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 A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]

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Arvedui
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MensagemAssunto: A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]   Qui Dez 20, 2012 9:55 am

Dol Amroth, março do ano 219QE

As ondas batiam suaves nos rochedos próximos às praias da Baía de Belfalas. De um lado, belas praias e um mar calmo esverdeado, de outro, pequenas colinas que cortavam a região, protegendo a retaguarda de Dol Amroth. Angelimir liderava um grupo de homens numa ronda de rotina (15 homens a cavalo). Nos últimos tempos, aquilo realmente não passava de rotina, haja vista que não se via perigo no Sul desde que o Senhor dos Anéis havia caído, mais de duas décadas atrás. O reinado de Elessar e, atualmente, o reinado de Eldarion haviam mostrado à Terra-Média prosperidade e paz nunca antes vista. Embora ainda houvesse pequenos conflitos, principalmente com homens vindos do extremo Sul (Khand e Harad), ou mesmo oriundos da eterna rixa entre Umbar e Gondor.

Contudo, ali em Dol Amroth, apenas conhecia-se a paz, principalmente durante o principado de Angelimir. Desde que o jovem assumira para si o comando de Dol Amroth, o principado havia prosperado, vários novos barcos de comércio eram construídos a cada ano, abastecendo Minas Tirith e, às vezes, até Rohan, com o resultado das férteis colheitas nas terras produtivas de Belfalas. Com isso, Dol Amroth crescia, enriquecia e ficava mais bela a cada ano. O povo amava seu príncipe, que era tido em alta conta pelo rei Eldarion. Angelimir era membro do Conselho Real e Eldarion costumava sempre requisitar sua presença durante as reuniões mais importantes.

Durante a ronda, os homens riam e contavam piadas. O clima era leve e descontraído. Pouco perigo havia por ali. Mesmo assim, nos últimos meses, uma sensação de insegurança crescia no jovem príncipe. Era como se alguma ameaça estivesse prestes a eclodir, de algum ponto. Contudo, sob aquele sol agradável e ouvindo o som do mar de Belfalas, era difícil acreditar que qualquer ameaça de sua cabeça fosse real.

- Alteza! - o grito pareceu urgente. O príncipe virou-se em direção à voz, e viu um pescador aflito vindo em sua direção - Alteza, por favor! - o homem estava a ponto de chorar de desespero.

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MensagemAssunto: Re: A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]   Qui Dez 20, 2012 1:56 pm

*O ouvir do mar! O som mais prazeroso talvez não pudesse existir por toda terra média, quem sabe esse laço seja oriunda de uma ponta da herança deixada em seu sangue pela sua linhagem elfica, afinal dizem que não há como um elfo não se apaixonar pelo som do oceano assim que o houve. O fato era que o jovem príncipe amava sua casa, suas terras e seu e seu rei. Adorava a companhia de menestreis cujos contos de outras era o enchiam com a inspiração sobre grandes batalhas em busca do expurgo do mal.

Sempre era seu costume sair em ronda, o que na realidade se tratava de um passeio, uma forma de interação com o povo ao qual protegia e com sua guarda de cavaleiros que agora em tempos de paz, fazia questão de desfilar com a bandeira dos cavaleiros cisne*

Eram tempos de paz sim, seu ouvido era apaixonado por canções de guerras e contos, mas apenas isso pois seu coração sabia que junto destas havia sempre sofrimento dor e muito sangue. O vento marítimo trazia sempre consigo nesses últimos dias um ar pesado talvez um presságio de que algo ruim estava por vir. Isso não era um temor, apenas um desconforto, pois com o final da terceira era, as forças do inimigo caíram e o que estava delas agora eram pontos isolados, a muito que não se ouvia falar de orcs naquela área, mesmo esses seres imundos pragas na verdade jamais se atreveriam a adentar ou se aproximar das fronteiras de Gondor, menos ainda nas lindas praias de sua bahia.

Arvedui escreveu:
Dol Amroth, março do ano 219QE
- Alteza! - o grito pareceu urgente. O príncipe virou-se em direção à voz, e viu um pescador aflito vindo em sua direção - Alteza, por favor! - o homem estava a ponto de chorar de desespero.

*Uma voz o desperta de seu transe, tal voz vinha de um homem, virou-se para encara diretamente a rasão de tanta aflição, chegando mais perto pode verificar que tal homem era um percador*

-Peço um pouco de calma bom homem, me conte o por que de tanta aflição em sua voz? E por favor comece por seu nome...

*O príncipe estava curioso, talvez o assunto não fosse algo assim muito preocupante, afinal o tempo não era ruim, então dificilmente seria um navio perdido por conta de tempo ruim, o que era mais comum entre pescadores. Ou ainda ataque de Piratas? Improvável pois os malditos corsários pouco se importavam com pescadores. Seria melhor para de tentar imaginar e escutar o que havia a ser dito por tal percador*
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MensagemAssunto: Re: A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]   Sex Dez 21, 2012 7:35 am

O homem chegou próximo ao príncipe, recuperou um pouco o fôlego e desatou a falar sem parar:

- Desculpe, alteza! Me chamo Halfred, sou um pescador da vila próxima a Edhelond. Ontem chegou até nós um navio negro de terras distantes. Há dezenas de homens fortemente armados nesse navio, e nos dominaram facilmente, pois somos apenas pescadores e não guerreiros. O líder deles exige uma audiência com o príncipe de Dol Amroth. - O homem fez uma pausa para recuperar o fôlego - Eles têm nossos filhos e esposas como reféns e dizem que se o príncipe não os honrar com sua presença, destruirão a vila e o porto de Edhelond. Por isso me enviaram até aqui para trazer pessoalmente a mensagem. Cavalguei a noite inteira, sem descanso.

Halfred, o pescador, parecia um pouco desorientado. Em todos os seus anos de vida só conhecera a paz. Nunca antes se vira ameaçado como fora no dia anterior. Nunca antes uma lâmina havia tocado a carne de seu pescoço e lhe extraído um filete de sangue. Nunca antes a vida de seus entes estivera ameaçada por algo além de uma gripe de inverno. Estar ali, naquela situação, diante de seu príncipe e líder, para trazer notícias funestas, ainda sob a sombra do medo de perder seus filhos, esposa e irmãos, era um fardo pesado demais para aquele homem simples. Quando terminou de falar, Halfred caiu num choro soluçante e desesperado.

Sem qualquer ordem do príncipe, um dos guerreiros desmontou do cavalo e conduziu gentilmente o homem para o dorso do animal. Provavelmente estaria faminto e cansado por conta da noite inteira de viagem. Ao verem aquelas cenas, o homens de Angelimir ficaram furiosos. Nunca haviam visto tamanha ousadia. Dol Amroth provavelmente tinha homens suficientes para eliminar um mísero navio de guerra, e os homens sentiam sede de sangue. O coro de "malditos sejam!" e "vamos matá-los" era o que o príncipe mais ouvia.

O burburinho durou algum tempo, até que os próprios soldados deram-se conta de fazer silêncio e esperar a decisão de seu príncipe.




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MensagemAssunto: Re: A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]   Sab Dez 22, 2012 2:45 pm

*Vento litorâneo, oriunda de alto mar, trazendo consigo aquele frescor, mas dessa vez não chegou até o príncipe o cheiro de mar, mas sim o de más noticias e mal agouro. Batalhas ainda eram travadas contras os corsários, ele mesmo já participara de algumas, ainda na companhia de seu pai quando navios partiam ao encontro de tais bestas a fim de entrega-las as profundezas do oceano. Mas nada assim acontecer tão perto de suas próprias praias. Uma ousadia de tais bestas? Nenhuma pessoa seria tão tola de enfrentar de frente Dol Amroth ainda mais vindo pelo oceano....*

-Deem a ele alguma comida... * apontava para o pescador* BATEDORRR! volte até o palácio e mande preparar dois navios para que n possam nos interceptar...Solicite reforços a cavalaria, e que nos encontrem no caminho iremos a meio galope já daqui seguindo pelo litoral....

*Agora o pelotão que era de 15 homens se reduz a 13, cavaleiros treinados e preparados para qualquer batalha. Todos pareciam compartilhar a ira que vinha de seu coração, mas seguir ordens apenas do coração nunca era uma solução viável para um príncipe. Não que estivesse com medo da luta, mas em suas mãos agora estavam as vidas de uma vila, e de seus cavaleiros, deveria ir preparado.*

-Mestre Halfred, antes que partamos... Tem mais alguma informação... Sei que não se importara em continuar a viagem de volta em nossa companhia... Cavalgaremos agora a meio galope... E até que reforços cheguem, conte tudo só que agora com todos os detalhes... Em quantos estão? Quantos reféns? Onde estão sendo mantidos? E principalmente me descreve os opressores... Tudo que puder lembrar

*Angelimir era frio como uma pedra de gelo, seu rosto não mudara e sua voz continuava firme, queria conhecer mais sobre o inimigo, não se daria ao luxo da arrogância ou orgulho, afinal vidas estavam em jogo*

-Se querem minha presença, ENTÃO... VÃO CONHECER O AÇO DE MINHA ESPADA! AVANTEEE
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MensagemAssunto: Re: A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]   Dom Dez 23, 2012 8:10 am

Os homens de Dol Amroth não se surpreenderam com a reação de seu príncipe, pelo contrário, entraram rapidamente em um frenesi enlouquecido pela batalha. Aqueles eram homens valorosos e corajosos, a batalha estava em seu sangue, e qualquer ameaça a seu povo era tomada por eles como uma ameaça particular, como uma afronta a si mesmos ou a sua família. Portanto, todos ficaram eriçados com a possibilidade de batalha.

Já o pescador, Halfred, pareceu surpreso. Na cabeça do povo, Angelimir carregava uma certa aura élfica, o que o fazia parecer sereno e sábio a maior parte do tempo. Vê-lo furioso era, ao mesmo tempo, motivador e terrível. Sem dúvida seria capaz de eliminar os adversários, mas será que aquele ataque de fúria não colocaria em risco as vidas dos reféns?

Atendendo às ordens do príncipe, os homens providenciaram alguma comida para o pescador, enquanto os batedores providenciavam os preparativos ordenados por Angelimir. Dois navios partiriam por mar, enquanto o restante dos cavaleiros partiria por terra.

O homem falava enquanto comia vigorosamente:

- Alteza, eles são muitos. Não pude contar, pois a maioria fica escondia sob o convés. Mas pelo tamanho do navio, diria que estão em, pelo menos, cinquenta homens. Eles tem preferência pelo Negro, vestindo-se assim. E cobrem seus rostos com panos de seda, de modo que apenas os olhos cruéis ficam à vista. Eu diria que são corsários, mas não tenho conhecimento para afirmar isso com certeza. - quando parou de comer, acrescentou - Mas eles lutam bem, foram rápidos e nos dominaram facilmente. Não temos soldados em nossa vila, mas mesmo a guarda de Edhelond não foi suficiente.

Isso parecia ser tudo o que o homem sabia. Após ter despejado as informações, a cavalaria finalmente partiu, sem descanso, sem paradas. Cada um dos homens ali estava sedento pela batalha e remoendo o ultraje: nunca antes algo assim fora visto. Nunca antes alguém cometera tamanha ousadia. Parecia mais um tolo ataque suicida do que uma ação organizada. Mas Dol Amroth, assim como toda Gondor, fora negligente. Os longos anos de paz deram a falsa impressão de que não havia mais o que temer. Agora isso se mostrava equivocado.

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MensagemAssunto: Re: A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]   Seg Dez 24, 2012 12:45 pm

Escultou calmamente as palavras do pescador, e quanto mais cavalgava mais perguntava sobre a vila, as construções e principalmente o terreno. Não seria pego em uma armadilha e muito menos seria surpreendido. Já tinha uma estrategia em sua mente, mas era preciso ser cuidadoso, e principalmente manter tudo sob controle trazendo o inimigo e não sendo manipulado por ele.

-E quantas pessoas existem na vila Mestre Halfred... Sei que sua família está lá, me conte mais sobre seus entes?


A cavalgada não era a passos curtos, não tinha pressa ainda e chegar e muito menos desgastar seu cavalo, queri chegar com suas energias poupadas e ainda havia o fato de que esperaria ainda pelo restante do pelotão
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MensagemAssunto: Re: A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]   Qua Dez 26, 2012 7:36 pm

O homem ia despejando o que sabia, aparentemente muito satisfeito por poder ajudar seu soberano com alguma informação. Por meio das palavras do pescador, Angelimir ficou sabendo que a vila localizava-se no entorno do Porto de Edhellond, mas não chegava a ser contígua a ele. Na verdade, a vila circundava o porto sem, no entanto, interferir no funcionamento dele, uma vez que Edhellond, sendo uma construção élfica, de certa forma atemorizava os simplórios pescadores.

Contudo, este porto já não recebia mais barcos desde a queda do Senhor dos Anéis. Os elfos agora partiam apenas do Norte longínquo, nos Portos Cinzentos, de modo que foi fácil para os Corsários tomarem o porto e, consequentemente, a vila. Ainda sim, Edhellond era um patrimônio de Belfalas, tanto que Dol Amroth costumava encarregar-se da manutenção do lugar.

O terreno era plano, logo, os corsários notariam a presença dos cavaleiros do Cisne com várias milhas de antecedência. Caso Angelimir pretendesse um ataque surpresa, dependeria de seus barcos. Por terra seria impossível, a não ser que ficassem invisíveis. Por fim, o príncipe ficou sabendo que a quantidade de pessoas no local era de aproximadamente 5 dezenas, todos pescadores e suas famílias, gente simples, pouco afeita ao uso de armas. Logo, dificilmente poderia contar com os nativos em caso de batalha, embora alguns fossem valentes o suficiente pra tentar erguer uma espada.

A cavalgada seguiu nesse ritmo, durante a maior parte do dia e início da noite. Quando a lua já caminhava para o meio do céu sem estrelas, um dos batedores aproximou-se do príncipe:

- Senhor, estamos há apenas 5 milhas do local. A aldeia está silenciosa, não há luzes. Há um navio no Porto, aparentemente sem ninguém no convés, mas não é seguro confiar, pois a escuridão pode confundir. Não encontrei qualquer nativo. Pode ser que estejam recolhidos em suas casas, mediante ameaça, mas é apenas uma suposição.

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MensagemAssunto: Re: A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]   Qua Dez 26, 2012 9:19 pm

Edhellond, a tempos não colocava os pés no porto, na verdade apenas quando era criança na companhia de seu velho pai que que fora até lá. Sem duvida era um local lindo, fora lá que conhecera os elfos, incluindo as amizades que por ventura veio a cultivar. Como seu pai, tinha o dever de manter a rota segura para aqueles viajantes que por ali partiam para alem mar. Agora mais uma vez era vira como fora negligente, desde que assumiu a alcunha de comando, não mais fora a Edhellond, e só agora com a noticia dada pelo pescador é que reparou que já não havia muitos elfos partindo pelo porto... Na verdade pelo que sabia, os poucos elfos que ainda restavam, seriam aqueles que escolheram permanecer e adotar esse novo mundo como seu lar. Edhellond abandonada... Isso era uma desonra para si mesmo, afinal aquilo era tambem uma herança de seus antepassados...

-Iremos armar acampamento, a luz do sol, tomaremos o próximo passo. Eles já nos esperam, deixe que venham a mim e não o contrario.

Os corsários agora estariam sitiados, jamais escapariam por mar pois dois de seus navios os pegariam, quanto a Edhellond, ainda se lembrava bem de como era e passaria as instruções a seus comandados, caso lutar fosse preciso preferiria atrair seus inimigos a um local mais aberto. Agora era uma questão de tempo apenas.
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MensagemAssunto: Re: A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]   Qui Jan 03, 2013 12:53 pm

E a noite pareceu longe demais para o príncipe. Passou-se lenta, fria e silenciosa. Do mar, apenas uma brisa meio morna soprava, mas nada que afastasse o frio da noite. Da terra, nenhum som provinha, o que confirmava as observações do batedor: a aldeia provavelmente estava recolhida, toda ela. Se sob ameaça ou simplesmente por medo, era impossível dizer.

Pouco antes da primeira luz do sol, o príncipe e seus comandados puderam observar os primeiros movimentos na Aldeia. Aparentemente, as pessoas estavam vivas, mas ninguém saía para pescar, ninguém trabalhava. O povo percebeu a presença de seu príncipe, mas ninguém ousou se aproximar. Dos navios de Dol Amroth que haviam partido ainda não viera notícia, mas Angelimir confiava que estivessem sitiando o navio invasor.

As aspirações do jovem príncipe se concretizaram e, conforme previra, alguém dos corsários vinha ao seu encontro. Os homens leais a Dol Amroth praguejavam, querendo o preço em sangue para tamanha ousadia, mas o emissário, que se aproximava sozinho, parecia confiante, carregava um sorriso insolente nos lábios quando fez uma reverência para o príncipe e falou no idioma comum, carregado de um sotaque grosseiro:

- Alteza, é um prazer conhecê-lo.

Os homens não puderam conter um ranger de dentes. Aquilo parecia ultrapassar todos os limites da tolerância.

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MensagemAssunto: Re: A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]   Qui Jan 03, 2013 2:09 pm

*O jovem principie ouve as palavras do intruso, mas sem demonstrar emoção alguma permanece calado. Dirigir a palavra a um invasor que não se anuncia e cometendo tamanho atrevimento contra o povo de Gondor*

-Não posso dizer o mesmo...

Antes de mais nada era preciso paciência, sua vontade atual seria degolar - lhe e separar sua cabeça de seu corpo. Mas ainda assim haveriam outros e essa não era a forma dos homens de Gondor agir e sim de orcs.
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MensagemAssunto: Re: A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]   Seg Nov 25, 2013 1:31 pm

O corsário ignora o gracejo do príncipe. Não parecia disposto a jogos verbais. Sua expressão era dura, suas vestes eram grosseiras, suas armas tinham um péssimo fio, não possuía qualquer armadura além do próprio couro e, mesmo assim, estava estranhamente confiante diante do soberano de Dol Amroth. Seu sorriso era sarcástico, e seus gestos carregados de uma autoridade que, aos olhos dos soldados, rivalizava com a de seu príncipe.

- Ora, quanta animosidade! Diz-se, no extremo sul, que os homens de Dol Amroth possuem sangue élfico! Não teria esse sangue trazido consigo um pouco da cortesia so Belo Povo? - sorri cinicamente. Sabia que suas palavras eram provocativas. Se o homem era perigosamente corajoso ou inocentemente tolo, era difícil dizer. Mas todos ficaram atônitos com suas palavras. 

Toca o cabo da espada e puxa-a com rapidez: era uma lâmina curva e mal cuidade, repleta de fissuras em vários locais. Parecia prestes a se partir apenas com a força do vento. Os soldados de Dol Amroth imediatamente puxam suas próprias lanças, mas o homem não faz qualquer menção de atacar. Finca a espada no solo, aos pés do príncipe, e distancia-se dela.

- Não venho para lutar, vossa Alteza. - sorri e, mais uma vez, o sarcasmo toma conta de seu rosto.

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MensagemAssunto: Re: A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]   Seg Nov 25, 2013 2:58 pm

-Então por que não deixa de rodeios e diga logo a que veio...

*Pouco importava como ou o que as palavras daquele homem eram ditas, afinal ele possuía um trunfo a vida dos aldeões, e essas vidas eram no momento mais importantes que o próprio orgulho, sua casa e seus antepassados olhavam suas ações e não ficaria impune se pessoas morressem por mero capricho de um jovem e orgulhoso príncipe. Mas tão logo isso se resolvesse era fato que tal afronta seria retalhada de forma rápida e definitiva*

-Em outros termos receberíamos visitantes de forma cordial, mas cordialidade parece não ser aplicada a essa situação. Vamos sei que não veio a lutar, pois sabe tão bem quanto eu que as chaces de obter uma vitória seriam ermas. Então se não estou de todo enganado, veio em busca de algum tipo de barganha...


*Negociar com criminosos seria uma afronta, mas era preciso ao menos ouvir o assunto, para que se pudesse analisar que tipo de pessoas eram aquelas*
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A Fúria do Cisne [Capítulo I - Elessar]
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