeto.

- O lenço é para me diferenciar dos outros mortos? Se estamos indo em uma missão de necromancia, sem duvida encontraremos outros parecidos... Achei que meu sorriso fosse um tanto inesquecível, mas acredito estar enganado pela sua reação, que pena...

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qui Ago 30, 2018 5:38 pm

Puro Osso escreveu:
- Eu vou TE AJUDAR, a menos que queira voltar a estaca zero e me ver ser desintegrado mais algumas vezes, o que acha? Aceita minha ajuda?

- Escravo insolente! Se ajudar for sua definição para SERVIR, que seja!

Puro Osso escreveu:
- O lenço é para me diferenciar dos outros mortos? Se estamos indo em uma missão de necromancia, sem duvida encontraremos outros parecidos... Achei que meu sorriso fosse um tanto inesquecível, mas acredito estar enganado pela sua reação, que pena...

Ela amarra o lenço na altura dos seus olhos, e você percebe que é para que não veja o caminho que irão fazer. Então você ouve o som da corrente das algemas e sente um puxão de leve, obviamente é a moça te puxando pra fora da cela. Pelo barulho dos passos no piso, você deduz que ela se mantém sempre próxima de você, e durante a caminhada, você sente cheiros diferentes, uns grunhidos esquisitos, e os dois passam por uns três ou quatro vãos por causa da diferença de iluminação que dá pra sentir, mesmo com o lenço nos olhos.

Vocês param em determinado momento, e você sente que ela soltou as correntes momentaneamente. Quando ela volta, você ouve um som de caixa pesado, talvez um baú, ou ataúde (melhor que não fosse a segunda opção). Em seguida, você sente as mãos dela passarem por você, cobrindo pescoço, as falanges das mãos, pulsos, carpos dos pés e crânio. Neste último, fica até pesado, de tanto lenço. Depois veste-o com alguns lenços. Ela o deixa mais um momento a sós, depois pega a corrente e te conduz a outro lugar.

Mais à frente, você escuta uns risos histéricos vindos de - uma pessoa muito histérica, e uns comentários sarcásticos vindos de outros humanos:

- A Princesa das esquisitices levando o totó pra passear!

- Pelo menos pra isso você serve lá na Academia!

- Cuidado pro totó não morder!

E mais risadas. Ela continua, em silêncio. Você ouve as vozes ficarem abafadas, e percebe que o clima aparenta estar agradável. Mais uma parada, você sente cheiro de um animal grande, de madeira, panos, poeira. Ela fala algo que você deixa escapar, mas você ouve um tilintar diferente. Então ela "sobe" em alguma coisa e te puxa para cima, guiando seus movimentos... Estão em uma carruagem, que logo começa a se mover. Parece que a carruagem carrega muita coisa, porque a cada balançada, tudo que está em volta de vocês faz barulho. A estrada é muito bem pavimentada nos primeiros kilômetros, mais adiante entram numa de terra batida...

Seguem viagem, você tem a oportunidade de perceber toda sorte de sensações como há muito não sentia: a brisa do ar de um clima ameno sendo substituída por ventos mais tropicais, o "calor" do dia alternado pelo abraço "frio" da noite, cheiro do pó de uma estrada mal conservada adentrando num local úmido e verdejante. O som dos animais cantando e voando livres, a água fluindo sem interrupções... O farfalhar das árvores com a aproximação do anoitecer... Uma eternidade de maravilhas que perduram por um tempo que você não faz idéia do quanto durou, mas na sua cabeça foi muito rápido! O cocheiro anuncia:

- Vamos parar por enquanto e montar acampamento. Amanhã  antes que Lathander mostre sua face, seguimos viagem.

Você sente a carroça parar. Você ouve barulhos que deduz ser do cocheiro preparando o local. a Garota tira a venda dos seus olhos, mas a deixa amarrada no seu pescoço, colocando antes um pingente de pedra azul com uma mão apontando para cima. Depois disso, ela pega as chaves das algemas e te solta.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qui Ago 30, 2018 6:48 pm

A criatura usa então para vendar seus olhos, coisa um tanto inútil, mas tudo bem, assim aceitou e deixou que ela o orientasse para o que presumia ser fora dali devido as sensações e lembranças vagas do trajeto. Foi então que começou a ouvir risos e deboche, mas diferente das outras vezes, não parecia ser apenas para ele e sim para a jovem também. Se sentiu um pouco mau por ela pela reação e silêncio dela, mas ainda tinha assuntos a tratar com ela antes de simpatizar-se com ela.

Citação :
- A Princesa das esquisitices levando o totó pra passear!

- Pelo menos pra isso você serve lá na Academia!

- Cuidado pro totó não morder!

- Auuu Auuu hehehehe Ae Peter, ela falou que ia me ensinar uns truques novos, será que aprendeu com aquela sua amiga do Bordel que usa couro e chicote e pepinos? Hahahahaha

- Tidus, que saudades de você! Quanto tempo num te vejo! Continuo sem ver mesmo, mas aparece as vezes lá na cela, ando precisando refrescar a memória de quando você era recruta e se mijou ao me ver pela primeira vez hehehehe


Basicamente nem a garota nem os guardas, não se importava com nenhum deles, mas em questão de gostar menos, os guardas ainda ganhavam, sendo assim ficou claro seu deboche para eles, em um tom sarcástico e pejorativo, defendendo-a um pouco no processo, por conta de não gostar de ver arrogantes pisando nos outros...

Seguiu a viagem em silêncio depois daquilo, respeitando um pouco a criaturinha que provavelmente também num tinha dias fáceis com pessoas daquele tipo. Ao chegar, porém, quando ela lhe retira a venda, fala num tom mais serio, menos debochado mas não ofensivo ou arrogante enquanto ela o solta.

- Pelo visto você tem a mesma facilidade que eu de fazer adoradores... É nessa parte que você revela que tudo foi um plano pra me libertar e agora estou livre? hehe

Terminou com uma brincadeira para tornar o clima menos sério, havia coisas que ele passava e não gostaria de discutir com outros, assuntos que preferia manter distância, mas ainda assim do seu jeito estranho, foi uma forma de demonstrar que entendia muito bem pelo o que ela passava.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qui Ago 30, 2018 7:10 pm

Puro Osso escreveu:
É nessa parte que você revela que tudo foi um plano pra me libertar e agora estou livre? hehe

- Você ainda me serve escravo!

A moça fica constrangida, se afasta de você com certa feição de aborrecimento, pega uma almofada da carruagem, senta-se próxima de onde estão e pega um livro para ler. O cocheiro, mesmo que não quisesse, presenciou tudo e o chama para ajudá-lo a montar o acampamento.

-E então? o que trazem dois cidadãos tão distintos a rumarem para estas terras tão diferentes da realidade do Zulkirato?





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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qui Ago 30, 2018 8:07 pm

Tentou disfarçar o fato de ter ficado sem graça com sua arrogância de antes, mas pelo menos foi melhor do que se tivesse caído em lagrimas ou coisa do gênero, pois não queria saber disso. Em vez disso, foi salvo pelo cocheiro que o chamou.

Citação :
-E então? o que trazem dois cidadãos tão distintos a rumarem para estas terras tão diferentes da realidade do Zulkirato?

O cocheiro, talvez por uma criação mais "plebeia", o tratou com naturalidade, algo que imediatamente estranhou, contudo preferiu não tocar no assunto, deixando o papo mais tranquilo enquanto ajudava a preparar o acampamento.

- Na verdade não sei, senhor... Fui tirado de meu descanso e nada me foi dito ainda, nem mesmo para onde vamos. Pelo visto, a pequena é temperamental de mais para arrumar alguém para acompanha-la, então desesperada teve que recorrer a uma aberração como eu... hehehe

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qui Ago 30, 2018 11:00 pm

Urth escreveu:
- Na verdade não sei, senhor... Fui tirado de meu descanso e nada me foi dito ainda, nem mesmo para onde vamos. Pelo visto, a pequena é temperamental de mais para arrumar alguém para acompanha-la, então desesperada teve que recorrer a uma aberração como eu... hehehe

O homem ri. Você percebe que ele perguntara aquilo só para puxar assunto e deixar o climão entre você e a garota mais leve. Ele junta umas pedras, uns poucos galhos e faz uma fogueira entre a moça e o acampamento. Faz sinal então para você acompanhá-lo até mais pra perto da água. Chegando lá, ele te mostra uma vara de pescar e umas iscas... ele diz:

- Por hora a moça vai ficar bem. A fogueira vai manter os animais perigosos afastados. Vamos tentar pescar algo por hora, se nada aparecer, vamos caçar.

Ele te ensina como que faz os movimentos para atrair e enganar os peixes. Mas a pesca só rende dois peixes médios. O Cocheiro então acha melhor retornar e assá-los logo antes de sair para caçar algo...

- Você prefere preparar o peixe ou sair para caçar algo?


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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Sex Ago 31, 2018 12:34 am

Percebeu e ficou grato pela atitude dele, agiu no momento certo. Esperou e até ajudou pegando uns galhos enquanto ele juntava as pedras, finalizando a fogueira. Então o homem propôs de irem pescar. Deuses, vai saber a quanto tempo que não fazia algo assim!? De imediato e alegremente aceitou, embora o resultado não foi conforme o previsto, muito mal pegaram dois peixes.


Citação :
- Você prefere preparar o peixe ou sair para caçar algo?


Aquele momento poderia ser decisivo para ele. Poderia simplesmente virar as costas e desaparecer mata a dentro, sumir na noite escura e nunca mais vê-los. Mas ao ver a forma como ela foi tratada e o desespero em cumprir seu trabalho, ficou curioso sobre o que seria tão importante assim e deixa-la voltar logo depois de ter partido, tendo o "prisioneiro" escapado e não completado a missão seria algo humilhante de mais e punível com castigos severos e humilhação, coisa que se tornou contra por ter sofrido seus efeitos.

Por mais arrogante e prepotente que ela fosse, não merecia um castigo desproporcional como aquele. Seria melhor ela voltar sem ele mas tendo concluído a missão pelo menos. Então se virou ao homem após um breve pensar e respondeu.

- Seria melhor eu preparar a comida, mas se estiver pensando em mim para as refeições, pode ficar tranquilo, não irei me alimentar...

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Sex Ago 31, 2018 1:08 am

Urth escreveu:
- Seria melhor eu preparar a comida, mas se estiver pensando em mim para as refeições, pode ficar tranquilo, não irei me alimentar...

O Homem estranha num primeiro momento, mas releva. Já vira tanta gente estranha, que ele deve achar que isso é uma regra do Deus que você segue.

- Oh... - diz admirado - você deve preferir insetos e mel, não? Vocês beduínos têm uns costumes diferentes, mas eu não tenho problemas com isso!

Agora que ele mencionou a palavra beduíno é que você percebe certamente está vestido como um! O monte de faixas na sua cabeça, deve ser típico do povo do deserto. Você fica super curioso para saber como está vestido por inteiro. Seus pensamentos são interrompidos pelo Cocheiro:

- Tem algo à ver com o acidente que sofreu? Está todo enfaixado, deve ter sido grave!

Nisso a moça fala:

- Foi um acidente sim, ele se queimou. E ele não gosta de falar sobre isso.

Ao que o Cocheiro responde:

- Que trágico, moça! Por Tymora, que falta de sorte!

Ela volta à leitura e ele fica um tempo pensativo depois lhe fala:

- Se você não vai mesmo comer, então não precisamos caçar. Enquanto você prepara os peixes, vou levar o animal para tomar um pouco d'água.

Ele desamarra o cavalo dos arreios e toda aquela parafernália pesada, e com uma corda conduz o animal para se refrescar. Você e a garota ficam a sós por hora.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Sex Ago 31, 2018 5:58 pm

O homem respondeu e devido ao que havia acontecido, apenas naquele instante se deu conta de que estava disfarçado, obra da criaturinha antes de começarem a jornada.

Quando ia responder o homem, a jovem interveio e evitou sua resposta, inventando uma desculpa vaga, algo que até ele poderia fazer melhor, mas por hora seria bom manter assim.

- Justamente, não precisa se preocupar em caçarmos, posso ir preparando a refeição, fique a vontade.

Dessa forma, estaria apenas os dois no acampamento, mas apenas faria a tarefa, deixaria a garota no canto dela enquanto ele aproveitaria para saborear o momento fazendo algo mundano que a muito tempo não fazia, embora não tivesse paladar ou olfato.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Sex Ago 31, 2018 6:45 pm

o Tempo que o Cocheiro demora para ir e voltar com seu cavalo é o mesmo que você demora para terminar de preparar o peixe. Eram peixes médios, mas surpreendentemente, apesar de enferrujado, eles ficaram apresentáveis. Graças a ajuda de algumas ervas e temperos que estavam disponíveis pra você na carroça do cocheiro. Ele volta e de longe exclama como a comida está aromática.

- Não conhecia esse método de tempero beduíno! Fica realmente muito apetitoso!

Ele então arma uma mesinha baixa perto da fogueira - que na verdade, é só uma chapa de madeira lixada e lustrada - para colocar a comida e a bebida.

- Normalmente não faço isso, mas como temos uma dama hoje, não custa causar boa impressão...

Ele pega umas batatas em um dos sacos e enterra na areia da fogueira, depois pega uma almofada para ele, outra pra você, e a moça guarda seu material de leitura e leva a almofada dela pra perto de vocês... Ele estende as mãos para vocês, como que pedindo para orarem junto com ele, então prossegue:

- Agradecemos, ò Dama Sorridente, por mais esse proveitoso dia. Pela viagem em segurança, e pela oportunidade de conhecer tão distintas pessoas. Que essa refeição nos dê as forças necessárias para seguirmos jornada amanhã. Que sua face se vire para nós esta noite. Assim seja.

- Assim seja! - Diz a moça.

Eles então pegam, cada um uma metade do peixe e começam a comer. O homem se curva para seu lado e fala baixinho:

- Foi o dragão, não foi? Já ouvi rumores dessa criatura que que esconde sob as areias de Anauroch e ataca caravanas de beduínos. Mas nunca conheci alguém que sobreviveu ao ataque...

A moça olha pra você, depois para o Cocheiro, dá uma risada a "la Monalisa" e volta a comer. O cocheiro continua falando mais baixo ainda:

- Você sabe que os magos vermelhos não são bem quistos em Faerun... Eles têm uns costumes estranhos. Mas se essa garota foi lá no deserto só pra te resgatar, ela deve ter alguma afeição por você. Ou você salvou a vida dela e ela retribuiu? Ou vocês eram amantes? E o Zulkir marido dela te queimou com uma bola de fogo? É cada um que me cruza o caminho...

Você vê que ele não tem discernimento nenhum de privacidade, e por mais baixo que ele falasse, ainda assim o cavalo - que está a certa distância de vocês - escutaria a conversa com detalhes. A moça dá uma olhada congelante para o cocheiro, mas não diz nada.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Sab Set 01, 2018 12:57 am

O cocheiro estava a vontade e justamente pelo seu jeito simplório acabava falando muito, provavelmente muito mais do que a garota gostaria. Contudo, para ele, não se importava e ate achava bom um dedo de prosa, para desenferrujar suas habilidades de lábia, uma vez que agora no mundo, precisaria e muito dela para sobreviver.

Agradeceu ao elogio, ajudando a preparar a "mesa" do jantar. No momento da oração, nada disse, apenas respeitou a crença do homem. mas ao ouvir o comentário sobre seu 'acidente" e a reação da garota, acabou dando uma gargalhada, coisa que a muito tempo não fazia.


Citação :
- Foi o dragão, não foi? Já ouvi rumores dessa criatura que que esconde sob as areias de Anauroch e ataca caravanas de beduínos. Mas nunca conheci alguém que sobreviveu ao ataque...


- Hahahahaha Posso te afirmar que já vi um destes, mas apenas no horizonte distante... O que me aconteceu foi um acidente, estava no lugar errado e na hora errada. Meus companheiros não tiveram a mesma sorte que eu, ou deveria dizer mesmo azar, ja que fiquei todo assim... Se soubesse, talvez nem tivesse aceitado saído da cama naquele dia... hehehehe

Disse verdades, somente verdades. Não mentiu, apenas falou de forma vaga o que acabou realmente acontecendo consigo, uma forma também de deixar clara parte da sua história para a garota, para ficar claro que ele não era uma invocação ou simples serviçal, mas uma pessoa acima de tudo. Se ela entenderia ou não, não importava, repetiria sempre que fosse preciso até ela entender...


Citação :
- Você sabe que os magos vermelhos não são bem quistos em Faerun... Eles têm uns costumes estranhos. Mas se essa garota foi lá no deserto só pra te resgatar, ela deve ter alguma afeição por você. Ou você salvou a vida dela e ela retribuiu? Ou vocês eram amantes? E o Zulkir marido dela te queimou com uma bola de fogo? É cada um que me cruza o caminho...


- Hmmmm Reparei isso mesmo, mas tudo que é diferente e a gente não compreende acaba causando medo, reparou? Reino de origem, tom de pele, raça... Qualquer coisa diferente e logo pessoas já estão assustadas e querendo levantar tochas para perseguir ou quem sabe escravizar...

Procurou mudar o foco do assunto, para tentar despistar um pouco e evitar acabar falando de mais ou mesmo cair em um dialogo que poderia gerar discrepância de histórias com ela. Por segurança, no dia seguinte, durante a viagem, iria combinar com ela uma história para situações como aquela, mas no momento iria apenas tentar ser vago e indireto.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Sab Set 01, 2018 2:20 am

Urth escreveu:
-... O que me aconteceu foi um acidente, estava no lugar errado e na hora errada. Meus companheiros não tiveram a mesma sorte que eu, ou deveria dizer mesmo azar, ja que fiquei todo assim... Se soubesse, talvez nem tivesse aceitado saído da cama naquele dia...

Você vê que a garota olha para você com pesar.

Urth escreveu:
- Hmmmm Reparei isso mesmo, mas tudo que é diferente e a gente não compreende acaba causando medo, reparou? Reino de origem, tom de pele, raça... Qualquer coisa diferente e logo pessoas já estão assustadas e querendo levantar tochas para perseguir ou quem sabe escravizar...

- É isso mesmo que eles fazem! Escravizam pessoas... Já vi uma feira de escravos lá em Eltabar... Mas você já sabe disso, só não aceita. Senão ela não teria dado aquela bronca mais cedo.

Fica um silêncio dominando a conversa depois desse comentário dele. Todos terminam suas refeições e o Cocheiro recolhe os copos usados para beber e a madeira polida. Pega mais alguns galhos e os ajeita na fogueira, atiçando-a. Vê-se que ele quer que ela dure a noite toda, ou pelo menos boa parte dela. Ele oferece à moça a opção de dormir dentro da carruagem e ela aceita prontamente. Para você, ele oferece um saco de dormir de boa qualidade, e um cobertor de pelo de Rothé, já que quando a fogueira apagar vai esfriar bastante. Pega outro saco e outro cobertor para ele e se deita do lado da fogueira.

- Boa noite, Beduíno!

Passam-se alguns minutos e o homem pega no sono e ronca bastante! Você acha que nem precisava de fogueira pra manter os animais afastados tamanho é o barulho que ele faz. Você estranha a garota estar conseguindo descansar, quando em determinado a ouve recitar algo suavemente e vê as mãos dela fazerem o movimento de como se fechassem uma janela... muito estranho, já que só tinha panos pra separar vocês... Enfim. A noite passa tranquila; a fogueira, pouco antes de amanhecer, apaga. Você não sabe dizer quanto tempo durou o período noturno, mas após tantos anos sem experimentar ver o céu estrelado, contemplar sua viagem pela abóbada celeste passou como um raio!

Alguns pássaros anunciam que um novo dia já nasceu. O cocheiro se levanta totalmente revigorado, faz um alongamento simples, e guarda o saco de dormir e o cobertor. Ele mexe no que sobrou da fogueira e tira as batatas que pusera para cozinhar na noite passada. Depois leva o cavalo para beber água. Agora você percebe o quanto é bonito este lugar! Há umas formações rochosas densas, que desafias a força dos ventos, como estalagmites gigantes, tão gigantes, que o topo delas é coberto pelas nuvens. Aqui de onde estão, é longe de sua base, mesmo assim, um primor de vista. Você percebe que vieram descendo, pois estão numa espécie de plateau intermediário. Você deduz que a moça te tirou de algum lugar do plateau superior, visto que demoraram para chegarem neste ponto.

A moça sai da carruagem, olha em volta como se procurasse o cocheiro, como não o vê, faz um alongamento rápido e volta-se aos seus estudos matinais. Vocês ficam a sós, nesta manhã convidativa, até que o cocheiro volte.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Sab Set 01, 2018 10:05 am

O pesar da criaturinha não lhe interessava, pois para ele ter pena era um dos piores sentimentos que alguem poderia sentir por outro, apenas esperava que ela entendesse a situação e melhorasse um pouco suas atitudes, caso fosse feito, estaria bom assim.


Citação :
- É isso mesmo que eles fazem! Escravizam pessoas... Já vi uma feira de escravos lá em Eltabar... Mas você já sabe disso, só não aceita. Senão ela não teria dado aquela bronca mais cedo.


- Sei muito bem... Algo um tanto desagradável ao meu ver. Ja pensou? Tratar outro ser vivo como se fosse um objeto, como um vaso ou cadeira? Ignorando totalmente a história de vida e desejos e sonhos da "propriedade" apenas para ter uma mão de obra barata... Acho que os escravistas devem ser os maiores pão duros desse continente hahahaha

Tentou suavizar, brincando com o assunto para tentar diminuir o clima que aos poucos se instaurou no acampamento, contudo não foi o bastante e tão logo terminaram a refeição, se prepararam para dormir. Seria estranho dizer ao cocheiro que também não iria dormir. Em vez disso, aceitou a oferta do saco e deitou não muito perto da fogueira, pois gostaria de observar aquele céu estrelado que a anos não via, sentindo a brisa da noite.


Citação :
- Boa noite, Beduíno!


- Bom descanso a todos

A reação da garota pareceu um pouco estranha, mas o que dizer sobre ela, praticamente tudo a seu respeito era mistério ou estranho. Em vez de ficar preocupado com isso, aproveitou que foram dormir e rezou para sua deusa, buscando orientação e aproveitando aquele momento de liberdade para recarregar as baterias e se preparar misticamente para possíveis situações do dia seguinte.

Tão logo amanheceu, esperou o cocheiro levantar primeiro e apenas depois se levantou, guardando o saco e entregando-o, agradecendo. Enquanto ia cuidar do animal, a garota levantou, parecia meio perdida de sono ainda, procurando pelo cocheiro.

- Ele foi dar água pro cavalo, logo estará de volta. Se quiser ele fez batatas, acho que deixou em algum canto ali. Provavelmente daqui alguns minutos estaremos prontos para partir...

Falou com calma, sossegado, apontando para as coisas do cocheiro quando falou sobre a batata, dizendo sem se preocupar muito em olhar pra ela, continuando a ajeitar as coisas para preparar para partida.


Citação :
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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Sab Set 01, 2018 4:10 pm

Puro Osso escreveu:
- Ele foi dar água pro cavalo, logo estará de volta. Se quiser ele fez batatas, acho que deixou em algum canto ali. Provavelmente daqui alguns minutos estaremos prontos para partir...

- Prefiro aguardar que ele volte. É mais educado comermos todos juntos.

Agora, com mais calma você dedica um tempo para observar melhor a garota. À luz do dia, você que ela tem a pele de um tom dourado, traços faciais delicados, com olhos amendoados e negros. A Tatuagem intrincada, porém delicada que percorre o escalpo, devem servir para diferenciá-la de algo. Recordando tudo o que passaram até o momento, você sente uma espécie de resiliência por baixo, provavelmente nascida naquelas terras implacáveis... Ela folheia poucas páginas quando da chegada do Cocheiro, que demorou um pouco mais, talvez por ter feito o asseio matinal. Ele pega uma garrafa, distribui copos e os convida para comer. A moça guarda a papelada e o acompanha no desjejum. O homem, intrigado, pergunta:

- Mas nem batatas os beduínos comem? É porque ofende o seu Deus? A batata está bem cozida, homem, experiente!

A moça intervém novamente, pegando a batata da mão do cocheiro.

- Escute, Senhor, seu serviço é somente nos levar ao local que solicitei. Não se preocupe com meu escravo. Está acostumado a fazer jejuns prolongados.

- Desculpe, Senhorita, não tinha como este velho saber...

Eles se concentram em terminar o desjejum. Ao final, o cocheiro afivela os arreios ao cavalo, põe-se na frente da carruagem e anuncia:

- Tudo pronto para partir!

- Se quiser ir na frente com o cocheiro, escravo, tem permissão para tal.

O Cocheiro estende a mão para você.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Dom Set 02, 2018 2:27 am

Nada respondeu a ela, afinal seriam eles que iriam comer, então não o afetaria qualquer que fosse a decisão. Entretanto quando o homem chegou, novamente veio de bom grado oferecer alimento, mas antes de poder responder educadamente, a garota partiu para um tom mais agressivo.

Citação :
Se quiser ir na frente com o cocheiro, escravo, tem permissão para tal.

Aceitou a oferta, subindo na frente com o cocheiro, deixando a mal humorada para traz, procurando conversar de forma trivial, educado e principalmente sobre o mundo atual, para ver se lembrava de como era antes e se havia diferença.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Ter Set 04, 2018 4:06 am

Vocês partem...

O cocheiro fica tão radiante com a oferta aceita que se comporta como um irmão que há muito tempo não se vêem. Ele conta em detalhes como herdou a profissão do pai, conta em quais estalagens a pernoite e a comida é mais barata, fala o que mudou nos poucos anos que ele viveu e o que mudou pelos lugares que ele percorreu... Enquanto ele fala, você vê que as montanhas de vez em quando roncam, e é possível ver uma chuva fina de fuligem cair de tempos em tempos. Ele fala do tempo que os Deuses andaram sobre Faerun, e fala que até hoje os sinais de que eles estiveram por aqui são sentidos por qualquer lugar que se passe. Em algumas terras você vê que  tem plantação de árvores frutíferas como maçã e cerejas, de uvas, em outras é possível ver gado ao longe. Ele  fala que alguns deuses morreram, outros foram consumidos por outros, e algumas pessoas que se destacaram de alguma forma, ganharam a graça da ascensão à divindade...  Durante todo o percurso, vocês passam por uns três "postos de pedágio" que são formados por um humano e dois Gnolls - e você finalmente descobre de onde vinham aqueles risos escandalosos de quando saiu da sua cela - ou Gnolls e Orcs.  E de vez em quando você vê Gnolls ou Orcs "escoltando" o que você deduz serem escravos fujões de volta aos seus lugares.

- Já estou ficando velho... Fico feliz em poder compartilhar um pouco do que sei com você, Beduíno.

Você conta 10 sóis de duração.  Você estranha que nestes ultimo dia de viagem não viu uma arvorezinha sequer em kilômetros de viagem. Em determinado momento, você ouve o som de água. Vocês chegam a uma Cidade com paredes negras fortificadas e muitas tendas formam ruas do lado de fora das paredes.

- Foi cansativo, mas enfim, chegamos a Bezantur.

Vocês entram por uma das entradas norte da cidade, ainda de dia, e dão de cara com uma fortificação feita de madeira petrificada negra, muito alta, que o cocheiro diz ser a residência do Tharchion Aznar Thrul de Priador, que é também o Zulkir da Evocação, um dos "oito". Segue-se então uma movimentação absurda de mercadores de algodão, de frutas, de grãos, e, à medida que seguem para o sul, é possivel ver navios com seus estivadores carregando e descarregando bens e mercadorias de todo tipo, inclusive escravos. O Cocheiro corta para leste, assim que vocês avistam uma espécie de mercado de escravos.

- Ah, já ia esquecendo! - colocando para dentro de suas vestes o pingente que a moça pendurou no seu pescoço - Aqui, Mystra e Azuth são proibidos. Portanto, tomem cuidado, vocês dois!

Ele segue caminho, e vocês se deparam com outra fortificação. que parece ser meio que uma extensão das paredes da cidade, pegando inclusive um pedaço do porto para si. O cocheiro tira alguns sacos e entrega para você carregar. Chama a moça, que sai com sua parafernalha toda. Ela dá umas moedas extras para o homem, que fica surpreso com a generosidade.

- Daqui não posso mais passar. Bons negócios!

E se vai.

- Aqui, insubordinação de escravos é punida com a morte. Sei que isso não significa nada pra você, mas poderia colocar minha missão em risco. Tem outra coisa, você precisa estar em contato comigo o tempo todo para andar por aqui, senão você volta para sua cela. Mas eu não estou afim de usar aquelas algemas novamente. Então vou pegar uma tira que usei para te cobrir, e amarrar no meu pulso.

Ela esconde o pingente dela e bate na porta, que se abre. Dois humanos vestidos como ela a recebem e permitem que passem depois de receberem um pergaminho da moça.  Lá dentro, tem uma infinidade de bastiões e mini fortalezas, e muitas pessoas vestidas com robe vermelho andando pra lá e pra cá. Você a acompanha por um longo caminho até uma tenda simples, porém bem escondida, onde há uma mulher que aparentemente os aguardava.

- Fadime! - exclama a Mulher - Venha, deve estar cansada da viagem! Este é "aquele" rapaz?

Enfim, você descobre o nome da sua acompanhante! Ela faz um positivo com a cabeça. A mulher é mais alta que Fadime, usa robes mais sofisticadas e também tem um padrão de tatuagens no escalpo. Ela te saúda cordialmente e os chama para entrar. Na tenda, ela abre os sacos que você carregava e dá uma olhada nos itens.

- Esses aqui são muito bons! Acho que são bons para firmarmos um acordo! Estou de partida, quer me acompanhar?

- Gostaria muito mesmo, mas...

- Não se preocupe, estarão comigo. Depois eu me acerto com seu superior. então vamos?

A mulher dá um tempo para se prepararem, pois ela avisa que, para onde vão o clima está bem frio.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Ter Set 04, 2018 5:59 pm

Ouviu atentamente e dialogou bastante com o cocheiro, prestando atenção no máximo de informações que podia, perguntando o nome dele e se apresentando com seu nome verdadeiro. Boa parte delas poderia ter sido modificada ou aumentada por bardos, mas ainda assim relatavam fatos os quais lamentava do fundo da alma não ter presenciado ou mesmo interagido, pois estava preso dentro daquele sarcófago, causando-lhe uma mistura de raiva, tristeza e também alegria e uma certa esperança, pois se mortais foram capazes de se tornar deuses, então sua condição não estava de todo definitiva, sem contar que agora poderia ter todo o tempo do mundo para tentar ele próprio alcançar algo semelhante, caso fosse sua vontade.

Enquanto se decidia sobre o que fazer, os sois e luas correram pelos céus, chegando ao objetivo quando menos imaginava, afinal nem sabia exatamente qual destino iam. Enquanto a carroça passava, foi observando o local, as criaturas no lugar e um pouco de sua rotina, vendo que se organizavam principalmente em tendas e trabalho escravo era rotina do lugar.


Citação :
- Ah, já ia esquecendo! Aqui, Mystra e Azuth são proibidos. Portanto, tomem cuidado, vocês dois!
- Daqui não posso mais passar. Bons negócios!


- Obrigado pela informação preciosa, senhor, Tenha uma boa viagem e uma prospera vida

Disse ele se despedindo do homem simples porém carismático e util, realmente foi uma viagem e conversas proveitosas, algo que a décadas que não tinha. Sentiria falta dele, principalmente por agora esta sozinho com a garota.


Citação :
- Aqui, insubordinação de escravos é punida com a morte. Sei que isso não significa nada pra você, mas poderia colocar minha missão em risco. Tem outra coisa, você precisa estar em contato comigo o tempo todo para andar por aqui, senão você volta para sua cela. Mas eu não estou afim de usar aquelas algemas novamente. Então vou pegar uma tira que usei para te cobrir, e amarrar no meu pulso.


Levanta um pouco o antebraço para ela amarrar o lenço, mas enquanto ela se aproxima ele se curva um pouco, para se aproximar dela e falar baixo, porém firme e com um tom de autoridade.

- Tudo bem, pode me amarrar esse pano. Mas se forem correntes ou se referir a mim como "escravo", "servo" ou algo do tipo, eu lhe punirei tirando meu turbante revelando minha verdadeira forma a toda a multidão, proclamando estar aqui a mando da minha mestra para sugar a alma de todos em nome de Mystra. Apenas não faço isso pois estou interessado em saber sobre que tipo de "missão" precisa especificamente de mim, de bom grado, por enquanto... Que tal um pouco de respeito e boa fé, se em vez de "escravo" se referir a mim como Urth Wolfgan?

Poderia ser uma caveira, mas ela poderia jurar que nesse momento ele estava sorrindo. Ameaçadoramente? Talvez. Irônico? Quase sempre se mostrou assim. Mas sem duvida suas palavras foram verdadeiras e serviram de um aviso pra ela, afinal, caso ele voltasse pra sela ou fosse morto, tanto faz para ele, as para ela, no mínimo perderia mais onze sois só pra voltar até a sela onde ele estaria esperando-a dando gargalhadas.

Independente da resposta e reação dela, continuaria com o "teatro", seguindo-a para dentro da fortaleza, vendo que haviam vários outros semelhantes a garota. Por fim, finalmente parece que chegaram ao destino, uma mulher os aguardava, aparentando ser muito mais gentil do que a garota pela forma como os receberam e finalmente descobrindo o nome da humaninha.


Citação :
- Fadime! - Venha, deve estar cansada da viagem! Este é "aquele" rapaz?


- Urth Wolfgan, a seu dispor, senhorita.

Respondeu ele de forma cortês, fazendo uma breve reverência a mulher. Logo depois insiste que partam com ela. Por ele, sem problemas, estava gostando mesmo de esticar os ossos. Frio não seria problema para ele, mas talvez para eles, algo interessante de se manter em mente...

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Ter Set 04, 2018 6:55 pm

Puro Osso escreveu:
...eu lhe punirei tirando meu turbante revelando minha verdadeira forma a toda a multidão, proclamando estar aqui a mando da minha mestra para sugar a alma de todos em nome de Mystra.

- Por Azuth, Escravo, esse tempo que ficou confinado só serviu para te deixar louco?!?! - fala exaltada. Depois respira beeeeeem fundo e diz, mais calma - Digo, Urth, enquanto estiver nos domínios de Thay, sua real forma não assustará ninguém, mas seu sarcasmo pode acabar arruinando tudo!

Vocês entram e se preparam para a viagem. Enquanto estão na tenda, Fadime conversa com a mulher e você fica sabendo que elas vão tentar instalar um "Enclave" em algumas cidades, e que aqueles itens são uma tentativa de convencer os governantes a aceitar o acordo. Vocês não vão comer, porque um dos acordos será feito num jantar na primeira das cidades. Quando todos estão prontos, a mulher entrega os sacos para você segurar, fala umas palavras estranhas e um circulo começa a brilhar sob seus pés e letras coloridas parecem flutuar no ar em volta de vocês... Você sente um "formigamento" - E quase gela pois é muito parecido com o da desintegração - e de repente um brilho rápido como um relampejar numa tempestade, e vocês se vêem em um quarto aparentemente abandonado e todo destruído, como se tivesse sido esquecido há séculos. Tem muita poeira, e teias, e partes da madeira corroída por cupins. Sua cabeça está zunindo. A mulher diz:

- Tudo bem? É bem estranha a primeira viagem, mas vocês pegam o jeito. Prefiro assim, por ser mais difícil de rastrear.

Ela dá um tempo para se recuperarem do choque, depois abre a porta com jeitinho para ela não cair e sai em direção ao corredor... Fadime desamarra o lenço do seu braço.

- Não estamos mais em Thay, portanto está livre, Urth.

Ela acompanha a mulher em direção ao corredor.

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Ter Set 04, 2018 11:19 pm

No momento que foi informado sobre a partida e começou a execução da magia, imediatamente procurou observar atentamente e buscar o conhecimento a cerca da magia, uma vez que ela seria extremamente útil para ele qualquer nova magia para expandir seu repertório um tanto "limitado" até o momento.

A viagem acabou sendo mais rápida do que havia imaginado, indo parar todos em um antigo e abandonado quarto, enquanto que seu corpo sentia um desconforto deveras semelhante ao da desintegração, provavelmente possuíam mecânicas semelhantes em sua base.


Citação :
- Tudo bem? É bem estranha a primeira viagem, mas vocês pegam o jeito. Prefiro assim, por ser mais difícil de rastrear.


- Acredito que tenha cansado menos meus ossos dessa forma do que encima de uma carroça hehe

Comentou ele, numa leve brincadeira. Curiosamente, o que a garota lhe disse depois chamou-lhe muito mais atenção ate mesmo do que a magia em si e seus efeitos.


Citação :
- Não estamos mais em Thay, portanto está livre, Urth.


- Tudo bem, vou me lembrar disso mais tarde. Por hora vamos continuar.

Se havia algo que ele costumava fazer era manter sua palavra, havia dito a ela que estava curioso sobre a tal missão e mesmo ela tendo dito que estava livre, ainda assim manteria sua boa fé por hora, pelo menos até sanar sua curiosidade...


[off: roll para tentar aprender a magia de transporte:
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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qua Set 05, 2018 2:54 am

Identificar Magia escreveu:
Aprender, você não aprende, porque não escutou as palavras que ela usou para ativar e não a viu usando componente algum. Mas você descobre que essa magia é uma magia forte, e desconfia ser uma versão aperfeiçoada de alguma magia da escola Conjuração, visto a velocidade com que a magia aconteceu. Você também acha que essa magia deve ser permanente, pois nem os costumeiros gestos foram usados. E deduz que as palavras que ela usou devam ser uma espécie de "chave" de ativação.

Vocês seguem pelo corredor e você nota que só o quarto do qual saíram que está abandonado, os demais, embora alguns com as portas fechadas, perceptivelmente estão mais conservados. E pelo som que saem de alguns, certamente em uso. Mais à frente, tem uma escada, que as meninas descem. Tem luz lá embaixo, provavelmente de tochas. Você ouve um som alto que há muito não ouvia, e se lembra das vezes em que esteve com seus companheiros de aventuras nas barulhentas tavernas e estalagens... O cheiro dos vinhos e das cervejas, as brigas que presenciaram...

Vocês descem. As pessoas lá em baixo são mais "normais" a seu ver. Não têm roupas vermelhas, não usam tatuagens na cabeça, se parecem como aventureiros incautos ou iniciantes fazendo a bagunça típica desses locais.  A Mulher vai ao taverneiro, e entrega algumas moedas. o Taverneiro as morde para conferir se são de verdade e as guarda em seguida. Não dizem nada um para o outro. Então vocês seguem para fora, passando por entre as mesas ocupadas com os outros visitantes do recinto.

Lá fora, está frio, e ventando. As pessoas na rua olham para vocês temerosas e não mantêm muito o contato visual. Algumas até aceleram o passo para desviarem de vocês. Parecem estar em estado de alerta... Um cavaleiro os aborda rudemente, e a mulher explica a que vieram. Ele então muda os modos e os escolta até uma Estalagem. Lá dentro, mais parece um quartel general, com pessoas muito parecidas com Fadime e a Mulher que os acompanha. com cabeça raspada e tudo, mas não usam robes vermelhas. Uma pessoa vem ao encontro e se apresenta:

- Sou Ass-Hurat, encarregada da sua recepção. Vocês devem ser os mercadores de itens mágicos, certo? Venham, o conselho os aguarda.

Nisso vocês andam pelo quartel general, e você nota que todos estão num clima de pré-combate, como se algo grande fosse acontecer em breve. Passando por algumas pessoas, você vê que Fadime e a Mulher olham atentamente para um deles, que disfarça e faz de conta que está indo para o mesmo lugar que vocês, porém pega a dianteira e mantém uma certa distância. Lá no conselho, estão oito pessoas, incluindo aquele sujeito que avistaram anteriormente. Somente a mulher tem o direito de sentar, mas ela faz sinal para que vocês fiquem atrás dela. A reunião então começa com um sujeito que parece um mago poderoso falando:

- Sou Isimud, Lord dessas terras e maior interessado neste acordo. Como sabem, a situação em Unther não está nada agradável, e somos obrigados a fazer o possível para não cairmos novamente sob o Jugo do Reino de Mulhorand. Há muito tempo, Thay tem oferecido o que fazem de melhor por lá, e agora desejam instalar um Enclave nessas terras, facilitando assim o fluxo de itens de nosso interesse e mercadorias, por isso convidei-os para essa reunião.

Nisso, passa alguns homens com bandejas nas mãos servindo alguns aperitivos, e os oferece aos que estão em pé também. Depois passam com taças oferecendo vinho. A reunião continua com a mulher falando:

- É de total interesse de Thay que esse acordo seja firmado, e nós temos uma oferta irrecusável:

Faz sinal para você ir colocando os itens sobre a mesa, para que eles avaliem enquanto ela fala

- ... nos enclaves, garantimos a venda de itens a 10% abaixo do valor de mercado, e seu governo recebe 1% do valor de todo lucro por mês, que eu tenho certeza que viria em boa hora para financiar a sua causa...

Começa um burburinho entre os presentes, exceto aquele sujeito, que sorri para a mulher. Você vê que ele dá um ou outro conselho em favor do acordo. E eles conversam bastante entre eles. chegam a pedir que vocês se retirem do recinto, mas um homem os leva a uma sala onde podem comer com mais tranquilidade. E vocês ficam um tempo a sós. Nisso a mulher conversa com você.

- Gostaria de pedir desculpas, Sr. Wolfgan. Fui eu quem te encontrou anos atrás. Achei que resgatá-lo o ajudaria, mas ao invés disso, o condenei a uma vida eterna de tortura e sofrimento...

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MensagemAssunto: Re: As Horcrux de Azkaban - Urth Wolfgan   Qua Set 05, 2018 12:27 pm

[b] Velhas lembranças teimavam em pairar sua mente ao ouvir os sons do local e sentir o aroma, imediatamente se lembrando dos diversos estabelecimentos que já frequentou, os grupos que acompanhava e se divertia com o fato de independente do reino que fosse, praticamente toda taverna era igual, com música, bebida e brigas.

Seguiu a comitiva carregando a carga preciosa, seguindo próximo por questões de segurança pessoal e para não perder e acabar tendo que dar explicações desnecessárias. Até o momento, restringiu seus comentários, aguardando um momento mais oportuno, percebendo que o clima parecia de um conflito iminente.

Durante a reunião, ficou atento ao que faziam e diziam, observando cada um e procurando perceber veracidades ou discrepâncias naquilo que era falado, notando certos olhares vez ou outra. Quando fizeram o sinal, colocou os itens sobre a mesa, descobrindo se tratar de itens mágicos.

Ao serem solicitados para sair, a mulher lhe traz uma informação muito pertinente e que acabou lhe pegando de surpresa.

Citação :
Gostaria de pedir desculpas, Sr. Wolfgan. Fui eu quem te encontrou anos atrás. Achei que resgatá-lo o ajudaria, mas ao invés disso, o condenei a uma vida eterna de tortura e sofrimento...

Parou por um instante, para colocar os pensamentos em ordem. Não que estivesse controlando as emoções ou algo assim, pois seus sentimentos naquele corpo era algo muito mais por costumes de como era em vida do que algo irracional e passional. Com calma e pausadamente respondeu a mulher num tom mais baixo e particular, se aproximando um pouco dela mas sem intenções hostis.

- Agradeço por informar tal fato. Durante a maior parte de minha existência estive mais morto do que vivo e mais preso do que solto. Se realmente queres se desculpar comigo, liberte-me e como agradecimento, agirei como agia outrora, ajudarei nessa missão e possível conflito iminente, seguindo meu caminho logo após a resolução. Nada melhor do que um guerreiro conhecedor das artes arcanas, dotado de língua afiada e incansável te ajudando, não acha? Hehe

Não se lembrava dela. Na verdade, não se lembrava direito sobre qnd foi solto do sarcófago, pois ainda estava a se acostumar com seu corpo e sentidos, então detalhes como rostos e coisas que poderia ter ouvido não fazem parte de sua memória.

Suas palavras foram sinceras e seguia seu senso de gratidão, visto tudo que viu até ali, percebeu que o mundo havia mudado e estava em mudança, de nada adiantaria ficar mais tempo preso naquela cela, haviam muitos fatos a explorar e coisas pessoais a se fazer. [b]

[off: teste pra tentar sentir emoções (ou oq seja pra ver se estão mentindo na reunião)
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