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 Prólogo - Dalila (Kleiner)

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Arvedui
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MensagemAssunto: Prólogo - Dalila (Kleiner)   Dom Ago 24, 2014 3:28 pm

Fazia um frio cortante, mas ao menos a elfa conseguia manter afastada de si a brisa gelada que soprava vinda das montanhas. Ainda sim, o frio parecia querer penetrar seus ossos. Desde que passara pela última aldeia, já se iam 7 dias de caminhada pela base da cordilheira sem encontrar ninguém pela estrada estreita. Nem mesmo os pastores eram vistos por ali, embora uma turfa verde cobrisse a maior extensão da base das montanhas, um local perfeito para pastorear ovelhas. A elfa começava a se perguntar se haveria habitantes naquela região do mundo. O lugar era isolado, inabitado e sombrio, com aquela cordilheira ameaçadora se elevando a sua direita.

Dalila caminhava devagar agora, pois se encontrava em uma das muitas subidas do terreno. Ali, próximo ao sopé das montanhas, o terreno já começava a ficar irregular, cheio de dobras que formavam pequenas colinas verdes. Por causa do sobe e desce do terreno, era impossível ver se havia ou não alguma aldeia mais à frente, e a pequena estrada se perdia serpenteando entre as elevações. Um caminho solitário, mesmo pra quem não gostava de chamar atenção, como a jovem elfa. A base das montanhas era sempre um local cheio de vida, mas naquele momento Dalila não escutava vozes de animais. Era como se tudo estivesse adormecido. Somente ao chegar ao fim da subida é que pode ver o ambiente ao redor, mas continuou sem enxergar nenhuma aldeia ou o restante da estrada.

Mas então, somado ao barulho do vento, a elfa escuta o som característico das rodas de uma carroça velha, e o trote arrastado de dois bons animais de carga. Após escutar um tempo, consegue distinguir um assovio alegre, provavelmente do condutor da carroça. Segundos depois a carroça, conduzida por um homem de meia idade, surge além da próxima curva, vindo em sentido contrário ao da elfa. Dois pôneis robustos a puxam. O homem está vestido com roupas simples de camponês, mas a carroça traz uma infinidade de bugigangas que, provavelmente, são vendidas como artigos interessantes de aldeia em aldeia.

O homem fica surpreso ao encontrar alguém na estrada, mas vendo tratar-se de uma moça franzina e aparentemente frágil, nem se dá ao trabalho de se preocupar:

- Dia, moça! Tive medo de ser assaltante. Tá perigoso por aqui esses dias. Cê tá perdida? Não é muito bom ficar andando por aqui sozinha não...

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Dalila (Kleiner)   Dom Ago 24, 2014 4:15 pm

Dalila anda cuidadosamente pela estrada irregular.
Seus delicados pés estavam doendo.
Mesmo que não esteja andando descalça, mas sim com uma sapatilha, seus pés latejavam...
Ela procurava algum animalzinho para poder ter companhia nessa jornada sofrida e gelada...
Apesar do frio, Dalila gostava de sentir a brisa do ar em seu corpo....sabe que ela tinha parte disso nela.... não podia desgostar.

Não era uma viajante e nem uma guerreira.
Dalila há pouco tempo estava em uma grande cama coberta com panos quentes e peludos...
E hoje se via nessa situação...tendo que ser mandada para longe para não ser morta...

A Elfa não esquece sempre de deixar o cabelo sobre as orelhas.
Seu coração se enche de medo quando ouve o rodar da carroça....estranhou não ouvir os cavalos conversando...eles sempre se falam em viagens....pensava se não eram "cavalos maus"...

Então surge o estranho.
Mas Dalila não o responde...ele apenas caminha na direção dos pôneis e passa a mão no rosto dos animais...

Então, ela espera que os bichinhos falem...
E responde ao educado homem...

- Meu nome é Dalila senhor....perdida é o que mais estou nesse momento...vim de uma vila muito atrás...faz sete dias que estou caminhando....mas preciso seguir....não posso voltar...

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Dalila (Kleiner)   Dom Ago 24, 2014 7:32 pm

O homem observa a elfa com uma expressão curiosa. Não tinha percebido as orelhas ainda, de modo que não sabia se tratar de uma elfa. Então tomou-a como sendo apenas uma frágil mulher humana. Fez um gesto com a cabeça, mostrando a estrada atrás de si, e falando meio incomodado:

- Moça, eu acabei de vir lá de trás. Tem uma aldeia mais ou menos uns 3 quilômetros a frente, seguindo pela estrada. Mas não vá lá não, é perda de tempo. Tem coisa estranha lá. Povo tá tudo com medo, diz que houve uma luta por lá. - falou em voz baixa, como se tivesse medo de ser ouvido - Tentei vender lá, mas ninguém quis me comprar nada! Todo mundo muito estranho por ali. Fiquei feliz de sair daquele lugar. Perdi um dia inteiro e não vendi nada. Nem um lugar pra dormir me ofereceram!


O homem falava como se tivesse sido muito insultado, reclamando de que era um homem de bem, apenas queria ganhar sua vida fazendo seus negócios, que não merecia ser tão insultado, ser alvo de desconfiança, que parecia que o tratavam como se fosse um ladrão. Dalila mal prestava atenção. Naquele momento havia visto uma revoada de pequenos pássaros partindo mais ou menos da posição onde o homem disse existir uma aldeia. Estavam distantes, de modo que a elfa não pode saber o que diziam os pássaros. Mas pode perceber que tinham pressa, como se fugissem de algo.

- E olhe, moça, eu lhe digo mais! Eu não sou homem de ser tratado tão mal! Assim que percebi que não ia vender nada, que aquele povo só me olhava ruim, eu dei o fora. Tava até com medo de me roubarem enquanto dormia! Tive que dormir dentro da carroça, com medo de assalto. São tempos difíceis! - Foi quando percebeu que a elfa não estava nem aí pra o que ele dizia. Fez então uma mesura, afastou-se um pouco pro lado na carroça e falou mais baixo - Olhe, se você quiser eu lhe dou uma carona. Não há nada pra aqueles lados, só alguns vilarejos cheios de gente supersticiosa e sovina. Que me diz, moça? 


E ficou olhando abobalhado, admirando a beleza da elfa.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Dalila (Kleiner)   Seg Ago 25, 2014 3:03 pm

A Elfa fala baixinho com os Pôneis, enquanto o homem se esgoelava em contar sua história...
- Mae govannen! - Sussurra Dalila - Esse homem diz a verdade amigos, estão sendo bem cuidados?
Antes mesmo que os dois animaizinhos respondessem à sua pergunta, nota a revoada dos pássaros....e isso não era bom. Não foi natural...

Dalila então ouve o que o homem tem a dizer...ela parece não saber muito como se portar diante de um estranho. Parece tímida, envergonhada...
- O senhor viu os pássaros? Lá bem adiante....? Justamente aonde o senhor disse que havia um povoado? Isso não é bom moço.... - disse ao homem...enquanto ainda passava a mão em um dos pôneis....mas já se afastando, indo na direção daquele pobre homem.
- Eu tenho um dom moço...e podemos nos ajudar....mas preciso que o senhor confie em mim e me deixe ficar concentrada um pouco... - disse Dalila enquanto estendia as duas mãos para o homem....para que ele as tocasse.

Dalila estava tentando ver o que poderia acontecer se ela seguisse sozinha para a cidade a frente  e o que poderia acontecer se seguisse com o homem....



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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Dalila (Kleiner)   Ter Ago 26, 2014 9:00 pm

O homem falava tanto que nem notou quando a elfa dirigiu a palavra aos pôneis. Os animais eram bastante inteligentes: abanaram as caldas e ficaram radiantes de felicidade por encontrarem alguém que os compreendesse. Contaram rapidamente sua história a Dalida: eram gêmeos e trabalhavam para aquele homem desde que nasceram. Não conheciam outra vida, mas eram alimentados com fartura (pois em todo lugar à volta tinha grama em abundância) e, embora precisassem caminhar o dia inteiro levando o homem e sua carroça, à noite podiam descansar à vontade. Como o vendedor de muambas nunca tinha pressa, eles não conheciam o chicote. 

O homem parecia não parar de falar nunca, e quando Dalila mencionou os pássaros ele olhou abobalhado para a direção da aldeia:

- Vi nada não, moça! Cê tava prestando atenção à minha história??? - perguntou desconfiado. Claramente estava achando a garota estranha demais pro gosto dele.

Quando Dalila fala sobre um dom e pede para ver as mãos do homem ele arregala os olhos e fica branco feito cera. Ele se encolhe em cima da carroça, claramente desconfiado que Dalila se trata de algum tipo de bruxa pronta a chupar o sangue dele.

- Moça, cê me perdoe, mas eu vou seguindo meu caminho. Me desculpe aí o inconveniente. Lá pra frente cê vai encontrar um local pra dormir e descansar, mais meia hora de caminhada em bom passo. Eu preciso seguir em frente, tenho entregas pra fazer lá na próxima aldeia.


Dito isso, o homem se aprumou na carroça e, sem sequer se despedir, incitou os pôneis a continuarem seu caminho. Os animais se despediram de Dalila, felizes por estarem se movimentando, o que lhes permitia aquecer-se um pouco naquele frio de congelar. A elfa ficou abobalhada observando a carroça se afastar.


Contudo, enquanto observava, teve uma rápida visão, que lhe mostrava as mesmas montanhas que estava vendo agora assomando rumo ao céu azul, mas, ao invés de azul, o céu que pairava sobre elas era de um tom púrpura, repleto de nuvens negras. Ao invés do vento gelado que soprava agora, não havia nem um golpe sequer de vento. Tão rápido quanto veio, a visão se foi, e Dalila voltou a ver o céu azul e sentir o vento gelado.

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MensagemAssunto: Re: Prólogo - Dalila (Kleiner)   Ter Set 23, 2014 12:50 pm

Dalila então suspira...
Abaixa a cabeça e triste continua sua caminhada para a direção de onde o moço da carroça veio.

Sentia que coisas ruins iriam acontecer...
Não tinha idéia do que poderia fazer...
Agora ela só queria um leite quente no fogo e uma cama para dormir...

Dava um leve sorriso ... ao lembrar dos belos pôneis ...

Eram fofos e peludinhos...
Tomara que nada os aconteça...

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