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 Cuervo

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Goran Pandev
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MensagemAssunto: Cuervo   Sex Out 18, 2013 2:08 pm



http://andreasrocha.deviantart.com/art/Pilgrimage-336567121

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Cuervo, a cidade gelada.

Construída em cima de um morro. O caminho para chegar até seus portões é longo, cansativo, perigoso e estreito. Poucos exércitos tentaram chegar nesse lugar. Todos aqueles que tentaram foram repelidos pela defesa da cidade, onde não há muros.

Dizem que na torre mais alta existe um item capaz de iluminar o caminho daquele que o portar.

A cidade conta com 800 arqueiros para realizar a defesa.
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MensagemAssunto: Re: Cuervo   Qui Out 24, 2013 7:16 am

A subida era estafante. O estreito caminho não permitia que a tropa se locomovesse na velocidade costumeira. O progresso era lento e gélido. Cuervo era uma cidade protegida pela própria natureza, por isso não precisava de muros. Qualquer exército que tentasse invadir aquela cidade estacaria nos obstáculos naturais: a longa subida, a estrada irregular e estreita, o lento avanço. Os olhos treinadods de Ceres esquadrinhavam cada centímetro do morro enquanto subiam, e sua mente estrategista já traçava planos de defesa.

A verdade é que não seria difícil proteger aquela cidade, a menos que o ataque viesse do alto, voando, o que Ceres considerava, no mínimo, improvável. Se os adversários tentasse escalar o morro pela estrada que a tropa de Ceres agora estava usando, esbarrariam na mesma dificuldade, no mesmo cansaço, além de se tornarem alvos fáceis para as defesas. Os homens de Ceres eram extremamente bem treinados, uma batalha ali não chegaria a ser batalha, mas uma carnificina.


Observando morro acima, Ceres calcula mentalmente quanto tempo ainda restaria de subida, mas isso pouco importa. Nenhum homem seu jamais reclamará de dor ou cansaço. São homens de ferro, homens feitos com uma substância que já não existe mais. Essa era sua vantagem. O general só esperava que os 800 arqueiros da cidade fossem realmente bem treinados, caso contrário seriam apenas um estorvo aos seus trabalhos, e Ceres agora não tinha tempo de treinar, às pressas, uma hoste de arqueiros.

Houvera boatos, dentre os homens da tropa, acerca de um item maravilhoso existente em Cuervo. Ceres fora extremamente duro com os soldados que conversavam sobre isso. Não gostava de superstições idiotas, nem que seus soldados perdessem tempo com conjecturas. Deviam ater-se somente ao real, as fábulas ficavam para as mulheres e crianças. Apenas a espada e o sangue eram reais numa guerra.

- Avante, homens! Cuervo está próxima. Em breve, tingiremos essa colina de vermelho, com o sangue de nossos inimigos.

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Goran Pandev
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MensagemAssunto: Re: Cuervo   Ter Out 29, 2013 1:07 pm

A viagem da capital até o início da estrada que leva a Cuervo durou um dia e meio, pois Ceres fez sua tropa marchar em ritmo acelerado e isso o ajudou a ganhar tempo. Assim que iniciaram a subida sua mente já começou a traçar planos de batalhas, para defender a cidade.

Durante o caminho percebeu que dificilmente conseguiram levar máquinas de guerra, como catapultas e aríetes, uma boa vantagem para sua tropa, porém uma cavalaria consegue ultrapassar esses obstáculos.

Após um dia de esforço durante a subida, a noite toma conta do local e nem os melhores arqueiros conseguem enxergar no escuro das montanhas geladas. Um de seus capitães chega próximo e diz:

- Não conhecemos o local. É melhor montarmos acampamento aqui e seguimos ao amanhecer, fora que está esfriando demais...
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MensagemAssunto: Re: Cuervo   Ter Nov 05, 2013 12:26 pm

Mesmo o obstinado Ceres teve de admitir que o cansaço e os obstáculos naturais eram impossíveis de se vencer durante a escura noite de Cuervo. Ademais, sua tropa precisaria também de um descanso, e ele próprio, Ceres, precisaria de um tempo calmo para pensar sobre as estratégias, já que máquinas de guerra, provavelmente, estariam banidas daquele terreno íngreme.

Ceres falou, e sua voz era límpida e perfeitamente audível, embora não gritasse jamais:

- Que seja. Descansaremos aqui esta noite, homens. Recuperem suas energias, afiem suas espadas, lustrem seus escudos, alimentem seus cavalos... amanhã, ao primeiro raio de sol, estaremos novamente marchando para a guerra, para o sangue e para a vitória.



Suas palavras eram simples e ligeiras, mas Ceres as pronunciava com tanta paixão que era impossível não ser tocado. Havia ali muito mais do que o destemor de um combatente calejado pela guerra, havia ali um amor pela batalha, que poucos poderiam explicar.

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Goran Pandev
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MensagemAssunto: Re: Cuervo   Sex Nov 08, 2013 7:54 am

Ao término das palavras do general todos os soldados o saudaram, o que fez ecoar em todo o local. Toda a tropa estava anciosa para o combate, possuem total confiança em seu líder e farão tudo o que o mesmo solicitar.

A noite foi muito fria, sua tropa nunca passou tanto frio quanto hoje, todos os soldados acenderam fogueiras e ficavam em volta, para se aquecerem, as bebidas foram tomadas para esquentar o corpo, até Ceres, sentiu frio, mas não deixou transparecer. O lugar é muito frio e pelo jeito a medida que forem avançando irá esfriar ainda mais.

Os primeiros raios solares aparecem no acampamento, derretendo uma fina camada de gelo que cobria as barracas dos soldados, por enquanto apenas Ceres, seus capitães e os cozinheiros estão em pé, esses estão terminando o desjejum, um café quente com pão preto.
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MensagemAssunto: Re: Cuervo   Seg Nov 11, 2013 12:42 pm

"Maldito frio!"


Estava frio. Não um frio normal, mas um frio de morte. Um frio que penetrava os ossos como milhares de facas pontudas, um frio que gelava o espírito e apagava o fogo da vontade. Um frio que deixou até os soldados de elite de Ceres cabisbaixos, encolhidos, buscando o calor de uma fogueira como crianças buscando o colo de uma mãe.

Nem mesmo Ceres, que era feito de uma substância mais dura que as fundações da terra, resistiu ao frio. Tremeu. Nunca, nem pavor nem doença o haviam feito tremer, mas o frio fez. Aquela maldita cidade era um inferno gelado, mas de modo algum Ceres sentiu-se desmotivado. Pelo contrário: a adversidade das condições e do terreno só o fazia ansiar mais e mais pela batalha. Seria ali, naquele cemitério gelado, que ficariam as tumbas de seus inimigos.

E seus homens pareciam sentir seu estado de ânimo. Mesmo com frio, mesmo cabisbaixos, mesmo enregelados... seus olhos brilhavam como fogo, ansiosos pelo primeiro brilhar do sangue vermelho e quente. Os soldados - e seu líder - tomam seu café da manhã frugal com a fome de campeões. Nesse momento, Ceres sente orgulho de sua tropa. Aqueles eram os melhores, pois quem conseguia manter a dureza e o desejo pela luta nas piores condições, era digno de vitória e glória.

"Sim, nós venceremos. Haverá sangue aqui, mas não será nosso. Esta batalha, quando quer que venha a acontecer, já está ganha"

Após o desjejum, Ceres ergue-se altivo e chama seu braço direito, Meneldur:

- Apronte os homens. Partiremos tão logo estejam preparados para a marcha.

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MensagemAssunto: Re: Cuervo   Qua Nov 13, 2013 8:02 am

A pior noite da tropa. Esse era o sentimento de todos. Porém ninguém reclamava pelo contrário, estavam sedentos por sangue inimigo, somente assim irão esquentar seus corpos. Essa estrada será a tumba dos oponentes de Ceres, essa é o ensejo de todos.

Café tomado. Corpo aquecido. Tropas preparadas para a marcha. E assim o fizeram.

Durante todo o dia subiram, subiram, chegando a transpirar por causa do cansaço, mesmo com o frio que apenas aumentava a cada passo que davam, felizmente o vento não passa nesse caminho graças as extensas paredes que bloqueiam a passagem dele, pois se não fosse isso a sensação seria de agulhas cortando o corpo lentamente.

Se não bastasse o frio, o oxigênio também estava diminuindo, já estavam a uma altura exorbitante e isso faz com o que o ar seja rarefeito, prejudicando a respiração e deixando os soldados mais cansados ainda. Alguns chegam a demonstrar que não estão aguentando a subida, porém são ajudados pelos seus companheiros.

Ceres sempre a frente da tropa, liderando a subida e indicando o caminho. Demonstra uma superioridade além do comum, seus soldados tem orgulho do seu general, sabem que ele é um guerreiro impiedoso e cruel, porém muito inteligente e estrategista. Se não fosse por sua moral com a tropa eles já tinham desistido da subida.

No momento em que muitos já não aguentavam mais começam a avistar algumas torres e estátuas, era a cidade, tinham alcançado seu objetivo, mesmo que com os corpos cansados, quase congelados, precisavam de um banho quente o quanto antes e uma boa refeição.
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MensagemAssunto: Re: Cuervo   Qua Nov 20, 2013 1:43 pm

Asfixia. Essa era a sensação que imperava na tropa e também em seu general. Asfixia pela falta de oxigênio, devido à altura surreal na qual se encontravam. Ceres percebia que, em certos momentos, alguns de seus homens fraquejaram, mas mesmo o momento de fraqueza daqueles guerreiros não passava de um lampejo.

Rapidamente vestiam suas expressões duras novamente, seu olhar resoluto e seu passo firme. Aquilo orgulhava o general acima de qualquer outra demonstração de fidelidade. O próprio Ceres sentia a dificuldade do terreno. A subida exaustiva, a falta de ar, o frio que fazia parecer que adentravam o submundo. Aquele local era maligno, mas seria mais ainda para os adversários que ousassem invadí-lo.

Até mesmo Ceres já sentia os músculos reclamarem e os pulmões gritarem por um pouco de ar, quando finalmente avistaram a maldita cidade. Apesar da pouca simpatia que nutria pelo lugar, o general não deixou de perceber que também havia beleza ali. Era quase tudo gelo, mas havia uma sisudez, uma imponência e um porte naquela cidade que impunha respeito aos visitantes. Qualquer batalha ali não poderia jamais ser tratada como uma batalha comum.

Ceres esbraveja, observando claramente a fumaça que lhe sai da boca por causa do frio:

- Chegamos ao nosso objetivo. Se foi difícil para nós, será para qualquer outro que seja tolo o bastante para tentar tomar este local. Aqui chegamos, aqui venceremos. Mas agora, creio que todos, assim como eu, anseiam por uma refeição quente ao pé do fogo.

Vira-se para o primeiro em comando e ordena:

- Envie batedores à frente para avisar que estamos chegando. Adiantem qualquer refeição que puderem e também alojamentos para homens e cavalos.

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MensagemAssunto: Re: Cuervo   Qui Nov 21, 2013 10:33 am

Os soldados vibram com a chegada na cidade, seus urros ecoaram por toda montanha, fazendo os pássaros alçarem vôo. Com as palavras do general, todos se sentiram amparados, pois estavam exaustos assim como os líderes e perceberam que para um exército querer tomar tal cidade é por que há algo de muito importante dentro dela, mas o que será?! Os boatos serão verdadeiros?!

Enfim, todos se perguntam sobre o motivo dos inimigos quererem invadir Cuervo, mas enfim, o momento agora de se alimentar e se esquentar, e assim, que alcançaram o acampamento improvisado, longe do vento gelado, com banheiras com água quente para tomarem banho, uma refeição muito bem preparada, para acalentar os corações desses guerreiros e fazerem esquecer o frio que faz na cidade.

O líder dos arqueiros da cidade recepciona Ceres e janta com ele, e aproveita o momento para comentar sobre as informações que recebeu de seus batedores. A que mais lhe chamou atenção foi que os inimigos estarão nos pés da montanha na manhã seguinte, ou seja, o general terá um dia para prepara suas defesas. Mais um desafio para um dos guerreiros mais duros do reino.
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MensagemAssunto: Re: Cuervo   Ter Nov 26, 2013 12:36 pm

Ceres gasta um longo tempo conversando com o líder dos arqueiros de Cuervo. A expressão séria do general só se fecha mais ainda ao ouvir as notícias pouco consoladoras. No dia seguinte, o inimigo provavelmente já estaria em seu encalço. Teriam pouco tempo para o merecido descanso, após a longa viagem. Era inquietante saber que a batalha estava tão próxima, naquele local tão isolado.

- Um dia, apenas um dia. Essa não é uma das melhores notícias que recebi, embora eu esteja ávido pela batalha.


O duro homem ponderava consigo todas as possibilidades. Amanhã os inimigos estariam nos pés da montanha mas, caso tivessem a ousadia de atacar a cidade, teriam de empreender a estafante subida. Chegariam cansados, e ali, às portas da cidade, morreriam. Embora esperar que os inimigos batessem às portas da cidade não fosse o primeiro plano de Ceres, deixando-o desconfortável. Mas haveria tempo de discutir as estratégias de batalha com seus capitães. O líder arqueiro, embora parecesse habilidoso, não detinha a capacidade de compreender os planos de batalha.

- Seus arqueiros já estão à minha disposição, mestre? - fala dirigindo-se pela primeira vez diretamente ao líder dos arqueiros - Se o inimigo chegar realmente amanhã, acredito que muito em breve serão necessários.

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MensagemAssunto: Re: Cuervo   Seg Dez 02, 2013 1:03 pm

O líder dos arqueiros lhe responde que sim, deixando claro que todos seus soldados, inclusive ele, estarão a sua disposição. Ele também lhe fala que a cidade possui algumas máquinas de guerra que podem ser utilizadas no combate para dificultar o avanço das tropas inimigas. São aparelhos que podem arremessar bolas de pedra, bolas de fogo, óleo, enfim, tudo o que o general pensar.

Também lhe informou sobre um local que consegue visualizar todo trajeto que a tropa terá de fazer, estilo um observatório, local ideal para manter um soldado de plantão lhe passando informações atualizadas a respeito do inimigo.

Enquanto vocês trocam informações os soldados são merecidamente alimentados, uma banda local começa a animar o ambiente, e alguns barris de vinho são trazidos ao local, mas não são servidos, ficam a espera do parecer do general.
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