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 Desbravador - Arvedui

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Goran Pandev
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MensagemAssunto: Desbravador - Arvedui   Seg Jun 22, 2015 6:50 pm

Cinco dias caminhando, noite e dia, contra a chuva, sol, vento, fome, sede, o monge não estava mais aguentando continuar a caminhada, até que avistou uma pequena vila no horizonte. Num primeiro momento pensou que fosse um devaneio, porém pode perceber a movimentação e algumas fumaças decorrentes das chaminés das casas.

Com um último esforço voltou a caminhar em direção a vila, iria em busca de abrigo, comida e água. Além, é claro, conseguir mantimentos para retornar até o seu templo e reconquistá-lo, pois aquelas criaturas que mataram os monges anciãos não podem manter o poder.

Assim que adentrou na vila passou por quatro homens que estavam apressados, todos o olharam de forma estranha, dos pés a cabeça, provavelmente por causa do estado das roupas e catinga que exala do monge.

Pode perceber que mais há frente há uma feira, bastante movimentada.
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Arvedui
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MensagemAssunto: Re: Desbravador - Arvedui   Ter Jun 23, 2015 10:09 am

- Arriégua! Diabo de lugá azogado da mulesta! Só falta mermo eu cumê péda e bebê mijo!

Chico se abanava, se retorcia, bufava, reclamava. Seu estômago roncava mais do que um porco fuçando a lama. Sua boca estava seca, nem a própria saliva o monge podia beber mais. A língua parecia pesar quilos, grossa e seca pendendo para lá e para cá na boca. Apesar de estar bem adaptado a privações, pois no monastério não havia abastança, poucas vezes o monge andarilho havia se visto em situação tão desesperadora. E suas interjeições contra a fome e a sede eram constantes.

Quando vislumbra a vila, algo dentro de si se agita. Provavelmente o estômago faminto, mas Chico toma isso como sinal de esperança: se havia ali uma vila, haveria água e comida, as duas coisas mais urgentes para o monge no momento. Aperta um pouco o passo e se aproxima do ajuntamento urbano, mas percebe as olhadelas que os aldeões lhe dão. Estanca por um momento, leva o nariz para debaixo do braço e faz uma careta azeda:

- Urra, diabo! Suvaquêra do cão! Rô arrumá um limãozim pá passá no suvaco, pruquê do jeito que tá rão me jogá num chiquêro achano que sô um bacurim!

Avista a feira e dirige-se até lá, cantando alguma cantiga desconhecida, em um tom bastante desafinado e despreocupado. Chegando à feira, como ninguém lhe desse muita atenção, a não ser para lançar olhares de desprezo, o monge gritou:

- QUEIMA QUENGARAL!

E, sem esperar resposta para um comportamento tão absurdo, dirige-se à barraca de comida mais próxima.

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Goran Pandev
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MensagemAssunto: Re: Desbravador - Arvedui   Qui Jun 25, 2015 10:13 pm

A presença do monge, que mais parece um maltrapilho, causou muito espanto e furor por onde passa. Mas a sua atitude causou um alvoroço maior ainda, muito correram, outros gritaram de susto, outros não ligaram.

Seu olfato lhe levou até a taverna local, pois estão assando um suíno, e o aroma está fantástico, durante o caminho vê-se muitas pessoas se dirigindo para o mesmo lugar.

A taverna está lotada, no momento há poucas mesas livres, muitas pessoas conversando em pé bebendo, outras no balcão, até o momento ninguém lhe notou.

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Arvedui
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MensagemAssunto: Re: Desbravador - Arvedui   Seg Jun 29, 2015 8:48 am

O cheiro de porco assado faz as tripas de Chico darem voltas em seu estômago. Se não houvesse um barulho tão alto de vozes e estardalhaço na feira, certamente todos teriam ouvido o protesto alto do estômago do monge. Precisava de comida e aquele cheiro de carne assando estava enlouquecedor.

- Êta gota! Tão assano um poico ali. Ô rô lá cumê!

Dirigiu-se para a taberna, mas não procurou uma mesa. Esse não era seu estilo. Encaminhou-se ao balcão, deu um tapa na madeira e gritou:

- EI! Me dê aí um prato de cuscui cum poico qui eu tô cum fome! - neste momento, sentiu novamente o odor agradável que vinha de debaixo do braço - E me dê um limãozim peu passá no suvaco que a catinga tá porreta!

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Goran Pandev
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MensagemAssunto: Re: Desbravador - Arvedui   Seg Set 28, 2015 8:15 pm

A atendente levou um susto com o tapa na madeira, alguns homens fizeram menção em arrumar confusão, mas ao ver a situação do monge recuaram e nada falaram.

A única voz que ouviu foi da bela humana por trás do balcão:

-Pelo que entendi, o senhor deseja um prato de porco e um limão? É isso?

Rapidamente ela lhe entregou dois limões e uma caneca com água, enquanto fazia sinal para o cozinheiro.
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