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 Os primeiros passos fora dos muros

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Satânico
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MensagemAssunto: Os primeiros passos fora dos muros   Qua Jun 24, 2015 3:24 pm

Tristeza

A vida dentro dos muros nunca foi muito feliz. Nascido e criado como escravo, uns com um pouco mais, outros com um pouco menos de sorte, mas você nunca conheceu o que é ser um homem livre. Há dias que são menos ruins, mas a rotina é quase sempre a mesma. Dentro da cidade prisão todos os dias são parecidos, sempre há neblina, mas raramente chove.



Dor

Mas também há dias bem ruins. Tortura e morte estão nas ruas todos os dias, não raro por motivos banais. Às vezes com alguém que você conheceu. O trabalho forçado, as humilhações. O conceito de "justiça" não existe aqui. Hélius nem sempre brilha e a chuva não é para todos, e raramente chove.

Fome

Tudo é cinza (ou marrom ou preto), as casas são feias, as ruas são feias, a natureza é feia. Poucas são as pessoas que tem algum luxo, mesmo entre alguns donos de escravos. A fome e a sede, assim como o frio, são companhias conhecidas, as árvores raramente dão frutos (a maioria nem folha da direito), larvas e ratos são pratos típicos, e a chuva está cada vez mais rara.

Tão rara, mas tão rara, que até a parte pantanosa da cidade está secando, o que forçou os generais da cidade (são 7 os generais, os que estão entre os poderosos dos poderosos) a chamar uma caravana especial para buscar água em outra cidade. Vários escravos de vários senhores foram convocados, uma tarefa que reuniu mais de 2000 pessoas, e você (por um motivo aleatório ou não) está no meio destas pessoas. Os portões serão abertos pela primeira vez para um número tão grande de pessoas.

Desconfiança

Vocês foram emprestados (ou tomados mesmo) de seus donos originais na noite seguinte, e levados para o castelo de Abyrrar, o general mais rico da cidade. São centenas de humanos e demônios, a maioria escravos, mas muitos capatazes também, e informados sobre a tarefa que vão realizar. Três generais se pronunciam.

O primeiro é Ehgosd, um diabo velho e enrugado, que faz um tedioso discurso de duas horas, em que vocês tem que ouvir de pé. Várias observações, ameaças, instruções... sua voz e discurso são tão chatos que vocês tem vontade de se matar no meio dele. Depois toma a palavra Aug, o Mutilador, sua voz não tem emoção, seu rosto não tem expressão, mas felizmente ele é bem breve:

- Sairemos de manhã, eu acompanharei a caravana, quem ficar para trás, eu cortarei os braços e pernas e darei para o resto comer, quem tentar fugir, eu cortarei os braços e pernas e darei para o resto comer, quem morrer, eu cortarei os braços e pernas e darei para o resto comer, quem fingir de morto, eu cortarei os braços e pernas e darei para o resto comer, quando chegarmos à outra cidade, poderão descansar enquanto carregamos as carroças, quando voltarmos para cá, serão devolvidos para seus antigos donos, espero que não tenham dúvidas.

Por fim aparece Abyrrar, um íncubo que poucos já viram, mas que todos conhecem a fama. Ao contrário dos outros dois, ele aparece sorrindo, e sua voz é amigável (talvez amigável demais) dizendo a todos:



- Meus amigos, não se deixem abalar por estes dois velhos chatos. Vocês foram escolhidos porque são especiais, e precisamos de alguém que trabalhe bem, e rápido. Não se acanhem, hoje são meus convidados, poderão comer e beber bem para se preparar pra amanhã. Não é todo dia que temos algo para fazer fora de nossa querida cidade, então alegrem-se!

Apesar de muitos não acreditarem no que ouvem, seu discurso alivia um pouco os presentes, e por mais inacreditável, ele realmente serve algo que vocês podem considerar um banquete: carne em abundância (vocês nunca pensaram em ouvir estas três palavras juntinhas), ovos, pães (e eles não estavam duros), água, leite, mais carne, grãos cozidos, grãos doces, algumas bebidas energéticas... vocês nunca comeram tão bem na vida, alguns choram de alegria.

Durante a noite dormem pelo jardim mesmo, apesar de dormir na grama (ou meio amontoados em cima dos outros) o descanso também é um dos melhores que já tiveram, vocês não sabem se alguma outra noite puderam dormir por tantas horas seguidas assim.

De manhã as carroças são preparadas por pipas enormes, elas são puxadas por semëks (semëk são lagartos enormes, do tamanho de um cavalo, são mansos, mais rápidos que bois, mais lentos que cavalos), vários capatazes se colocam a direita ou esquerda de vocês. Aug, o Mutilador, está com sua armadura imponente, vocês ainda recebem uma refeição antes de partir (não tão farta como de ontem, mas muito boa) e dão a cada um dois litros de água para beber antes de partir.

O grande portão é aberto, vocês veem a ponte do outro lado pela primeira vez, a maioria ainda não acredita no que vê. Os primeiros passos fora da cidade-prisão.



Novidade

A paisagem de fora não é tão animadora, vocês estão num deserto, não é arenoso mas a terra é seca. Quilômetros de nada para todos os lados. Nada de árvores, nada de animais, nem mesmo mosquitos. Ainda assim, é a primeira vez que veem Hélius (sol) brilhar tanto, conseguem ver tanto Hélius Flava e até Hélius Blua (segundo sol), não há neblina aqui de fora, e o ar está mais "respirável".

Ao poucos seus corpos se adaptam a esta paisagem nova. Não demora para o primeiro escravo tentar fugir, e como prometido, Aug o alcança e corta seus braços e pernas, deixando-o agonizar no meio do nada. A viagem segue adiante.

Você não tem noção do tempo, mas já foram várias horas de caminhada, a cidade-prisão já saiu do campo de visão há muito tempo, e vocês continuam vendo somente terra e mais terra para todos os lados. Quando alguns demônios começam a ficar inquietos, avisando aos responsáveis pela caravana que algo estava errado.

De repente todos começam ouvir estalidos vindos do meio do nada (aliás tudo é no meio do nada, que é onde estão), os demônios continuam fazendo vocês andarem em frente, mesmo que eles mesmos estejam desconfiados. Então a tempestade de raios começa.

Os raios surgem do nada (não há nuvens) ou brotam do chão em direção ao céu. O primeiro raio atinge em cheio Kamanatal, um demônio enorme com quatro patas, extremamente musculoso e temido por todos. Ele não consegue reagir, grita e então seu corpo literalmente explode. Todos ficam paralisados, afinal Kamanatal era um dos demônios mais fortes que havia. Vocês não entendem nada.

Vários outros raios surgem, tirando vocês do torpor para a histeria. Cada um corre para um lado diferente. Não há trovões, apenas raios, atingindo humanos e demônios, senhores e escravos. Alguns demônios mais fortes conseguem rebater com sua magia um ou dois raios, mas vocês nunca usaram magia, como podem se defender?

Aug é acertado por um raio vermelho. Grita, mas continua de pé. Ele manda vocês ficarem juntos, mas poucos o escutam, e mesmo que escutem, ninguém obedece. Um segundo raio atinge Aug, e o parte ao meio. É o fim de um dos mais poderosos generais da cidade-prisão.

Ninguém consegue sobreviver aos raios, o campo vai virando um amontoado de corpo, e mais corpo. Você ainda corre de um lado para outro, se desviando deles, mas então sente um enorme choque, e seu corpo é tomado pela energia violenta de um raio, você só consegue ver a luz colorida dele, e seu corpo é arremessado alguns metros, e cai, inerte.

Você então espera a morte vir.

Espera.

Mas ela demora, até que você acorda novamente.

Esperança




Depois de algum tempo vocês começam a despertar. Dos mais de dois mil que estavam na caravana, no máximo meia duzia ainda estão vivos, além de dois semëks que estavam ajudando na carga. Os raios se foram, só sobrou cadáveres no chão. Seu corpo dói, você só lembra de ter sido atingido por um (ou dois) raios e lembra a cor dele. Aos poucos vocês vão tentando ver quantos sobreviveram e o que farão agora.

OBSERVAÇÕES:

Podem começar postanto sobre a noite anterior, quando foram chamados para integrar a caravana. Independente do(a) dono(a) ter entregue vocês de boa-vontade, se foram escolhidos eles não teriam como recusar.

As carroças-pipa ainda estão inteiras e podem ser ligadas aos semëks que sobraram, ou puxadas por vocês mesmos, caso queiram garantir água por sabe-se-lá quanto tempo. Também podem pegar qualquer coisa dos cadáveres, lembrando que eles levavam estoques de água em cantis, carne-seca pra viagem, armas (todos os tipos, mas quase todas sem grande qualidade), armaduras, botas (recomendo muito que lembrem de calçar algo) e podem achar ainda alguns papeis, moedas, ferramentas e até joias (pensem bem o que acham importante, o peso de cada coisa que escolherem levar ou deixar), como há muitos mortos, podem pensar em todo que é coisa básica para achar no meio deles, e digam se estiverem de fato procurando alguma coisa específica entre os corpos. Podem ainda tirar pedaços de carne fresca dos semëks mortos (ou até dos humanos e demônios se tiverem com vontade de comê-los depois).

Vocês sabem que alguns dos demônios que os estavam escoltando usavam armas e itens mágicos, vocês podem até pegá-los, mas não saberão usar de pronto, pois vocês ainda não sabem magia, então A PRINCIPIO uma espada comum e uma espada mágica não fará diferença para vocês.

Lembrando que ou são itens básicos ou muito difícil de tirar o poder deles, afinal não havia motivo para um general demônio poderoso levar o seu grimório mega-über poderoso para uma aventura desta. Já sua espada especial ele levaria sempre, mas não é qualquer um que sabe usá-la.

Provavelmente seu personagem não conhecia muito o personagem dos outros jogadores, então terão que trocar ideias para saber o que fazer agora.

O cenário não ajuda nada, pois é um monte de nada. Vocês só sabem que estavam andando do sul pro norte, então:

Se voltarem pro sul, acabarão voltando pra cidade-prisão de onde vieram. Se continuarem ao norte, talvez cheguem na outra cidade onde estavam indo buscar água. O terreno é levemente inclinado para oeste, portanto se forem pro leste pegam uma descida, que fará a viagem mais fácil, mas se forem para oeste terão uma visão melhor da retaguarda.

As carroças podem ser usadas para levar alguns de vocês ou carga, mas é preciso ver como vão distribuir isto, se levarem uma pipa cheia não podem levar mais nada, uma carroça sem pipa leva dois de vocês ou cerca de 190 quilos de carga. Além dos dois semëks, vocês também são capazes de carregar uma carroça com pouca carga. Se resolverem levá-las, elas ajudam na carga e na descida, mas atrapalhará nas subidas e ainda deixará rastro.

Ninguém na cidade-prisão sabe o que aconteceu, então terão algumas horas antes que comecem a ficar preocupados com vocês e ainda mais tempo até que alguém comece a ir atrás de vocês. Talvez até ninguém nunca mais os procure, mas tudo é especulação...
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MensagemAssunto: Re: Os primeiros passos fora dos muros   Ter Jun 30, 2015 11:04 pm

Prey estava novamente na sela, costumeiramente jogado no canto amaldiçoando o seu dono e esperando a proxima punição aleartoria.
Os espancamentos do dono não deixavam marcas alem de hematomas que sumiriam em poucas semanas, porem esses eram os mais doloridos de todos.
Enquanto estava na sua cela ele viu pela fresta da porta alguem se aproximando, e ja se preparou para o castigo que viria. Ja ate havia se acostumado com a cena: o Dono o abriria a porta com um sorriso sadico e uma vara de pau, olharia, escolheria ele e o levaria ate a sala de tortura onde ele seria espancado por nenhum motivo, depois posto para trabalhar em algum serviço pesado ou para caçar algo e em seguida novamente um espancamento, e a noite, seria jogado novamente na cela, para esperar outro dia como aquele.
Porem dessa vez foi diferente.
a porta abriu e haviam dois sucubos copulentos enormes com armaduras pesadas, e a frente deles estava o dono e um ser que parecia um oficial.
O dono estava com cara de pouco amigos, nao havia o tradicional sorriso sadico, o que fez Prey olhar com desdêm para ele.
O dono se encaminhou para dar-lhe uma varada pelo desacato, mais foi segurado pelos oficiais, que falaram algo em lingua dos demonios, as unicas palavras que Prey entendeu foi "propriedade" e "confiscado".
Os dois guardas levaram Prey para o castelo, onde ele simplemente ignora os três discursos.
Como bem como não comia a anos, e dorme encostado em uma arvore seca, olhando para o ceu.
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Quando Prey levou o primeiro raio, Vermelho, ele acreditou que os anos de espancamento o tinham feito tão forte como Aug.
Quando levou o segundo raio, Preto, Prey ficou surpreso por ainda estar vivo.
Quando levou o terceiro raio, Branco, Prey ja havia desistido e se preparava para encontrar sua mãe aonde quer que fosse mandando após morrer.

Logo, foi muito estranho para Prey, quando o calor do sol incomodou suas costas, abrir os olhos e perceber que alem de vivo, tinha todos os seus pedaços no lugar. O Deserto cheio de corpos não o impressionou, estava acostumado com a morte, e aquilo era normal para ele.
Começou a vagar pelos corpos, procurando primeiramente água, para matar sua sede imediata.
Apos isso, com sua cabeça funcionando melhor, ele viu as cargas todo o "espolio" pelo chão.
Começou a procurar um mapa, com qualquer um dos guardas, com certeza algum deles teria um mapa.
Depois se começou a procurar, entre os guardas e capatazes, alguma espada leve, e final, mais agil que as normais (algo como uma katana ou um sabre), arco e flechas, a bota melhor bota que achou e alguma capa para cobrir sua cabeça e costas do sol desertico.
Apos isso se dirige a um dos Semeks, se aproxima para ver sua reação e então aguarda reação dos outros sobreviventes.

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MensagemAssunto: Re: Os primeiros passos fora dos muros   Qua Jul 01, 2015 8:30 am

Aquela nova realidade estava inebriando Aramant. Como escravo, por mais que estivesse imerso no círculo de demônios livres, divertindo-os, o tratamento que recebia ainda era vil e degradante. Uma nota errada, um acorde fora do tom, e teria de torcer para que o vinho estivesse nublando os ouvidos de sua senhora, caso contrário, seria na certa castigado. Seu alaúde, suas mãos e sua face costumavam escapar ilesos, mas não se poderia dizer o mesmo do restante do corpo.

Agora, experimentando um tratamento tão bom daquele que era considerado o maior dos generais, não só era uma grata surpresa, como também uma oportunidade para que Aramant conhecesse um pouco mais do círculo social da cidade. Apesar das palavras duras dos falantes, não passava, de forma alguma, pela cabeça do jovem escravo, a possibilidade de NÃO voltar dessa maldita viagem, de modo que já fazia seus planos para o retorno triunfal, quando certamente teria prestígio demais para que fosse considerado ainda um "mero escravo". Já via com bons olhos até uma possível libertação. Sim, aquela maldita expedição teria, afinal, seus bons propósitos.

A comida foi excelente e a noite de sono, demasiado agradável. Aramant pegou no sono com seu alaúde sobre o peito, dedilhando baixinho alguns acordes, numa bela poesia em forma de canção. Levaria consigo o alaúde, é claro, pois não imaginava um dia sequer de sua vida em que não houvesse música: um dia assim seria pior do que todos os tormentos da escravidão. Desta feita, de certa forma o Incubbo encarava essa viagem como um passeio de férias, regado a bastante música e aventuras. Sua mente não conseguia visualizar o pessimismo que os líderes aparentavam ter. Paciência: eles eram velhos.

Quando finalmente partiram no dia seguinte, Aramant permaneceu calado, apenas observando o comportamento de vários companheiros de caravana, sem, contudo, fixar-se particularmente em nenhum. Dedilhava baixinho o alaúde, vocalizando belas melodias com sua voz potente de barítono, mas de forma quase inaudível, de modo a não incomodar os líderes da viagem. Sua experiência como escravo sabia muito bem que os poderosos não lidavam bem com acordes fora de hora. E esses líderes poderiam ser menos indulgentes que sua senhora. Não poderia arriscar seus dedos e sua língua.

Aramant estava em meio a uma progressão harmônica particularmente complexa, explorando as dissonâncias da região mais aguda do instrumento, quando começou a tempestade de raios. O incubbo mostrou-se temeroso, mas sua principal preocupação era proteger o alaúde, de modo que deitou-se por cima do instrumento e espera. Espera a morte, mas não para o alaúde.

Quando finalmente volta a si, Aramant está deitado sobre o estojo do instrumento, protegendo-o. Sente o corpo doer, a pele parece arder, talvez por ter absorvido calor dos raios. O Incubbo lembra-se vivamente de um clarão vermelho e, talvez, pouco antes de perder os sentidos, uma sombra negra quente e aterradora. Teria sido atingido por raios também? Mas por quê, então, estava vivo, quando quase a totalidade da comitiva jazia sem vida por todo o maldito nada?

Lentamente, Aramant percebe que outros - muito poucos - também estão se movimentando, acordando. Realmente muito poucos. Sua mente começa a fervilhar de planos para sobrevivência – sua sobrevivência, claro – observando os recursos de que dispunha no momento. Antes de tudo, Aramant vasculha o campo em busca das carroças de comida, verificando se sua carga encontrava-se ainda em condições de consumo.

Um pouco inseguro por ter-se visto em situação tão desesperadora e, ainda por cima, indefeso, Aramant vasculha, entre os corpos próximos, buscando alguma arma que pudesse usar, de preferência uma espada leve, um arco curto ou mesmo uma adaga com bom fio e não muito pesada, afinal de contas, armas grosseiras não eram o seu forte. Precisava de leveza, caso houvesse a necessidade de combater, pois sua verdadeira aptidão era a música.
Após seu rápido inventário pela comida e sua busca por algumas armas, Aramant faz uma última busca por uma muda de roupa e calçados. Certamente, precisaria de uma bota resistente e sua vaidade não lhe permitia viajar com roupas surradas quando tinha tantas outras opções melhores à disposição.

Terminada essa busca, o Incubbo dirige-se aos outros sobreviventes, que observa de longe, enquanto recolhe os frutos de seu espólio e guarda o estojo do alaúde nas costas. Sua melodiosa voz é facilmente audível por todos:

- Ei, vocês! Como estão?

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MensagemAssunto: Re: Os primeiros passos fora dos muros   Qui Jul 02, 2015 5:26 pm

“Como sempre suas noites de sono não eram confortáveis, o local úmido, gelado, cheio de pedras, ratos e baratas, os quais já eram considerados como iguais. E essa noite não fora diferente, foi acordado pelo capataz com cinco chicotadas em suas costas e assim que abriu os olhos levou uma cusparada no rosto e uma ordem para carregar algumas pedras até o outro lado do quintal. E assim começou o seu dia cinzento. Chicotada, cusparada e carregamento de pedra, e assim se passou a manhã. Seu almoço foi composto por um rato e algumas baratas. Não houve tempo suficiente para digerir a alimentação, pois as pedras ainda não tinham acabado. Porém neste dia foi diferente, uma presença inesperada adentrou o terreno e o retirou da casa do seu senhor, o qual não gostou nenhum um pouco da situação, mas o sujeito devia ser importante, pois nem o senhor nem o capataz falaram nada.



Fora encaminhado para um lugar bem melhor que o de costume, onde haviam muitos outros e todos pareciam não ter a mínima ideia do que iria ocorrer. Alguns discursos foram feitos mas nada entendeu, tirando a parte de que sairia da prisão e se fizesse algo de errado iria morrer. Simples.



Quando toda aquela comida foi oferecida, não houve nenhum questionamento, só queria comer, matar a fome e a sede, nunca teve em sua frente tanta fartura. Comeu e bebeu até cair de sono na grama. Ao acordar se alimentou e hidratou ainda mais antes de seguir o caminho.



A saída da cidade-prisão causou um misto de sentimentos, porém nenhum de saudades. As horas se passaram e o corpo estava firme na caminhada devido estar acostumado ao trabalho forçado na casa de seu senhor. No momento que os raios começaram a cair muitos entraram em desespero e correram, até os mais poderosos demônios sucumbiram e nada fiz, estava esperando a morte chegar, até que os raios o acertaram, primeiro um negro, depois um vermelho e por último um branco.



Ao acordar não acreditava que permanecia vivo, pois se os mais temidos foram mortos por que ele iria sobreviver? Enfim, estava vivo e devia sobreviver, tinha que encontrar meios para continuar em pé e seguir vivo.



Mas não era o único a levantar, haviam outros se levantando, mas nada falou, apenas observou a desgraça que ocorreu. Mesmo não sendo inteligente, sabia sobreviver e para se manter vivo neste lugar iria necessitar de algumas coisas, as quais foram ditas num dialeto quase inteligível: água, comida, bota, capa, chapéu, armas. E assim foi atrás, escolhendo como arma um martelo que tenha desenhos, pois sempre que via desenhos sorria feito uma criança.



Terminado a pilhagem, vou ao encontro daqueles que continuavam em pé e digo: [b]So Dillenburg.”


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MensagemAssunto: Re: Os primeiros passos fora dos muros   Dom Jul 05, 2015 9:12 pm

Prey, sem sair de perto do Semek, observa outros dois demonios tambem se levantarem e assim como ele, iniciarem as suas pilhagens.
Prey achou o sabre que se adequava ao que procurava, no corpo de um oficial, provalvelmente magica, na bainha, que ele amarrou pendurou no quadril.
Achou os arcos e uma aljava de flechas, que tambem pegou e colocou nas costas.
A capa que achou não era como procurava, pois não tinha capuz, fato que ele contornou pegando um capuz de um camisão aleatorio , porem ao notar que usava apenas uma calça, bem puida, decidiu trocar de roupa tambem e pegou as vestimentas de um capataz que não havia explodido nem pego fogo. Ao tentar vestir o blusao, percebeu que ainda usava a cinta em volta do corpo, prendendo as asas.
Com a espada(pois o trinco ficava nas costas e so podia ser aberto com a chave) cortou o cinto e libertou suas asas. Porem, tristemente, observou que as asas estavam atrofiadas pela falta de uso,  pois mantiveram-se paradas no mesmo lugar, embora tentasse fazer um esforço para mexe-las. Decepcionado, vestiu o blusão, que tinha abertura para as asas nas costas.
O mapa pareceu-lhe confuso. Porem algo lhe disse que seria util no futuro, então apenas guardou o mesmo.
Calçou alguma bota de algum oficial, luvas tambem e, terminada a pilhagem, se dirigiu ao Semek, pegou um cantil proximo e ofereceu água ao mesmo, esperando sua reação de beber ou não, e tentou o mesmo com carne.
Apos algum tempo, o primeiro demônio se aproximou, trazia uma bolsa com algo que parecia um instrumento de corda.

Demonio Melodioso escreveu:

- Ei, vocês! Como estão?

Prey se preparava para responde quando uma voz grutal, completamente oposta ao do primeiro disse:

Demonio Grutal escreveu:
So Dillenburg.



Prey apenas diz:
-Meu nome é Prey.- para um pouco, olha em volta e conclui Acho melhor sairmos daqui o mais breve possivel, acredito que quanto mais demorarmos aqui, maior a possibilidade de alguem da cidade vir em nossa captura. Não sei o que aconteceu, mas vamos nos aproveitar dessa vantagem, a unica questão que me deixa encucado é...para onde iremos? Seguiremos para a cidade que estavamos indo antes, confiando somente na direnção que etavamos seguindo? Mesmo se chegarmos lá, não será mais facil para eles nos acharem, por julgarem que esse seria nosso caminho mais logico? ou iremos a esmo, torcendo para topar com algo ou alguem?

Prey mantinha sua mão sobre a cabeça do Semek, alisando-a.

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MensagemAssunto: Re: Os primeiros passos fora dos muros   Sex Jul 10, 2015 8:40 am

Aramant observava os dois sujeitos que, como ele, se moviam entre os corpos, coletando certos itens que, achavam necessários. O Incubbo preocupava-se mais com comida e água, pois, pelo visto, a desolação que os circundava era algo que continuariam encontrando qualquer que fosse a direção que tomassem.

Para Aramant, voltar de mãos abanando não era uma opção. Seguir adiante, rumo à cidade que, inicialmente, era o ponto de chegada, não lhe parecia, tampouco, uma ideia das mais auspiciosas: os líderes de sua comitiva haviam morrido e, certamente, as tratativas para consecução dos objetivos da viagem estavam a cargo deles. Ora, um punhado de escravos moribundos, sem seus donos, bradando que chegavam a cidade em uma missão de especial importância, certamente não despertariam a confiança necessária pra concluir a missão.

Sim, de certa forma, a missão havia morrido juntamente com a maior parte da comitiva. Só restava aos escravos sobreviventes, duas opções: voltar para os grilhões ou seguir uma direção diversa daquela inicialmente pretendida, em busca de algo que lhes pudesse comprar a liberdade, ou em busca de uma liberdade deturpada. Aramant já sabia o que fazer.

- Não acho que devamos continuar seguindo o itinerário original da comitiva, haja vista que os líderes estão mortos. Somos apenas escravos. Se chegarmos a essa outra cidade - que não conheço - alardeando nossa missão, provavelmente seremos capturados e feitos escravos de um senhor diferente e talvez mais cruel dos que o antigo. Sugiro que tomemos uma direção diferente - leste ou oeste -, para ver o que este vasto mundo pode nos proporcionar.

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MensagemAssunto: Re: Os primeiros passos fora dos muros   Sab Jul 11, 2015 8:22 pm

O tempo começa esfriar, Hélius Flava, a grande estrela de Akaŝa, começa se por mais rápido do que esperavam, mas antes dela se por totalmente no horizonte, Hélius Blua, a segunda estrela mais importante, surge no céu.

Pela segunda vez, desde que deixaram a cidade-prisão, seus olhos veem algo único, pois dentro da cidade Hélius Blua parecia uma estrela minúscula que nem era percebida devido à neblina sempre presente. Agora porém ela brilhava quase tão forte quanto sua irmã Hélius Flava. As duas luas, Ânima e Psikê também aparecem, ambas em fase crescente.

Tudo ao redor vai ficando meio azul ou meio cinza, o que dá uma aparência ao mesmo tempo engraçada e meio assustadora, mas graças à estrela e as luas, vocês ainda terão umas 4 horas com luz e calor suficientes, antes de anoitecer totalmente.

Spoiler:
 

Como imaginaram, ninguém apareceu para perturbá-los nestas primeiras horas, e também não aparecerão nas próximas, quem se deu o trabalho der olhar ao redor, também não encontrou rastros de qualquer predador do deserto, portanto vocês terão uma noite tranquila.

Quem estava com fome, cansado ou com sede já teve tempo de se recuperar. Portanto é a única oportunidade para pegarem o que ainda não pegaram e escolherem pra onde irão. Por mais uma hora terão um pouco da luz de Hélius flava, depois terão três horas de luz apenas de Hélius Blua, o que será suficiente para enxergarem bem o caminho, só as cores que ficarão estranhas, mas acostumarão rápido, depois disto irá escurecer e esfriar bastante, vocês tem recursos suficientes para acamparem quando a noite chegar, e nesta primeira noite já dei de bandeja que nada os perseguirá, não precisam nem de fazer ronda, mas não me obriguem a expulsá-los daí com uma tempestade de areia de manhã.

Podem ir interagindo uns com os outros enquanto estão andando.
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MensagemAssunto: Re: Os primeiros passos fora dos muros   Ter Jul 28, 2015 10:55 pm

Prey decide seguir para Oeste...era um caminho mais arduo, porem aparentemente mais seguro.
Monta em um dos lagartos e, quando se preparava para partir(esperando talvez ainda alguma manifestação dos outros dois) se lembra de um item necessario: dinheiro, moedas ou qualquer coisa que pudesse ser usado para comprar algo. De nada adiantava sobreviver e chegar a algum lugar sem nenhum dinheiro.
Pega uma bolsa de moedas media, com um dos capatazes, ocultando-a embaixo das roupas.
-Vamos! Temos que nos distanciar daqui o mais rapido possivel!

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