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 Dominic Frauer - Arvedui

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Heidi Cavalieri
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MensagemAssunto: Dominic Frauer - Arvedui   Sex Nov 16, 2012 11:16 pm

A semana fora muito corrida, muitos telefonemas, esclarecimentos, questionamentos. Como um dos maiores gênios que o mundo pode presenciar não sabe o que esta acontecendo?

Fora mandado para o Brasil, pois lá teve registros mais intensos sobre a efetivação do vírus, no resto do mundo a proliferação ainda é baixa, mas com todo o seu conhecimento, certamente poderia ajudar os cientistas, ou então, na pior das hipóteses, poderia recolher 'amostras' do efeito do vírus e poder pesquisar em sua casa posteriormente.

Mas assim que entra no Brasil, os países decretam que ninguém entra/sai de nenhum país, estariam sitiados. Só resta se precaver, pesquisar bastante e achar uma solução. Simples. Mas como iriam fazer isso? Com ajuda de quem?

Foi mandado para uma cede de pesquisas no Rio de Janeiro, há inúmeros estudos, mas nenhum conclusivo. Ao que tudo indica, os EUA foi o grande criador dessa arma víral, mas que não tem a cura. Todos os países mandaram os seus melhores cientistas para o Brasil, o país que maior fora afetado.

É final de tarde, a cidade esta sendo evacuada, há inúmeros relatos em que as pessoas estão morrendo e voltando a vida, por toda a cidade. O abrigo em Petrópolis alcançou o limite máximo. As autoridades não sabem o que fazer com tanta gente de fora, inclusive os policias, soldados...

Estava com um turbilhão de pensamentos, até que é interrompido por uma cientista, Aisha:

- Dom, por favor, eu sei que já pedimos demais pra você, que esta longe de casa. Mas não temos mais pistas, não sabemos de nada. Há boatos em que o governo irá se desfazer.

Ela faz uma pausa, cerra os punhos e volta a falar em tom baixo:

- Tem uma das amostras, eu acho que obtivemos algum resultado positivo. Mas teremos que fazer algo que não é agradavel para testar...
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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Sab Nov 17, 2012 8:45 pm


Caos era a palavra que melhor descrevia aquela situação. A mente de Dominic trabalhava a mil por hora, sempre focando em mil e uma possíveis soluções, mas todas elas esbarravam no improvável ou no impossível. Era frustrante ser um dos poucos capazes de encontrar uma solução para aquilo e, mesmo assim, esbarrar na própria ignorância: não saber decifrar o vírus que causava a infecção era frustrante.

E agora, preso no Brasil, as perspectivas eram as piores possíveis. A situação não agradava ao jovem gênio, que preferia estar trancado no conforto de sua cobertura, buscando confortavelmente uma cura para o vírus. Dominic odiava trabalhar sob pressão. "Gênios como eu têm seu próprio ritmo", costumava dizer quando lhe cobravam resultados, mas aquilo não funcionaria ali.

O povo do Brasil estava desesperado, a situação já era calamitosa e soluções eram cobradas a todo tempo. Dominic pode constatar o quanto os pesquisadores brasileiros trabalhavam com afinco e concentração, nem assim chegando sequer perto da resposta. Ele próprio, genial como era, sentia-se perdido às vezes: jamais enfrentara um problema tão intrincado. No momento em que sua mente viajava por tentativas pouco ortodoxas de encontrar a resposta, o cientista é interrompido:

Citação :
- Dom, por favor, eu sei que já pedimos demais pra você, que esta longe de casa. Mas não temos mais pistas, não sabemos de nada. Há boatos em que o governo irá se desfazer.

- Isso não me impressiona. A situação não poderia chegar a este ponto, mas pelo visto o Brasil não tem procedimentos de segurança e quarentena adequados ou, se os tem, não os põe em prática com a devida rapidez. A culpa do que acontece aqui não é minha, muito menos a responsabilidade de encontrar a cura. - dizia isso, embora soubesse que, provavelmente, o vírus fora cunhado nos EUA e, sendo ele o maior gênio do país, era SIM obrigação sua resolver o problema.

Citação :
- Tem uma das amostras, eu acho que obtivemos algum resultado positivo. Mas teremos que fazer algo que não é agradavel para testar...

- Hum... ok, vamos dar uma olhada nessas amostras. A cura é imprescindível, o que poderia ser tão desagradável a ponto de me impedir de conseguí-la?

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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Qua Nov 21, 2012 11:15 am

Spoiler:
 

A mulher espera você terminar de falar e calmamente lhe responde:

- Você não entendeu meu querido, o governo ira se desfazer, não só aqui no Brasil. Em todo o mundo. Estaremos pesquisando sob a vontade de achar a cura, para que o mundo melhore. Recebi informações de que a Espanha, França, Alemanha, Canadá e México estão perdidos, mas os cientistas ainda continuam com as pesquisas;

Pois bem, me acompanhe.


Aisha começa a andar rapidamente, passa por alguns corredores e chega em uma sala reservada, toda lacrada, tem umas quatro pessoas lá dentro. Ela olha pra você, e com pesar nos olhos, faz um sinal positivo para outro homem, que estava a alguns metros de ambos.

O homem aperta um botão e um gás invade a sala, as pessoas entram em desespero, mas logo desmaiam. Ela levanta os olhos e fala:

- Eles agora estão contaminados. Temos que dar o soro à eles. Vamos ver se funciona.
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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Sab Nov 24, 2012 8:15 am

O jovem gênio parecia enfadado com o discurso da mulher. Limitou-se a ouvi-la falar, enquanto caminhava ao seu lado. Apesar de seu silêncio, a mente agora trabalhava a mil, pensando em dezenas de cenários possíveis para o suspense que a mulher fazia agora. Até que finalmente chegaram ao local. Quando o homem solta o gás, Dominic tem um pequeno sobressalto e fica observando estupefato o desespero das pessoas na sala, até o fatídico desmaio.

Citação :
- Eles agora estão contaminados. Temos que dar o soro à eles. Vamos ver se funciona.

- É impressão minha ou você acabou de contaminar pessoas absolutamente saudáveis, apenas para testar uma cura incerta?

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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Sab Nov 24, 2012 7:08 pm

- Já tentamos curar pessoas que já estavam infectadas, mas o vírus estava em um estágio muito avançado. Precisamos de teste desde o princípio. E eu te avisei que não seria nada legal essa empreitada. Se não quiser compactuar com nossas pesquisas será uma pena, mas caso fique, terá que seguir nossos regras. Aqui é seguro, nada pode entrar, temos alimentos, roupas, água potável para anos, décadas. A decisão é sua.

Dito isso, Aisha vai caminhando pela corredor, pega uma roupa especial de laborátorio, coloca e entra no quarto onde aquelas pessoas estavam desmaidas. Rápidamente, coleta amostras de pele de cada pessoa. Após isso vai saindo.

O prédio onde ficavam era bem no centro do Rio de Janeiro, lá fora estava um barulho infernal, não sabia ao certo o que estava ocorrendo. A única coisa que sabe, é quando derem o toque de recolher, todos os cientistas e convidados vão para um abrigo sub terrâneo, tentar achar a cura para essa desgraça que assola o mundo.

Mas será que ainda há esperanças?

Olhando pela janela, distraido, avista dois homens no prédio vizinho, com armas na mão e um semblante de muita aflição.
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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Ter Nov 27, 2012 9:28 pm

"Os fins justificam os meios". A célebre frase de Maquiavel percorria a mente de Dominic agora como um mantra. De fato, ele próprio já tentara diversas outras formas de compreender a ação do vírus e encontrar uma cura, não obtendo sucesso em nenhuma delas. Aquele método adotado pelos cientistas brasileiros era bastante heterodoxo, contudo, havia possibilidade de sucesso. E se a cura era o mais importante, a infecção de inocentes, por mais que soasse cruel, era um mal necessário.

- Que seja. - respondeu, laconicamente.

Dito isso, Dom limitou-se a seguir Aisha e observar enquanto ela, corajosamente, entrava no local infectado. Ainda que estivesse vestida com o traje adequado, era sempre perigoso adentrar aqueles locais. Enquanto espera a mulher, Dominic se pega escutando os distantes barulhos do centro carioca. Devia estar um caos nesse momento e o jovem gênio pegou-se pensando no que poderia estar acontecendo. Ali dentro, na aparente tranquilidade daqueles corredores, era difícil perceber que algo estava errado.

Ao avistar os homens e suas expressões aflitas, Dominic não pode evitar uma pergunta:

- Está acontecendo algo de estranho lá fora?

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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Qua Nov 28, 2012 5:54 pm



As coisas começam a ficar estranhas. A cientista sai da sala com as amostras e logo é desinfetada. Passando por várias lavagens. Demora uns dez minutos e ela retorna para a mesma sala que você.

Aparentemente todos ignoraram a sua pergunta. Mas depois de alguns minutos, um senhor, de cabelo branco, se aproxima de você, e com cuidado, pega em seu braço, puxando-o até a sacada, visto que o laboratório ficava em um apartamento normal, e que posteriormente iriam para o abrigo verdadeiro.

Ele mostra com as mãos o cenário que estava o Rio de Janeiro. Puro caos e terror. Pessoas correndo sem rumo, outras sendo devoradas vivas por aqueles 'zumbis', um completo pandemônio. Não era nem um pouco agradável a sua visão.

Seus pensamentos são interrompidos com a voz suave daquele senhor:

- Você acredita em Deus, Dom? Pois eu acho, que ele nos abandonou no nosso próprio inferno.

Criamos uma arma tão letal, que em poucos meses acabara com toda a vida humana. Um belo castigo pela nossa ambição, não acha?

A conversa de ambos é interrompida por uma equipe de cientistas e seguranças. Estavam transportando todos os equipamentos, até mesmo aquelas pessoas que acabaram de ser infectadas. Aisha se aproxima, falando rapidamente.

- Vamos pessoal, estamos nos transferindo pro abrigo.
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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Qua Nov 28, 2012 9:04 pm

Dominic fiquei boquiaberto enquanto sua pergunta ecoava sem resposta. Não estava acostumado a ser ignorado. Sente um sangue ferver em suas veias e estava prestes a ser rude com as pessoas ao redor, quando o senhor lhe puxou pelo braço. De certa forma, aquele tipo de imagem era esperado, mas não naquela proporção. Dominic não chegou a imaginar que o caos houvesse chegado àquele nível. A infecção parecia estar se disseminando mais rápido do que os cientistas haviam imaginado.

"Isso não é bom..."

O jovem mal ouviu as palavras do senhor. Sabia que a religiosidade dos brasileiros era aguçada, mas não cria realmente que Deus tivesse desempenhado algum papel naquilo, nem sequer por omissão. Tudo o que estava acontecendo era fruto da curiosidade incauta dos humanos. Dominic era cientista, entendia bem o que era a sede de conhecimento, mas nunca cometera o erro de ser temerário, de não prever as consequências. Sentiu ódio pelos criadores daquele apocalipse.

Citação :
- Vamos pessoal, estamos nos transferindo pro abrigo.

- Aonde fica esse abrigo? Aqui mesmo neste prédio?

No fundo, a resposta não importava. Dominic pretendia apenas puxar assunto com aquela mulher. Estava se sentindo meio perdido por não ter o domínio da situação. Ser levado de um lugar pro outro, ouvindo apenas meias palavras era irritante pra alguém tão inteligente. Sua cabeça não parava de funcionar, mas sempre gravitando em torno das mesmas perguntas... todas elas sem resposta. Era um tormento pensar... em alguns momentos, Dominic gostaria de "desligar" o cérebro, simplesmente. Mas nada disso era possível...

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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Seg Dez 03, 2012 5:57 pm

Aisha muito paciente lhe olha e sorri, vira-se e começa a andar, enquanto falava contigo.

- Não nesse prédio, mas a do lado. Entraremos pela recepção e seguiremos até os fundos, onde fica a cozinha do prédio. Lá teremos nossa passagem. Mas pra você poder entrar lá, vai precisar disso aqui. - Ela andava apressada, mas nesse momento ela pára e lhe entrega um crachá com códigos estranhos - Toda vez que for entrar, vai ser solicitado um desses códigos, não se preocupe, na hora vai saber usar, lhe ensinarei.

Dito isso, todos se encaminham para o laboratório definitivo. Os elevadores por alguma razão estavam com defeito, por isso usam as escadas. A cada andar que descem, pode-se escutar ainda mais o caos que estava instalado lá fora.

Chegam no saguão do hotel e a cena não é nada boa. Dezenas de zumbis, alguns estavam comendo as pessoas vivas, enquanto outros começam a vir na direção de vocês. Cada momento que passa, mais zumbis começam a aparecer do lado de fora.

Um dos cientistas que estavam na comitiva, sai correndo na direção dos zumbis, e começa a socá-los com muita raiva. Mas nada adianta, quatro zumbis o cercam e o comem vivo. O terror estava instalado. Todos apavorados.
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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Qua Dez 05, 2012 10:27 am

O jovem gênio apenas assente com um movimento de cabeça, enquanto recebe o crachá de identificação. Fica com o olhar meio perdido enquanto caminham em direção ao outro prédio. Cada novo passo nas escadas fazia o caos lá fora parecer mais próximo. Agora Dominic já podia ouvir claramente a algazarra macabra que se instalara nas ruas do Rio de Janeiro.

Pensando bem, Dominic não lembrava de alguma vez ter sentido medo, mas no instante em que ouviu vividamente os barulhos externos um arrepio percorreu sua espinha. Não era medo, mas uma sensação estranha de insegurança ante a incerteza do que poderia acontecer. Dominic não gostava de não ter o domínio da situação... sua mente preferia trabalhar certezas, ou ao menos com quantificadores objetivamente mensuráveis.

Quando finalmente chegam ao saguão, o jovem, por uma fração de segundos, não sabe o que fazer. A cena era caótica, apocalíptica. Ouvir falar de zumbis comendo gente é uma coisa, ver um colega cientista sendo devorado na sua frente, era algo completamente diferente. Dominic mantém a frieza mental para pensar. Observa o ambiente ao redor, queria saber quais recursos tinha a sua disposição.

-Mantenham-se juntos, procurem algo que possa servir de arma ou de defesa. Tentem manter os zumbis à distância segura. - fala enquanto seus olhos percorrem o saguão ao redor, tentando reconhecer o ambiente e avistar a saída das cozinhas, por onde passariam para o prédio contíguo. Uma vez identificada a saída, Dominic poderia montar uma estratégia segura para saírem do local sem perdas.

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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Qua Dez 05, 2012 9:06 pm

Dom percebe que Aisha começa a chorar desesperadamente ao avistar o cientista sendo devorado. Ele era seu tio, uma lastimável perda, o que com certeza iria fazer falta no futuro, pesquisando sobre esse vírus, ele era tão ou até mais genial que o próprio Dom. Tentava instruir sua sobrinha o máximo que pode.

Mesmo com toda a confusão, a cientista não perde o prumo, chora, se desespera, mas não faz nada estúpido. Ela carregava consigo uma pistola, ouvindo a recomendação de Dom, todos fazem um circulo, mas apenas a garota tinha uma arma, e eram muitos zumbis.

Olhando o ambiente como um todo, percebe que o caminho da cozinha esta completamente tomado, não tinham como chegar vivos até lá, deveriam voltar uma outra hora. Do lado do extintor de incêndio, tinha um pequeno machado, o que poderia ajudar.

Os zumbis se concentram no corpo abatido do cientista, enquanto os outros tinham conseguido mais uma vítima logo atrás, dando uma brecha, mas essa brecha saia em direção da rua. Apenas três zumbis estavam impedindo a passagem de vocês.

Aisha, limpando as lágrimas, diz em voz alta para que todos escutem:

- Vamos para a rua, encontraremos um lugar seguro, e depois voltamos pro nosso abrigo. Quem tem como se defender, acertem na cabeça, somente assim eles morrem.


Diz isso, já se encaminhando para a saída, tentando economizar a munição.


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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Qui Dez 06, 2012 1:14 pm

Dominic percebe surpreso o choro desesperado da garota. De certa forma, mesmo naquela situação apocalíptica em que todos provavelmente estavam prestes a morrer, aquilo era desconfortável. Ora, o homem, por mais inteligente que fosse, havia cometido a asneira de esmurrar zumbis. Pra um estudioso sobre o caso, ele parecia desconhecer categoricamente as habilidades dos zumbis.

"Idiota... poderia ter poupado a própria vida."

Ainda com esse tipo de pensamento na cabeça, Dominic encontra o pequeno machado próximo ao extintor. Corre até lá rapidamente para pegá-lo. Era pouco provável que soubesse sequer utilizar aquela arma, mas as injeções de adrenalina deveriam servir para alguma coisa. O cérebro de Dominic ainda teve tempo para processar a impossibilidade de sair pela cozinha, bem como a falha deixada pelos zumbis na porta da rua. A saída seria por ali, não era preciso pensar muito.

De fato, a voz de Aisha confirmou suas suspeitas. Três zumbis, uma arma de fogo e um machado. Não era preciso ser um gênio para perceber que esta equação pendia para o lado "vivo" da coisa. Os cientistas provavelmente conseguiriam passar por ali, desde que os demais zumbis não fossem atraídos para aquele ponto.

"Bom, não há muito o que fazer então. Isso vai ser interessante..."

O cientista segura a machadinha com o a mão direita, sentindo-se meio desajeitado para aquilo. Contudo, sabia o principal: a ponta afiada vai na cabeça do zumbi. Isso deveria bastar, por enquanto.

- Aisha, espero que saiba utilizar essa pistola... e que sua mira seja boa o suficiente. Vamos indo, todos! - e sai acompanhando Aisha.

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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Sab Dez 08, 2012 9:12 pm

Por um instante tudo parecia perdido. As coisas não estavam boas para ninguém, deveriam ter seguido para o abrigo o quanto antes, agora, estavam em apuros. Mesmo assim, o plano era de certa forma bom, encontrar algum abrigo e voltar mais tarde. Mas será que os zumbis iriam sair dali?

Assim que estavam passando pela porta, os zumbis se aproximam perigosamente, e sem perder tempo, Aisha dispara contra o que estava mais próximo, um tiro certeiro em sua cabeça. Mesmo determinada, pode perceber que ela era relutante em fazer aquilo, era um ser vivo, doente.

Logo que todos saem do prédio, um dos cientistas se apressa em fechar a porta, os zumbis eram muitos, mas não pensavam tão bem. Levariam algum tempo para abrir aquilo e vir atrás de todos.

Pode ouvir um grito e uma explosão. Olhando melhor, no alto de vocês, pode perceber uma mulher gritando, agarrada com medo a um homem, eles estavam fugindo de um apartamento que acabou de explodir, por uma espécie de tirolesa. Mas a corda não estava agüentando o peso dos dois, e começa a arrebentar, logo no final do caminho.


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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Ter Dez 11, 2012 12:15 pm

Como era de se esperar (ao menos por ele mesmo), Dominic não sentiu medo durante a fuga. No máximo, uma excitação incomum, devido à injeção de adrenalina. Seus sentidos ficaram muito mais aguçados e pode sentir o cheiro nauseabundo que emanava dos doentes. Sua mente ficou mais atente e rápida por conta da adrenalina, fazendo com que tudo passasse diante de seus olhos de forma muito vagarosa. Depois do que pareceu ser uma década, finalmente conseguiram sair e trancar a porta do prédio atrás de si.

Não se pode dizer que Dominic ficou aliviado, mas, de certa forma, foi bom ter saído do local sem maiores danos (e sem precisar usar, atabalhoadamente, a machadinha que trazia na mão direita). Respirar um pouco de ar puro depois de tanto tempo de ar-condicionado também era bom, embora o ar do Rio de Janeiro não fosse exatamente um ar puro.

Ainda preso nessas divagações fúteis, Dominic escuta o grito da mulher. Rapidamente seus olhos se dirigem para a situação e, em uma fração de segundos, entende o que está acontecendo. Era óbvio que a corda iria estourar. Massa demais, aceleração demais e, por consequência, força gravitacional demais. Sem esquecer o atrito da roldana com a corda que, nesta velocidade, provavelmente estaria alcançando níveis absurdos, elevando a temperatura do aço que revestia o item e, provavelmente, desgastando mais ainda a frágil corda.

Não parecia haver muito o que fazer naquela situação. Dominic apenas observa a cena, esperando pelo momento em que a fria previsibilidade da mecânica newtoniana cobraria seu preço.

"A julgar pela aceleração crescente aliada à massa dos dois corpos unidos, com velocidade ascendente, eu diria que quebrarão alguns ossos ao cair..." - pensou, atento à cena, sem nunca deixar de prestar atenção ao que acontecia ao seu redor.

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MensagemAssunto: Re: Dominic Frauer - Arvedui   Qui Dez 13, 2012 2:28 pm

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