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 Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)

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Arvedui
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MensagemAssunto: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Dom Ago 24, 2014 5:10 pm

A cidade de Kanter fedia. A maior cidade do continente era uma massa disforme de barracos, esgotos e dejetos humanos, amontoados numa cortina cinzenta de sujeita, cinzas e lixo. Ali pulsava o coração de todo o comércio do reino. Embora não abrigasse a capital nem o centro administrativo - pois fedia demais para isso -, era dali que partiam e chegavam os produtos comercializados. Situada às margens do Grande Rio, possuía uma rota rápida e de fácil acesso para boa parte das demais cidades do continente, o que facilitava o comércio. Contudo, com exceção de algumas poucas casas, pertencentes aos nobres e situadas no círculo interno - limpo e urbanizado -, o restante da cidade vivia num total descaso.

E foi com aquele fedor nas narinas que Aiden parou de fronte à taberna. Nada de especial: apenas uma entre centenas de outras tabernas sujas e mal localizadas que existiam em Kanter. Mas era ali, especificamente naquela, que Aiden deveria estar agora. O recado fora lacônico, mas bastante claro: "Kanter - Taberna - Beco do Cais-  Primeiro dia - Terceira hora após o escurecer". Alguém como Aiden, que viva pelo submundo, estava acostumado àquele tipo de comunicação. Contudo, as circunstâncias não deixavam de ser inusitadas. Estava há 150 milhas de Kanter quando o recebeu. Um bocado longe. Todavia, era sempre interessante visitar uma grande cidade de vez em quando. Unindo o útil ao agradável, lá estava o assassino.

A lua estava escondida pelas nuvens, mas hoje representava apenas uma pequena foice translúcida no céu enegrecido. Aiden quase podia senti-la, apesar de não a ver.

Adentrou a taberna esperando sentir o cheiro nauseabundo de suor, cerveja e fumaça, mas encontrou o local completamente vazio. Apenas uma lareira com restos de lenha queimava em um canto, oferecendo pouca luz ao ambiente. O taverneiro apareceu vindo sabe se lá de onde e, silenciosamente, conduziu o assassino para um canto mais escuro. Sem dar tempo de Aiden falar, e sem dizer ele próprio qualquer palavra, o homem já trouxe uma caneca de alguma bebida que aparentava ser cerveja, um guisado feito com carne de algum animal desconhecido, pão duro e um pedaço de queijo bolorento, saindo sem dizer qualquer palavra.

O lobisomem mal teve tempo de se surpreender, pois assim que o homem deixou o recinto, uma figura encapuzada deslizou por entre as mesas, quase como se flutuasse, parando próximo ao local em que se sentava o assassino:

- Sr. Pendletton, um prazer conhecê-lo. Fico feliz que tenha atendido meu chamado. Sei que seu tempo é precioso... mas garanto que valerá a pena.

A figura jogou o capuz para trás, revelando um rosto duro e marcado por cicatrizes. Parecia robusto e forte, mas era impossível precisar, já que usava uma túnica folgada. Sua expressão era cruel, e o rosto não parecia ser íntimo de sorrisos. Puxou uma cadeira e sentou-se, com movimentos fluidos e elegantes, sem fazer qualquer barulho.

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Bidy
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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Dom Ago 24, 2014 5:38 pm

Mesmo sem o beneficio do olfato aguçado de sua forma bestial, Aiden sentia-se nauseado com aquele odor repulsivo de dejetos de todas as sortes. O assassino andava pelas ruas acabadas até a taberna que o enigmático bilhete indicava.

Sabe como o submundo funciona, os bilhetes são obviamente vagos para o caso de cairem nas mãos das autoridades. Não consegue não parar e observar o lugar, provavelmente teria que alugar um quarto para deixar suas coisas de viagem.

Ao adentrar a taverna tem uma péssima impressão pelo fato do lugar estar vazio, mesmo a taverna mais horrenda de qualquer cidade geralmente tem gente, especialmente o tipo de gente que não quer ser encontrado.

Sem sequer pedir, é servido com comida que não se arriscaria a comer nem se pagassem e uma cerveja que jamais aceitaria. Se aprendeu uma coisa é que nada é de graça, especialmente em uma taverna em uma cidade desconhecida.

Quando a figura encapuzada se revelou, Aiden logo percebeu que ele não nenhum nobre almofadinha pedindo que um rival suma ou alguém que juntou até as ultimas economias para encomendar uma vingança a moda antiga.

- O prazer é meu senhor...?

Puxa uma cadeira e senta-se sem cerimonias.

- Não tenho duvdas que valerá...ninguém se daria ao trabalho de mandar alguém entregar um bilhete para mim de tão longe por pouca coisa. Mas bem, tenho certeza que somos dois cavalheiros ocupados então podemos ir direto ao assunto se não se importar.

Joga a mochila no chão ao seu lado, tanto para aliviar as costas quanto para o caso de ter que se mover rápido em qualquer eventualidade.

- Eis os meus termos. O preço vai depender de quem for o alvo, quanto mais importante ele for ou quanto mais dificil for sua...remoção, maior o preço, não aceito alvos que sejam crianças ou gravidas. Só aceito dinheiro como pagamento. Metade adiantado agora, o resto quando terminar. Garantia de que seu alvo será eliminado, não farei perguntas sobre o por que você quer isso, não é da minha conta.  Se tiver alguma exigencia em especial sobre modo de eliminação ou desaparecimento de evidencias negociamos uma tarifa a mais.

- Se estiver de acordo pedirei que por gentileza me diga tudo que sabe sobre o alvo, sua localização e possiveis obstáculos, se não, te pago um...chamam isso de cerveja? E seguiremos nossos caminhos.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Dom Ago 24, 2014 7:58 pm

O homem sorriu enviesado quando o assassino fez menção de querer saber seu nome. Falou baixo, quase um sussuro:

- Suponhamos, para fluidez do diálogo, que meu nome seja, Albus. - e sorriu novamente, daquele jeito que deixava entrever malignidade até num espirro que ele desse. O homem continuou ouvindo as palavras de Aiden, impressionado com a objetividade do assassino. - Bom, senhor Aiden, vejo que é bastante objetivo, gosta de ir direto ao ponto. Uma qualidade que aprecio, principalmente em alguém com os seus talentos. Pois bem, preciso que encontre e "remova" um indivíduo chamado Ric, que chegará ao Cais de Kanter esta noite, após a meia-noite, num cargueiro chamado "Rei Marion" - fez um curto silêncio, de modo que suas palavras fossem digeridas pelo assassino.


Prescrutou em algum lugar nos bolsos, em busca de um item que, após ser retirado, Aiden percebeu tratar-se de um bracelete negro com algumas inscrições rúnicas em uma língua desconhecida, e usando símbolos que o lobisomem também não se lembrava de ter visto. O homem pôs o bracelete em cima da mesa por uma fração de segundos e, depois, enrolou-o novamente em um pano escuro, olhando novamente para o assassino com aqueles olhos cruéis:

- Preciso que faça, então, mais dois pequenos serviços complementares. O primeiro, é colocar este bracelete no alvo. O segundo, é retirar o corpo um item: uma pequena gema esverdeada que ele carrega sempre consigo em volta do pescoço. Você receberá um generoso bônus por estes dois pequenos serviços adicionais. - o homem falava baixo, pausadamente, como se tivesse receio de o assassino não o compreender. Seus modos eram asquerosos, mas Aiden era pago para não se incomodar com esse tipo de gente. Por fim, o homem fez uma última recomendação - Ninguém deve ver o serviço sendo executado. Isso é de demasiada importância.

Sem dúvidas, era um pedido estranho. Um chamado estranho, uma abordagem estranha, um trabalho estranho. Contudo, não havia nada de trivial nessa vida no submundo. Seria, provavelmente, apenas mais um trabalho que o lobisomem executaria com sua frieza habitual.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Seg Ago 25, 2014 12:35 pm

O estranho provocava em Aiden um péssimo pressentimento, pela descrição do trabalho só pôde deduzir que o assassinato era para incriminar alguém de algo, por isto o detalhe de implantar o bracelete, mas nada disse pois não queria soar intrometido demais.

- Suponhamos isto então. *Respondeu claramente deduzindo que o nome é algum pseudonimo.*

Observa o bracelete, seu conhecimento de runas caberia em um bracelete com metade daquele tamanho então elas não significavam absolutamente nada para ele.

- As exigências não são problema, estou supondo que você quer que ele seja encontrado então não vou cobrar pela "limpeza". Antes de qualquer coisa vou precisar de uma descrição do alvo, afinal não acho que vou ter tempo para ficar de olho no que cada pessoa que sai do barco tem no pescoço. O preço padrão é 1000 por cabeça, não vou cobrar pela implantação da evidencia visto que até um macaco poderia faze-lo, mas a parte de ninguém ver vai dar um pouco mais de trabalho. 1200...600 agora, o resto quando terminar. Prefere que nos encontremos aqui ou em algum outro lugar? Provavelmente você vai exigir alguma prova de que ele está...dentro dos conformes, o que pode chamar um pouco de atenção em um lugar muito movimentado.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Seg Ago 25, 2014 1:44 pm

O homem acompanhava as palavras do assassino como quem escuta a explicação de um professor muito sábio. Sorriu novamente, aprovando o método do lobisomem com um aceno de cabeça. Após entregar o bracelete, retirou outra coisa de dentro das vestes: era um desenho, provavelmente feito a lápis, e pintado com cores bastante vivas.

O desenho trazia um rapaz negro, de estatura franzina e com um sorriso pueril no rosto. Não era criança, mas tampouco era velho o suficiente para poder ser chamado de adulto. Vestia uma túnica avermelhada bastante simples e o único artefato que chamava atenção em sua vestimenta era, justamente, a gema esverdeada presa a um colar de prata em volta do pescoço.

- Este é Ric. Não se deixe enganar pelas feições. É um homem perigoso. Mas tenho certeza de que não preciso alertá-lo quanto aos perigos de seu trabalho, afinal de contas, você é o melhor.

O homem levanta-se e cobre novamente o rosto com o capuz. Retira de dentro das vestes uma pequena bolsa em que Aiden pode escutar o tilintar de muitas moedas. Joga-a sobre a mesa, o que ocasiona o barulho característico de metal se entrechocando.

- 1200 moedas de ouro... o preço de uma vida. - Aiden teve apenas o vislumbre de um sorriso sarcástico, já que o capuz cobria todo o restante do rosto do homem. O homem havia pago adiantado - Eu o encontrarei, após o serviço estar completo. Mas não se preocupe com nenhuma prova, eu saberei se o trabalho estiver terminado. - disse de forma bastante segura - Algo mais de que precise, Sr. Pendletton?

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Seg Ago 25, 2014 6:14 pm

Aiden coça o queixo pensativo e observa bem a figura guardando bem a feição, pelo jeito o moleque alguém rico o bastante e rancoroso o bastante para encurtar sua vida. O pagamento adiantado de tudo era com certeza prova disso.

- Agora você ta querendo me deixar feliz. O elogio, o dinheiro adiantado. Se falar que posso ficar com a joia vou encarar como um pedido de casamento.

Levanta-se também e apanha a mochila.

- Tenho tudo que preciso...acho que agora só preciso de uma taverna que não parece que foi cagada por um orc, não confio em deixar minhas coisas aqui e vou precisar me preparar para começar a festa. Já que me deu tudo suponho que não precisemos nos ver de novo...e fica tranquilo, minha ética profissional é um dos meus pontos fortes, o trabalho será feito de um jeito ou de outro, de preferencia exatamente como você pediu.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Ter Ago 26, 2014 9:08 pm

Apesar de não poder ver a expressão inteira do homem, Aiden pode perceber que seu gracejo em relação à joia não foi bem quisto. O homem é rudo e seco na resposta:

- De forma alguma. A gema deve ficar comigo, quando nos encontrarmos daqui a algumas horas. Sim, nós nos encontraremos tão logo o trabalho esteja concluído. - Dito isso, encaminhou-se para  a porta que dava acesso à rua, como se não tivesse ouvido as palavras do assassino sobre as condições da taverna. Contudo, chegando próximo à porta, voltou-se para Aiden e falou-lhe - Sr. Pendletton, dificilmente você encontrará local mais seguro em Kanter hoje do que este em que está. Basta dizer que este local está sob minha responsabilidade. 


Novamente aquele sorriso sarcástico, mas, ao que parece, o homem falava sério. Fez um gesto, como se dissesse que tudo aquilo estava à disposição de Aiden, apontou também para o andar superior da taverna, em que provavelmente haveria um ou dois quartos para hóspedes.

- De fato, a comida e a cerveja estão deixando a desejar, mas, caso mude de opinião, os quartos são confortáveis o suficiente para alguém bem exigente. Ademais, creio que não se demorará muito por aqui. Em breve o barco de que lhe falei estará aportando. De toda forma, faça como lhe convier. Vou deixá-lo a sós agora. Tornaremos a nos encontrar antes que essa noite chegue ao fim. Boa sorte, creio que precisará.


Dito isso, saiu silenciosamente, deixando Aiden sozinho no salão da taverna.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Ter Ago 26, 2014 9:49 pm

- Como desejar. Nos encontraremos aqui então.

Percebe que não tem exatamente muita escolha. Não só demoraria até achar o lugar como provavelmente o barco chegaria em breve, precisaria arriscar que esse lugar seria seguro o bastante.
Assim que o estranho cliente sai, olha para o taverneiro.

- Acho que vou pegar um quarto pelo jeito...de preferencia no segundo andar.

Paga o que o taverneiro exigir e segue para o quarto designado. Uma vez sozinho no quarto começa a se preparar.

Apanha seu lançador de dardos de pulso e recarrega com três dardos devidamente imbuidos de sonifero para o caso de ter que tomar uma aproximação não letal para com qualquer testemunha potencial.

Com um movimento rápido com a mão esquerda ativa a lamina escondida que se extende pelo bracelete e com outro movimento na direção contrária a retrai.

Nas algibeiras na cintura ajeita algumas bombas de fumaça de modo que pudesse saca-las rapidamente, sua besta de mão é recarregada com três flechas que poderiam ser disparadas sem necessidade de recarga manual graças a alguns ajustes que fez colocando dois tambores nas laterais da arma, ao conferir o estado da arma, a coloca amarrada ao cinto em posição vantajosa para um saque rápido com a mão esquerda.

Ajeita duas facas de arremesso perto de cada bota e mais duas na fivela de couro que cruza seu peito, sua confiavel lamina está devidamente embainhada no lado oposto à besta.

Em cima da cama estava a mascara, dada a ele pelos Corvos de Dunwatch, um acessório macabro similar a face de uma caveira que Aiden usa para não ser identificado e para se proteger da fumaça das próprias bombas, a morte está pronta para atacar...



Abre a janela e ao conferir as ruas vazias daquele lugar, realiza um salto que seria aparentemente suicida não fosse o Passo Fantasma que o guia até o telhado mais próximo. Aiden prossegue com movimentos rápidos e leves de telhado em telhado até o porto...


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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Qui Ago 28, 2014 5:01 pm

O taverneiro não aceita o dinheiro de Aiden, alegando que tudo já fora providenciado pelo homem autodenominado Albus. Assim, o lobisomem sobe para o quarto, a fim de promover todos os preparativos para o seu próximo trabalho. Após, salta com maestria, ganhando as ruas escuras de Kanter.

A cidade ainda fedia insuportavelmente, mas àquela hora da noite o ar frio já havia chegado para castigar qualquer transeunte incauto que houvesse esquecido seu casado. Se é que alguém caminharia por aquela cidade estranha tão próximo à meia-noite, hora de demônios. Mas havia alguém perambulando pela cidade silenciosamente, uma sombra de morte e de medo, um assassino silencioso, que percorria veloz e graciosamente cada metro em busca da próxima vida que seria sua. Se, naquele momento, houvesse alguém acordado para observar, veria Aiden saltando de prédio em prédio, silencioso como uma sombra. Mortal como a própria morte.

O lobisomem pouco viu pelas ruas, exceto algum mendigo esfarrapado dormindo próximo ao lixo, ou as prostitutas que vendiam seus corpos aos marinheiros, nas ruas e tavernas que circundavam o cais do porto do Grande Rio. De cima de um dos telhados mais altos, Aiden pode vê-lo: escuro, gelado, largo e veloz. Uma massa de água escura, um véu negro de gelo. Mais um sinal da morte, que andava próximo esta noite. Percorria os telhados, lado a lado com o assassino que lhe convocaria naquela noite.

Por fim, chegando ao porto, Aiden pode notar que quase não havia movimento. De fato, todos os barcos e navios eram programados para chegarem durante o dia. À noite, naquele dia, não havia qualquer movimento, exceto um único barco que, conforme o assassino pode observar, já deslizava suave pelas águas negras do rio, quase parando. Estava atracando naquele exato instante. Duas luzes piscavam dentro do barco. Não era grande, mas sim veloz. Quem quer que estivesse viajando ali, parecia ter pressa.

Mesmo de longe, Aiden pode confirmar o nome do Barco: "Rei Marion".

Tão logo atracou, várias pequenas figuras, provavelmente a tripulação, se empenharam nos trabalhos de praxe, ao passo que duas outras figuras, uma maior e outra menor, silenciosamente dirigiram-se para a saída, como se nada daquilo importasse. Desceram para o porto e já estava a sua espera uma carruagem fechada.

Uma daquelas figuras, a menor, Aiden reconheceu como o homem da pintura. Seu alvo.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Qui Ago 28, 2014 7:09 pm

Aiden adorava essa parte do trabalho, a liberdade que a noite lhe concede, a emoção da caçada, sente como se a noite fosse sua, de modo que tem que tomar cuidado para não acabar mudando de forma.

As ruas estariam vazias não fosse os mendigos e ocasionais "mulheres da vida" atendendo os marinheiros recém chegados no inusitado navio que atraca em uma hora bem peculiar.

Da onde está avista o Rei Marion, de lá avista seu alvo, a presa está a vista mas Aiden não é um amador sedento de sangue, as palavras de sua instrutora nos Corvos eram a verdade que ecoava em sua mente.

" - Espere pela até a hora certa para atacar e então faça com brutalidade e eficiência"

Tinha muita gente em volta, em um trabalho normal jogaria uma bomba de fumaça, ativaria seu dom para enxergar seu alvo entre ela e tomaria sua vida antes da fumaça abaixar, mas as especificações do cliente eram de que Ric fosse morto em segredo e ainda tinha muita gente perto.

Esperaria até ele descer do navio, provavelmente procuraria uma estalagem ou algo do tipo, subiria no quarto por onde Aiden poderia enterrar sua lamina em seu coração com todo o sossego e privacidade...por agora o assassino apenas esperaria pelo momento certo.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Sex Ago 29, 2014 5:15 pm

Silencioso, Aiden observava a dupla se afastar do navio, aproximando-se da carruagem. Adentrando-a, imediatamente o cocheiro partiu, ganhando veloz as ruas tortuosas de Kanter. Nesta noite, Aiden percebeu o quanto a cidade era imensa. Apesar de a carruagem não ser páreo para o assassino em velocidade, ela percorreu a cidade inteira, de ponta a ponta, partindo do ancoradouro junto ao grande rio e entrando na parte nobre da cidade.

Ali, Aiden os viu adentrar uma casa suntuosa, com um jardim tão imenso que parecia mais um pequeno bosque. Uma vez lá dentro, a carruagem deixou os dois homens à porta. Lá, já os esperava um criado. Entraram, não sem que antes o homem maior desse uma varredura ao redor, embora ingenuamente, já que o mais importante – o lobisomem assassino oculto pelas sombras das árvores – ele não detectou.

Alguns minutos após a entrada dos homens, algumas luzes no que parecia ser o 2º andar da casa se acenderam, provavelmente os quartos, mas não era possível cravar que o fossem observando lá de baixo. Havia espessas cortinas tapando a visão, nem mesmo as sombras bruxuleantes que, vez por outra, cruzavam a janela eram identificáveis, haja vista que distorcidas pelo bruxuleio do fogo recém-aceso.

Tudo o mais era silêncio. Silêncio na casa imensa, que o assassino não sabia a quem pertencia. Silêncio na mata que lhe rodeava, deixando-lhe à vontade para caminhar como a sombra da morte. E silêncio do próprio Aiden, que mal fazia barulho sequer na respiração, imerso demais em sua máscara de sombra e morte.

Não havia guardas na frente da casa, as laterais e os fundos não se podia ver. Armadilhas, se havia, estavam bem ocultas, pois nada que os olhos argutos de Aiden visualizaram tinha aspecto de armadilha. Estranhamente, para um alvo cuja vida parecia valer tanto, o caminho para alcançá-lo parecia fácil demais.

Contudo, nada mais havia entre o assassino e seu alvo...

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Sab Ago 30, 2014 11:42 am

No encalço do alvo, Aiden usava as sombras para oculta-lo e o Passo Sombrio para coloca-lo em posições melhores e também para evitar pontos luminosos por onde sua sombra pudesse entrega-lo ou lugares onde seus passos fizessem barulho.
Acaba por se deparar com uma casa bem abastada, só o jardim já era maior que duas tavernas. Analisou bem o terreno, não parecia ter qualquer armadilha lá, de fato por que alguém rico enxeria sua casa com armadilhas? O máximo que conseguiria é matar seus criados e gastar ainda mais contratando novos.

Mas por experiência própria sabe que ninguém viveria em uma casa assim sem segurança, provavelmente o lado de dentro estaria abarrotado de guardas e estaria bem iluminada, oferecendo poucos pontos escuros por onde pudesse caminhar.

Aproximando-se de qualquer das janelas, evitando pontos luminosos e usando o passo fantasma caso precise, obviamente com os olhos e ouvidos atentos para sinais de movimentos, usa seu Olho do Predador para destacar quantas pessoas tem nos comodos, assim poderia avaliar o nível de perigo e procurar uma alternativa mais viável para entrar no lugar.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Sab Ago 30, 2014 2:42 pm

Os olhos argutos do lobisomem tinham muito o que observar naquela noite fria. Próximo a uma das janelas, podia claramente perceber o interior da mansão, ao menos dos quartos que davam para o jardim. Para além deles, a visão embaçava-se um pouco, por conta das paredes mais grossas. Contudo, Aiden observou os dois quartos em que luzes piscavam. O primeiro deles, na verdade, estava mais para uma biblioteca: as paredes estavam tomadas por estantes de livros e, no centro, havia uma grande mesa, sobre a qual descansava um imenso livro de capa marrom e folhas amarelecidas. Estava aberto em uma determinada página, como se alguém o estivesse lendo naquele instante, mas o cômodo estava vazio.

Aproximando-se do segundo quarto com luz, pode notar a presença de seu alvo - o homem chamado Ric - e do grandalhão que o acompanhava. Se era um guarda-costas, ou simplesmente um amigo pondo papos em dia, não era possível perceber naquele momento. Mas o homens conversavam aparentemente de forma leve, sorrindo - por vezes gargalhando -, sem aparentar ter noção do que os rondava. Não era possível ouvir o que diziam, pois o vidro das janelas era demasiado espesso. Contudo, para a audição mais apurada de Aiden, os sussurros de vozes eram audíveis. Talvez com um pouco de concentração, pudesse distinguir as palavras que eram ditas.

Todos os demais cômodos que davam para a frente da construção, com janelas voltadas para o jardim, estavam com luzes apagadas, mas o assassino pode perceber uma infinidade de quartos, salas de música, gabinetes de estudo, banheiros e mais bibliotecas. Contudo, afora os dois homens no quarto e o criado que os recebera (que apesar de não ter visto, Aiden sabia que estava dentro da residência), não foi possível verificar a existência de mais ninguém no local.

As janelas, todas elas, eram de construção refinada, mas resistente, com vidros espessos e trincos fortes. Contudo, nenhuma delas representava empecilho para alguém bem treinado em abri-las. As portas eram mais fortes, grossas e reforçadas, mas também de arquitetura convencional, nada fora do usual. Em suma, a despeito da suntuosidade e do tamanho, a mansão tinha todos os aspectos de uma residência comum.

Enquanto observava, no entanto, Aiden notou que o homem menor - seu alvo - deixou o quarto e rapidamente encaminhou-se para a biblioteca, onde, reverentemente, tomou o imenso livro nas mãos e mergulhou numa leitura febril e silenciosa. As velas foram apagadas no outro quarto. Agora, apenas o biblioteca possuía luzes. E nela estava apenas o alvo...

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Dom Ago 31, 2014 10:48 am

O grandão perto do alvo poderia ser um problema, especialmente se fosse algum tipo de guarda costas. Percebeu não ter quase ninguém naquela mansão o que é deveras estranho. Que tipo de mansão conta com apenas um criado? Pensou o assassino.

As janelas eram de construção unica, tipica da nobreza, mas nada que não pudesse remediar. Observou o jeito que Ric falava com o grandão, dificilmente um nobre trataria um guarda costas com tanta casualidade.

Pelo jeito o alvo queria ficar sozinho com sua leitura, assim que tem certeza que o guarda costas saiu e só tinha Ric na biblioteca, irá abrir uma janela que dê algum angulo onde ele não possa ve-lo bem devagar e em seguida fecha-la sem fazer barulho pois uma brisa inconveniente poderia chamar a atenção para a janela que até então deveria estar fechada.

Movendo-se pelas prateleiras, Aiden saca uma adaga e gira a lamina na mão para que o cabo fique apontado para cima para então usar o passo fantasma para ir exatamente atrás do assento dele e enfiar a faca na sua cabeça, a morte seria rápida e indolor, atingir o cerebro no ponto exato para "desligar" o alvo na hora.

Uma vez feito, prossegue para retirar o amuleto que o contratante pediu e colocar o bracelete no braço de Ric. Uma vez completado, irá sair pela mesma janela que veio e fazer seu caminho para longe do lugar antes que alguém descubra o corpo, rumo a Taverna para dar as boas novas para o cliente.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Ter Set 02, 2014 5:19 pm

Aiden matava com maestria: parecia a sombra da própria morte movendo-se de forma silenciosa, invisível. Poucos no mundo poderiam detectá-lo quando em movimento furtivo. De fato, ali estava uma lenda viva, ao menos entre os assassinos.

E foi assim, rápido e furtivo, que Aiden chegou ao seu alvo, sem chamar atenção. E com um golpe limpo e certeiro, silencioso e indolor, deu cabo da vida daquele jovem. Muito mais fácil do que jamais pensara ser possível, ante tudo o que fora recomendado, todo o sigilo empregado, todo o dinheiro pago. Contudo, Aiden estava ali para matar, não para conjecturar. Fora pago para matar, e matara. Não havia mais por que perder tempo ali, de modo que, rapidamente, cumpriu sua função e saiu da biblioteca, silencioso como uma sombra, dirigindo-se para o jardim.

- Fiquei me perguntando em que momento você agiria, já estava ficando impaciente. - disse uma voz às costas do lobisomem, que já se dirigia para fora da propriedade.

Ao virar-se, Aiden deu de cara com o grandalhão que acompanhava o seu alvo. Um homem careca, musculoso e, agora que o observava de perto, podia perceber que seu rosto era repleto de tatuagens estranhas, como runas, embora não pudesse perceber exatamente que tipo de significado possuíam. Vestia-se como o outro, mas em roupas sensivelmente mais simples, sem tantos andrajos. Sua expressão era, ao mesmo tempo, zombeteira e feroz.

- Devo admitir que você tem estilo. - sorriu, aparentemente em um elogio genuíno.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Qui Set 04, 2014 7:41 pm

O ato de "limpeza" foi perfeito, precisamente como o cliente quis, bracelete na vitima, ninguém viu Aiden cometendo o delito e a pedra no pescoço do alvo está a salvo em seu bolso.

Mas na saída, finalmente teve a resposta para a pergunta "Onde diabos foi aquele filho da mãe enorme?", o assassino se vira calmamente para o homem visto que ele não fez qualquer movimento hostil.

- Acabou de de me convencer que você não é o guarda costas dele...se for sinto dizer mas...você deveria considerar uma mudança de profissão.

O assassino anda de um lado para o outro, com a mão no queixo da mascara.

- Mas obrigado! Boas maneiras, onde você menos espera! Estou certo em afirmar que você não era muito fã do finado Ric? Parece bem humorado demais para alguém que supostamente perdeu alguéninguém disse m próximo...o lado bom é que minhas especificações eram "ninguém pode te ver matando", ninguém disse nada sobre me ver na frente da casa saindo inocentemente...então a não ser que queira deixar as coisas mais agitadas, devo educadamente me retirar.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Sab Set 06, 2014 7:56 am

O homem gargalhou sonoramente ante às palavras de Aiden, aparentemente muito pouco preocupado com o fato de ser ouvido por alguém.

- De fato, encontrei uma joia. Um assassino espirituoso! - engoliu a gargalhada e escondeu seu sorriso, mostrando novamente uma expressão feroz no rosto, mas falava cada vez com mais calma - Eu não me preocupo com aquele que você acabou de assassinar, pois a morte dele não é obstáculo para mim. Mas Ric não é o homem que seu contratante quer. É apenas o homem que ele imagina querer. - novamente sorriu.

Mexeu-se levemente, e Aiden pode ver um brilho esverdeado entre suas vestes. O lobisomem imediatamente reconheceu uma cópia exata da gema que carregava em suas mãos, mas, diferentemente daquela que retirara do homem assassinado, a que estava no pescoço do grandalhão brilhava com uma cor viva, parecendo engolir a escuridão da própria noite, tornando-a menos escura. Comparando as duas, Aiden claramente percebeu que a que carregava consigo era apenas uma esmeralda qualquer. A do careca grandão provavelmente era a pedra que seu contratante desejava.

- Um homem com as minhas habilidades, numa época como essa, é sempre alvo de tentativas de assassinato. Ric é o oitavo homem a ser assassinado numa tentativa de matar a mim. O custo de me manter anônimo e confundir meus perseguidores já está em 8 vidas. Não pretendo que esse número cresça. - o homem falava sério, sua voz parecia carregada de uma ira muito antiga, mas mesmo assim continuava suave - Os outros 7 assassinos jamais voltaram a encontrar seu contratante, ou qualquer pessoa mas dessa vez planejo algo diferente.

Abriu os braços, em um gesto que parecia dizer "venho em paz".

- Aiden, você é a única pessoa no mundo agora, além de mim, que sabe que EU sou o alvo correto dos seus empregadores. Portanto, se puder escutar o que tenho a dizer antes de agir, ser-lhe-ei grato. Caso não se agrade, dar-lhe-ei a oportunidade de tentar me matar e acabar com isso.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Sab Set 06, 2014 8:15 am

- Meu charme eu suponho...bom aí é com ele, o assunto é entre o Ric e ele, eu sou só a parte não interessada segurando a faca, se não é o Ric, ele pode me pagar pra pegar a pessoa de verdade.

O brilho verde nas vestes o faz reconhecer a gema, já suspeitava que ele estava tão interessado na gema por alguma coisa mágica, mas já que seu conhecimento sobre magias caberia em uma gema de metade daquele tamanho, não sabia diferenciar se a que pegou era mágica ou não...mas o brilho daquela outra totalmente entregou o fato.

- Muito bem! Devo reconhecer que você joga esse jogo muito bem. A sorte sua é que minhas instruções são pro Ric e a joia que ELE tinha, se meu cliente fosse sensato o bastante para não esconder informações de mim, talvez eu pudesse voltar a joia certa para ele...pena pra ele.

Sua suspeita chega a um novo nivel quando ele o chama pelo nome.

- Como diabos você sabe meu nome? Se me permite a pergunta estupidamente óbvia. Como disse...eu sou pago pra fazer o que o cliente fala, ele disse "Mata o Ric, pega a gema no pescoço dele" e fiz exatamente isso, se ele quiser você morto, ele que me pague por um novo contrato, então até onde to interessado somos só dois caras conversando em condições terrivelmente suspeitas...ou seja, uma noite normal.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Ter Set 09, 2014 12:47 pm

Aiden escreveu:
Como diabos você sabe meu nome? Se me permite a pergunta estupidamente óbvia

O careca manteve a expressão séria, olhando fixamente para o interlocutor:

- Essa é uma ótima pergunta. Eu sei seu nome porque já o conheço, embora você não se lembre de mim, porque, de fato, nosso encontro ainda não aconteceu. E, pelas circunstâncias que ora se apresentam, ele teve de ser ligeiramente antecipado. - agora sorriu, como uma criança pregando uma peça em alguém - Sim, é complicado, eu sei, mas você compreenderá.

O homem então faz um gesto com a mão, sem retirar os olhos do lobisomem. Aiden sente como se suas entranhas estivessem sendo reviradas por mãos invisíveis, mas, estranhamente, a sensação não causa dor, apenas uma náusea aguda, durante uma mera fração de segundos. A atmosfera a sua volta parece diferente, como se o próprio vento houvesse parado sua corrida para observar o que estava para acontecer. A voz do homem soou distante, como se falasse de debaixo da terra.

- Eu me chamo Vetzel e, não fosse o pequeno acaso de termos nos encontrado aqui e agora, nosso encontro só aconteceria em 3 dias, 8 horas e 35 segundos a partir de deste momento, na Grande Estrada, aonde eu o encontraria em terrível risco de vida e o salvaria. Contudo, conforme é possível perceber, os caminhos do tempo são eternamente mutáveis, de modo que até um conhecedor pode se enganar se não estiver completamente atento.

A voz foi ficando alternadamente mais longe e mais próxima durante todo o tempo em que Vetzel falou. Ao final, estava clara e audível novamente, mas a atmosfera ao redor ainda estava estranha. Ao atentar bem para o que ocorria, Aiden percebeu, com certo assombro, que já não estavam mais no jardim da mansão em que assassinara o homem chamado Ric. Estavam, justamente, na Grande Estrada, num ponto em que Aiden podia vislumbrar sua própria figura, muito vívida, agonizando à beira da vegetação que circundava a estrada. Próximo a sua própria figura agonizante, postava-se um homem de capa e capuz escuros, emanando poder e horror. Num piscar de olhos, surgiu próximo aos dois a figura alta e forte de Vetzel...

Em outro piscar de olhos, voltaram ao jardim da mansão.

- Essa cena que você viu iria acontecer daqui a pouco mais de 3 dias, agora já não sei mais o que ocorrerá. Não sem antes sondar novamente os caminhos do tempo. Contudo, espero que perceba o quanto nosso encontro ocasional, nesta "noite normal", é importante para você, para mim e, a menos que eu esteja enganado, para o futuro do mundo como o conhecemos.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Aiden Pendletton (Bidy)   Qua Set 10, 2014 7:48 pm

- O que você diz não faz o mais remoto sentido...nunca te encontrei antes.

Mesmo por debaixo da mascara sua voz traduz uma confusão genuina, nada do que o massivo estranho diz fazia qualquer sentido, por mais que vasculhasse sua memória, tem certeza que nunca viu esse homem antes.

- Vetzel hein? O que quer dizer? Como assim três di...

Sentiu algo estranho no ar, quando percebe estava vendo a si mesmo agonizando em uma vegetação a beira da estrada e Vetzel logo a seu lado.

- Mas isso não é...

Logo em seguida estava no jardim novamente, por impulso leva a mão ao cabo da espada em sua cintura.

- Que tipo de feitiçaria é essa?! Está querendo me confundir com essas ilusões? O que quer dizer com futuro do mundo? Fale! E chega de enigmas e charadas!

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