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 Rey ... a volta do Peregrino Santo

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Kleiner
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MensagemAssunto: Rey ... a volta do Peregrino Santo   Qua Nov 21, 2012 9:29 pm

What a Face

Durante muito tempo ficou perdido.
Vagando.
Numa árdua e solitária busca.

Sua busca era dos sinais de seu Deus, Pellor.
A última vez que esteve com alguém, foi na Cidade Pirata...antes de ter perdido aquela pessoa que ele doou seu coração e a perdeu....Aya...A elfa que até hoje aparecem em seus sonhos.

Hoje encontra-se numa praia.
Cheia de destroços de navios.
Corpos de humanos e Orcs por todo lado. Um cheiro pútrefo.

Ele tentava encontrar o Mestre das Trevas e enfrentá-lo....ou morreria tentando.
Rey ainda carregava o fardo de ter "pecado" contra sua fé. Sente-se pouco abandonado.

Estava a caminhar pela praia.
Olhando para os céus ... olhando para o mar ...

No orizonte, Rey avista um corpo cambalenate...caminhando no mesmo sentido do Peregrino ...
Não dava para ver ao certo o quê ou quem era....mas era um ser-vivo..

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MensagemAssunto: Re: Rey ... a volta do Peregrino Santo   Sab Nov 24, 2012 7:25 am

Um turbilhão de pensamentos inundava a mente do Paladino. No momento, até suas memórias pareciam confusas. Acontecimentos de minutos atrás eram esquecidos, ao passo que as lembranças de sua mais tenra infância insistiam em saltar em sua mente, como se houvesse alguma importância nisso. Outras lembranças, dos amigos que fez e se foram nessa guerra sem fim, do amor (proibido) que viveu e jamais morreu em si, tudo formava um misto de dor e pecado no coração do homem santo.

Rey sentia-se sujo, cansado e velho. Pegou sua espada, hoje tão manchada pelo sangue negro de orcs, e olhou seu reflexo num dos poucos pontos ainda polidos e brilhantes: não se reconheceu. O rosto, antes jovial e sereno, carregava agora algumas rugas de preocupação. Os olhos vivazes de antes, depois de verem tantas mortes e chorarem tantas partidas, carregavam agora uma sabedoria diferente, e também o longo cansaço de viver sempre à sombra da morte.

O longo cabelo cor de prata estava desgrenhado, assanhado. Rey já não parecia mais um homem santo, mas sim um louco atormentado por fantasmas: os seus fantasmas. A mão direita latejou de dor, lembrando um ferimento antigo, e todos os horrores que agora lhe causavam no escuro da noite. Sob a luva branca, Rey sabia que ali estava uma mão enegrecida, marca do pecado e do perjúrio, marca da morte, marca dos fantasmas morto-vivos que o acompanhavam agora até mesmo no sol da manhã.

Mas, de alguma forma, caminhar por aquelas praias aparentemente desertas e tranquilas, era reconfortante. Estranhamente, Rey não se lembrava de como viera parar aqui, mas agora gostava do lugar, mesmo na confusão de sua mente solitária. Contudo, de alguma forma, pegava-se pensando em como sairia dali, pois ainda havia um voto que precisaria cumprir. E era enquanto pensava nisso que viu o vulto no horizonte.

A princípio, o paladino pensou que fosse apenas outro dos fantasmas que o atormentavam: estava ficando cada vez mais difícil distinguir entre terror e realidade nos últimos tempos. Contudo, seu coração não ficou pesado como normalmente ficava ante à aproximação do horror. Assim, concluiu que ali se tratava, na verdade, de um ser vivo, o que era igualmente estranho, pois já imaginava que o lugar estivesse deserto.

Rey tentou correr em direção ao vulto, mas percebeu que estava fraco. Ainda sim, apertou um pouco o passo, protegeu os olhos do sol, com a longa mão branca até aproximar-se mais do estranho. Então, com as mãos em concha, gritou:

- Quem vem lá?

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MensagemAssunto: Re: Rey ... a volta do Peregrino Santo   Sab Nov 24, 2012 10:35 pm


Os passos se aproximam....um do outro...o rosto começa a ser identificado.
Tratava-se de uma feição conhecida ao longe.

Um semblante já visto....mas um tanto que diferente.
Ao ter sua pergunta respondida, Rey tinha certeza de quem se tratava...

- É sua morte, verme !!! - disse o que parecia ser Arohan....sim, o Mestre das Trevas, sozinho, ferido e cambaleando pela margem da praia...

Mesmo neste estado, o astuto adversário podia ser poderoso.
De longe, ele manda uma onda de areia sobre o Paladino...mais uma maneira desleal de luta.
A areia continha restos de mortos, armas...além de cegá-lo iria machucá-lo se nada fizesse.
Arohan estava cerca de uns 40m de distância...

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MensagemAssunto: Re: Rey ... a volta do Peregrino Santo   Seg Nov 26, 2012 6:37 pm


Citação :
- É sua morte, verme !!!

A voz poderosa como um trovão fez o sangue do paladino pulsar mais forte dentro das veias. Então aquele era o fim! Arohan, o Senhor das Trevas, estava ali, poucos metros a sua frente. Rey ainda tinha sua espada, sua fé e sua força... poderia matá-lo e, se os deuses fossem gentis, morrer na empreitada. De um só golpe, Rey se livraria de seus fantasmas e limparia o mundo de seu pior algoz.

Ao invés de medo, Rey sentiu uma euforia incomensurável, fruto da injeção de adrenalina que o risco iminente de morte causou em seu corpo. Seus sentidos, antes embolados, estavam plenamente acordados e cientes do risco (e da oportunidade), suas pernas, antes trôpegas, estava firmes, prontas para sustentar o peso da própria morte. As mãos, por fim, antes trêmulas, estavam firmes e já se dirigiam para a espada vorpal, que parecia pulsar na bainha, ansiosa pelo sangue negro e maldito do Mestre das Trevas.

Um sorriso surgiu no rosto de Rey: um misto de desespero e euforia. A mão alcançou o cabo da espada, que pareceu ganhar vida e gritar de ódio. A lâmina queria sentir o frio da garganta do inimigo e sugar todo o calor do sangue negro que sairia de suas veias. Rey sentiu um ódio mortal, como poucas vezes na vida um paladino sentiria.

Seus olhos estavam atentos quando o inimigo atacou. A nuvem de areia subiu alto no céu, fazendo um som fantasmagórico que, por uns instantes, encobriu o som das ondas quebrando na praia. Junto com ela, vinham restos de armas e mortos, que certamente lhe causariam um cruel ferimento. Tranquilo e sereno, Rey jogou seu corpo para o lado, com a celeridade que lhe era natural. Enquanto saltava para o lado, já puxava consigo sua espada vorpal. Apenas um ataque, só precisava disso: um ataque bem sucedido e toda aquela guerra maldita estaria terminada...

- Pela primeira vez em minha vida, não sentirei remorso ao matar alguém. E a mão negra que empunha a espada que lhe tirará a vida foi fruto do seu poder maligno. Destino cruel para uma criatura cruel.

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MensagemAssunto: Re: Rey ... a volta do Peregrino Santo   Seg Nov 26, 2012 8:48 pm

Rey esquivou-se da magia facilmente.
O que fez Arohan urrar de raiva.

Um destemido golpe tentou o Paladino com sua espada vorpal.
Mas tem coisas que não precisam ser ditas, e Rey sentiu isso na péle.
Ao atacar o Mestre das Trevas, Rey o fez em perfeição, mas Arohan esquivou-se teleportando-se para trás do Paladino.
- Mão negra? ... Taí uma coisa que eu não lembrava meu verme ... - e seguiu rindo.

- Foi por sua causa que eu não morri e apareci nessa maldita praia. Há uma parte de mim em você, meu caro. Não adianta me matar. - ele pega em seus ombros e fala em seu ouvido bem baixinho - Sinta a coroa, Rey...sinta a força que lhe dá o ódio...veja aqueles tolos tentando me deter... - Momento em que Rey vê seu antigo grupo vindo em sua direção. Parecia um Milagre, Bones, Goran, Jeke e Minos....além do que parecia ser Aya....
Porém algo acontece, Goran toca em Jeke e desaparecem os dois.
Minos parece não se importar com sua luta, e Aya fica a seu lado tentando convencê-lo de se mexer.
E o único que veio a seu encalço foi Bones, junto com uma dezena de soldados mortos...provavelmente de uma magia...mas algo deu errado. Todos os soldados se voltaam contra ele...e tentam tirar dele uma bolsa...que olhando melhor, sabe que era a Bolsa que Goran sempre carregou grudada a seu corpo.

- Ninguém pode me deter, nem você ! - dito isso, Rey sente uma dor terrível na mão negra. Dor suficiente para fazê-lo ajoelhar e largar sua espada.
O paladino sentia uma queimação terrível na mão direita. E parece que aquilo estava subindo pelo seu braço. Uma dor que qualquer humano jamais aguentaria.

- Você tem duas escolhas, Rey...ou serve a mim de boa vontade...sem dor...sem penitência, com sua própria consciência.....OU eu vou pedir o que é de meu direito....sua alma.

O Paladino sucumbia à dor.
Tentou curar-se com sua magia angelical, mas a dor apenas diminuiu um pouco. Não parou. Nem de longe parou.
Rey cái na praia....mas vê algo clareando seus olhos se aproximando....era...Heidi.

Heidi vinha correndo na direção dos dois.
A clériga também conseguiu ver o grupo metros à frente. E tem noção do que estava acontecendo.
Ela precisava impedir que Rey morra e deveria deter Arohan até a chegada de todos.

Rey começa a sentir uma vontade de não lutar mais.
Começa a sentir empatia por Arohan e sente algo vindo da bolsa de Bones, algo que devia lhe eprtencer. Sim....ela é sua de direito...Rey sentia a Coroa....

Heidi estava quase a chegar em Arohan, quando o Mestre das Trevas vira na direção da Clériga.
Ele ria da coragem da mulher.
- Sua tola.......faça um favor a todos nós......desapareça! - e ele estala os dedos.

Heidi ressurge no céu....muito acima da batalha...à quase 1 Km do chão...ela começa a despencar ao chão...

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Heidi Cavalieri
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MensagemAssunto: Re: Rey ... a volta do Peregrino Santo   Seg Nov 26, 2012 10:47 pm

Eis que o sentido da sua volta à vida fica tão claro. O combate final, o momento crucial de toda uma vida, de toda uma preparação, acabaria ali, naquela praia, o cenário não podia ser diferente. Lembrar da grande batalha, apenas lhe dava forças para continuar e enfrentar sem medo algum o mau agouro do mundo, Arohan.

A clériga não tinha medo, mostrava apenas coragem, força e determinação. O mundo dependia dessa batalha, e ver que seu antigo grupo estava quase completo novamente, era o que faltava para impulsioná-la ainda mais.
Chegando perto da batalha, percebe que Rey estava sucumbindo às artimanhas do senhor das trevas, isso não deveria acontecer, logo ele se voltaria contra todos, e seria o fim, para todos. Mas antes que pudesse fazer qualquer coisa, é teletransportada para o céu, e agora via-se em queda livre. Se não fizesse nada, morreria ali mesmo.

Ela fecha seus olhos por alguns instantes, une os dois braços em direção do chão, do braço direito, uma luz azul começa a encobrir todo o corpo da clériga, em uma espécie de proteção, era uma luz espessa, quase como uma armadura celestial. Já do braço esquerdo, fechos de luz vermelho são criados, e uma rajada intensa é direcionada para a areia da praia. Mas o que era pra ser apenas uma rajada rápida, funciona como um amortecedor da queda.

Então abre os olhos, praticamente ignora a presença de Arohan no momento, e em voz alta, começa a rezar:

“ Que nesse momento, Pellor nos dê forças para alcançar nossos objetivos, e que nesse instante, todas as bênçãos recaiam sobre o paladino Rey, que já sofreu o suficiente para uma vida toda. Levanta-te paladino, juntos, mostraremos o força de nossa fé. LEVANTA-TE!”

As palavras da clériga parecem fortalecer aqueles de corações bondosos, e esperava que surtisse algum efeito em Rey.

Spoiler:
 
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MensagemAssunto: Re: Rey ... a volta do Peregrino Santo   Qua Nov 28, 2012 6:49 pm

A realidade cai dura sobre o paladino. Sua vontade de eliminar Arohan era muita, sua habilidade com a espada e com a magia divina era até razoável, mas nada disso estava à altura do Mestre das Trevas. O poder daquele homem era aterrador, avassalador. Se é que aquilo era mesmo um homem. O paladino viu seu golpe ter efeito nenhum contra o inimigo, sentiu-se uma criança tentando golpear um adulto.

As palavras do inimigo no seu ouvido fazem seu corpo estremecer. Não era medo, mas talvez desespero. Há tempos Rey esperava por sua morte e sabia que ela estava cada dia mais perto, por isso não a temia. Mas ser subserviente àquele monstro das trevas seria pior, muito pior do que a morte. E perder a alma para as trevas, era algo doloroso demais para um paladino suportar.

Aquilo fez o coração e a mente de Rey encherem-se de desespero. Até sua vontade de lutar pareceu sucumbir a isso, como que atendendo a ordem do inimigo Em seguida a dor: Rey não a temia, apenas a suportava. Mas aquela dor era negra e suja demais para um paladino suportar. Não era apenas física, mas espiritual. Rey sentiu como se seu deus estivesse sendo retirado a força de seu coração. Sentiu-se vazio, fraco... um morto em vida.

Caiu de joelhos na praia, subserviente. Naquele momento a escuridão o envolvia. A única luz que enxergava era a clériga se aproximando.

"Tola, vá embora ou morrerá aqui... - foi tudo o que pode pensar.

Arohan pareceu esquecer do paladino por uma fração de segundos, enquanto preparava uma morte cruel para Heidi. Mas nem mesmo essa quebra de concentração diminui a dor e o desespero que o paladino sentia. Heidi sumiu, depois caiu. Ela morreria... mais um companheiro morreria. E mais uma vez Rey, o paladino, os veria morrer.

Por um instante, Rey sentiu como se seu crânio fosse se abrir em duas metades. Queria levantar, queria resistir e lutar, mas o desespero era demais. Tentou acalmar-se e orar a deus por uma morte em penitência, mas nem isso conseguiu. Parecia que até sua fé estava sucumbindo ao delírio do desespero.

Então pode ver a origem daquele sentimento: a coroa. A maldita coroa... era como se o buscasse. Rey a princípio não entendeu, mas desistiu de tentar. Apenas sentiu a coroa que parecia lhe procurar, e as palavras do vilão ecoavam em sua cabeça:

Citação :
... sinta a força que lhe dá o ódio...

Algo ribombou no coração do paladino, um sentimento inédito. Rey imaginou que aquilo fosse ódio e, por uma fração de segundos, pareceu ter forças novamente. Não fosse o espírito treinado do paladino, teria sucumbido àquele ódio. Mas não... ainda em desespero, ainda às portas da morte, ainda que toda a esperança e fé lhe tivessem abandonado, Rey ainda tinha algo em si do que fora o Peregrino Santo. Nunca em sua vida sentira ódio, não seria agora que este sentimento envenenador o iria consumir.... não agora, não hoje...

Voltou então ao desespero, à dor e à morte. Era preferível. Até que por fim viu Heidi voltando, parecia estar falando algo que Rey não compreendeu... uma magia, talvez... uma última tentativa...

"Pequena tola... fuja... fuja por sua vida..."

Relaxou. Não tinha forças para combater aquilo, não agora, não sem deus, não sem fé...

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