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 A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]

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Arvedui
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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Sab Dez 15, 2012 6:01 pm

Fora da tenda, caía um chuvisco fino e soprava um vento de gelar os ossos. Lorië estava confortável (elfos não se incomodavam com frio/calor), mas os homens que já estavam acordados àquela hora estavam vestidos com luvas e roupas pesadas. Um pouco adiante do acampamento um trio esperava a elfa: Rúmil, Vëon e Faramir Tûk. Guardião e Elfo traziam ao lado grandes corcéis, enquanto o hobbit brincava com seu pequeno pônei, como se nem lembrasse do dia de ontem.

Quando Lorië se aproximou, Vëon foi o primeiro a falar:

- Os elfos já partiram, Lorië. Ainda ontem, enquanto você dormia. Não quis acordá-la. Mas eles lhe deixaram palavras de boa sorte e a benção dos Valar*. Não sabiam para onde íamos, mas sabiam que nosso caminho é escuro. - o elfo montou no corcel de um só pulo, Faramir repetiu o gesto, montando rapidamente no pônei.

- Uff, que frio! Até o Sam aqui tá batendo os dentes! Ei, Lorië, você tá melhor do ferimento? - como era natural dos hobbits, o pequeno demonstrava uma felicidade que parecia infinita, mesmo diante do dia terrível que havia tido ontem.

- Basta, menos conversa e mais ação. Precisamos sair antes que todo o acampamento acorde. Nossa jornada ainda é segredo para a maioria. - e subiu no lombo do corcel, também de um pulo.

Assim, os quatro pegaram a estrada, adentrando mais fundo na Mata dos Trolls, sob a chuva fina e o vento gélido. A aurora já mostrava seus primeiros sinais no céu rosado por detrás dos picos das Montanhas Sombrias, à direita do grupo. Mas ali, dentro da mata, ainda estava escuro. Enquanto percorriam a pequena floresta, Faramir Tûk finalmente pode ver os Trolls de Pedra, uma parte da história de sua família. Lorië também os viu, já com os primeiros raios de sol batendo na cabeça do maior deles, e a lembrança de Bilbo, que tantas vezes havia contado aquela história no Salão do Fogo, em Valfenda, invadiu a mente da Elfa.

Quando o dia nasceu, o grupo estava fora da Mata dos Trolls. Adiante, uma terra vazia, pedregosa e muito silenciosa. Um lugar triste.

- Aqui começa verdadeiramente a nossa jornada. Preparem seus corações, o desconhecido nos aguarda. - e saiu descendo em direção à terra mais baixa, pegando a estrada na frente dos demais...

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Heidi Cavalieri
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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Sab Dez 15, 2012 11:43 pm



O dia seria longo e cansativo, não apenas o dia, mas os que se seguiriam. Tinham uma missão importante pela frente, mesmo que não sentisse medo, Lorië sempre fica pensativa perante um novo desafio. Deveria conhecer a todos que a rodeiam, saber até que ponto o poderia confiar no próximo, pois, querendo ou não, dependendo do que possa ocorrer, sua vida dependerá de um desses cavaleiros que agora lhe acompanhavam.

Já ouvira falar alguma coisa sobre Vëon, nada de muita relevância, os elfos não tem costume de falar sobre a vida dos outros, conhecia-o pouco, assim como Faramir, ambos a acompanharam de Valfenda até aquele acampamento, onde surgiu um novo desafio, juntando-se a eles Rúmil, o líder dos guardiões do norte. Um homem reservado, falava apenas o essencial, sendo até rude em algumas ocasiões, o que não agradava nem um pouco a elfa.

Desde que o encontraram em meio a batalha, o guardião mostrara-se frio, mal educado, visando apenas o seu interesse, ou ao menos era o que demonstrava. Logo que chega à companhia dos três, não houve tempo nem para uma breve conversa, sendo cortada rispidamente pelo guardião. A elfa não gosta do seu gesto, mas nada fala de imediato, apenas limita-se a olhar para o elfo e o hobbit.

O início da manhã estava deslumbrante. O clima ameno sempre trás grandes paisagens, alegrando um pouco mais aquela empreitada. Cavalgava sempre perto dos três, não ficando para trás. Quando chegam à floresta dos trolls, não tem como não se encantar com tamanha beleza, com todas as nuances da natureza, em sua infinita sabedoria. Tudo estava harmonioso, e ver os trolls virando pedra com os raios solares, era um espetáculo à parte.

Lorië tenta procurar a reação do hobbit, sempre alegre, não aguentando, ela aproxima-se dele e fala:

- Fascinante, não acha? - E abre um largo sorriso.

Escuta com atenção as palavras de Rúmil e o vê se afastando, tomando a frente do grupo. Ela fica inquieta, aproveita o momento e se aproxima do guardião, cavalgando ao seu lado. Tentava não ser rude, queria apenas esclarecer algumas coisas. A elfa não guarda inquietações em seu coração, por isso achou melhor conversar com o guardião logo no começo, para que não haja problemas posteriores.

- Não quero ser indelicada, mas não posso deixar de falar, já que estamos juntos nessa empreitada. - A elfa cavalgava aparelho com o guardião, olhava para a frente, sempre atenta. - Não gosto do modo como nos trata. Desde que apareceu e nos socorreu, sou eternamente grata por aquilo, mas não precisa ser rude em suas palavras. Todos aqui somos adultos, não precisamos de ordens, e sim orientação. - Ela faz uma pausa e o olha rapidamente. - Realmente espero que não me leve a mal, mas também espero que possa amaciar suas palavras, para que elas não sejam mal interpretadas.

Assim que termina, continua cavalgando ao lado do guardião, o acompanhando, no mesmo ritmo.
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Arvedui
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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Dom Dez 16, 2012 1:22 pm

Vëon e Faramir pareciam não ter escutado as palavras da elfa para Rúmi, embora Lorië soubesse que os ouvidos élficos de Vëon provavelmente havia captado tudol. O elfo parecia estar mostrando para o Hobbit detalhes sobre a geografia daquela região, que era desconhecida para Faramir. Ambos estavam tão absortos na conversa que não acompanharam Rúmil e Lorië.

O guardião não pareceu surpreso ou incomodado com as palavras da elfa. De certo modo, parecia até esperar que aquilo fosse dito. Sua reação foi simplesmente se calar e fazer o cavalo trotar um pouco mais rápido. Lorië o acompanhou instintivamente. Logo, ambos estavam numa elevação um pouco mais alta do terreno, de onde dava pra ver boa parte da terra que se espalhava à frente, pelo Norte.

Rúmil olhava atento para algum ponto no horizonte. Sendo um dos guardiões, ele conhecia aquela terra como a palma de sua mão. Aquelas eram as terras dos guardiões, sua casa, seu lar. Cada pequena pedra, árvore e dobra de terra era conhecida profundamento pelos guardiões. Enquanto o mundo inteiro havia abandonado o Norte por séculos, eles sempre estiveram lá, cuidando do que um dia fora belo e próspero. Cuidando de uma terra que estava destinada a renascer e prosperar novamente. E esse dia finalmente havia chegado com Aragorn. A mera possibilidade de o Norte estar novamente sob ameaça era uma dor indescritível para os guardiões.

- Perdão. - sua voz repentinamente surpreendeu a elfa, depois de um longo silêncio. Mas Rúmil não falou uma palavra sequer a mais do que isso. Contudo, pela primeira vez desde que Lorië o conhecera, o guardião sorriu. Esse simples gesto fez com que vários anos de luta e preocupações parecessem sair de seu rosto. Pouco lembrava o guardião sisudo de sempre. Contudo, rapidamente esse instante passou, e Rúmil voltou a vestir sua máscara de dureza, disparando na frente com o cavalo.

Exatamente nesse instante, Vëon apareceu com Faramir. O hobbit estava ocupado demais documentando tudo o que acontecia. Pelo visto, planejava escrever um livro sobre essa viagem. Vëon parou próximo à Lorië, e falou baixinho:

- Às vezes eu também me irrito com o jeito dele. Mas conheço Rúmil desde que ele nasceu. Acredite: você não encontrará um homem mais corajoso, habilidoso e fiel. Até entre os elfos seu nome é respeitado. Contudo, esta bela terra exige muitos daqueles que vivem por ela. Rúmil não nasceu assim, a vida o deixou assim. E é uma pena que mesmo em tempos de paz, certas pessoas precisem viver sempre em trevas. - estava sério, como se falar daquilo lhe trouxesse lembranças não muito boas.

Quando Faramir finalmente os acompanha, o trio escuta novamente a voz grave de Rúmil:

- Venham aqui, por favor - gritou o guardião, fazendo questão de enfatizar as duas últimas palavras.

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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Dom Dez 16, 2012 7:23 pm

O silêncio que Rúmil empregava era um pouco assustador. Lorië não pretendia ser indelicada, até mesmo rude, mas era o jeito dela, se algo a incomodava, falava de uma vez, para que isso não torne-se algo maior e sem propósito. Acatou o silêncio imposto e apenas seguiu o guardião perante aquelas planícies.

A paisagem não podia ser melhor, um local que outrora tivera tanta importância e exuberância, não deveria ser esquecido ou abandonado por ninguém. Ao menos um grupo de homens, fiéis a seu propósito e ao seu lar não os abandonaram. E é perante essa paisagem linda que a elfa é surpreendida. Um pedido de perdão por parte do guardião seguido de um sorriso sincero.

Não era apenas um simples pedido de perdão pelos seus modos, como um filho desculpando-se por ser mal criado perante a mãe, era como se ele pedisse perdão à própria terra, ao seu lar. Lorië fica estática observando aquele gesto por alguns instantes, sem falar nada, apenas sorri e faz uma reverência com a cabeça em retribuição.

Fora interrompida por Vëon e Faramir que se aproximavam, a elfa vira-se um pouco para escutar atentamente o guerreiro, olha para o horizonte um pouco e depois o responde:

- Não trata-se apenas do que a vida faz conosco, Vëon. Ela fora dura para muitos, e mesmo assim não a usamos como um escudo. Não questiono a sua história ou os seus feitos, apenas quero que nos trate com respeito, somos seus companheiros e não seus vassalos. Mesmo assim, não tenho dúvidas da garra e lealdade deste homem, viver para proteger seu lar, não é todo mundo que consegue e se submete a isso.


A elfa não estava zangada, estava apenas expondo seu ponto de vista, e sempre faria isso, agradando os outros ou não. Quando escuta Rúmil mais uma vez, não aguenta e solta uma pequena risada. Olha para Vëon e para Faramir, dá uma piscada com o olho direito e sai em disparada com o cavalo na direção no guardião, parando próximo a ele.
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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Qua Dez 19, 2012 8:23 am

Vëon apenas deu de ombros, como se dissesse "não posso fazer nada quanto a isso". E assim o trio vai seguindo até onde estava o guardião. Ao chegarem, imediatamente notam o porquê da urgência na voz de Rúmil. O guardião havia descido do cavalo e estava agachado, estudando alguma coisa no chão. Todos notaram as IMENSAS marcas de pegadas deixadas na terra fofa e molhada pela chuva de ontem.

- Pegadas de Trolls. - disse o guardião, naquela voz grave e monocórdia - E são muito recentes, provavelmente deixadas na noite passada.

A princípio, Lorië não se sentiu tão alarmada quanto Vëon e Faramir, que estavam visivelmente mais surpresos. Percebendo isso, Rúmil falou com gentileza, aparentemente para todos, embora seus olhos parecessem procurar somente a elfa:

- Uma pegada da noite passada significa que aqui bem próximo há algum covil desse troll (estou supondo que seja apenas um, pelas pegadas), haja vista que antes de o sol nascer eles já devem estar protegidos da luz. Os trolls não ficavam à vontade para se afastar tanto de sua terra (Charneca Etten*) desde antes da Guerra do Anel. Isso significa que, nos últimos anos, eles têm vindo cada vez mais longe, e têm melhorado sua capacidade de se esconder dos olhos atentos dos guardiões. - falando isso, tocou novamente as marcas de pegadas no solo, parecendo não acreditar em tamanha ousadia e, principalmente, no fato de os guardiões não terem notado antes esse avanço dos Trolls.

O homem pareceu claramente indeciso sobre que rumo tomar. Por um lado, pareceu a Lorië que ele queria investigar aquelas marcas no solo, confirmar se realmente havia alguma toca de troll próximo àquela região. Por outro lado, parecia também ter pressa em continuar a viagem e enfrentar, o quanto antes, os perigos mortais que haveriam de enfrentar. Passou-se um longo tempo em que Rúmil pensou, pensou e pensou... até que levantou-se, olhando decidido para os companheiros, seu olhar como que pedindo perdão pela escolha:

- Eu gostaria de separar alguns minutos para investigar essas marcas e, talvez, descobrir esse covil. Sei que temos pressa, eu mais que todos, mas como guardião, não posso correr o risco de deixar que um troll cause problemas. Há muitas comunidades de homens vivendo ao longo da Estrada Leste. Seria um desastre se um troll aparecesse no meio da noite e destruísse uma estalagem. Vocês vêm comigo?

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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Qua Dez 19, 2012 4:58 pm

A elfa permaneceu quieta, ouvindo a explicação do guardião, seus olhos demonstravam o que seus lábios não diziam: inquietação.

Assim como ele, não gostaria que trolls assombrassem as comunidades em volta, logo agora que o norte estava se erguendo novamente, esses sinais não deveriam passar despercebidos, e, muito menos ignorados.

Compartilhava da angústia de Rúmil, como se suas preocupações fossem compartilhadas com todos. Olhou brevemente para o horizonte, seus olhos perdidos naquela paisagem, como se sua mente flutuasse por entre as nuvens, então voltou do seu breve delírio e olhando para os outros três disse compassadamente:

- Não devemos deixar que nossa pressa arruíne a vida dessas pessoas. Podemos encarar como uma breve pausa, um treinamento perante o verdadeiro desafio que está por vir...
- Fez uma pausa e olhou atentamente para Faramir.- Sem contar que nosso querido companheiros vai poder presenciar de perto um troll, como sempre quis.

Olhou para Vëon, como se quisesse falar algo destinado para ele, mas não o fez, desviou seu olhar para todos, e por fim terminou:

- Não vejo problemas em ir investigar. Mas teremos que tomar todo o cuidado do mundo.
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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Qui Dez 20, 2012 9:11 pm

O rosto de Faramir se iluminou com a mera menção de ver um troll vivo. Vëon quase não pode segurar uma risada, mas Rúmil estava sério.

- Ótimo, fico feliz. E tenho certeza que num grupo tão bem dotado, cuidado será sempre nosso segundo nome. - dito isso, Rúmil imediatamente se pôs seguindo as pegadas. O grupo seguiu os rastros durante mais ou menos uma hora, sempre em uma direção constante, subindo para o norte, rumo a pequenas encostas rochosas que assomavam mais à frente, por entre árvores verdes retorcidas. Após aproximadamente duas horas de caminhada, o grupo chegou à base das colinas.

De longe, Lorië pode ver uma reentrância na rocha, que formava uma entrada escura, como uma pequena caverna rasa. Um lugar ideal para uma toca de troll. Rúmil também percebeu e, acenando para Lorië, chamou a elfa para prosseguirem. Vëon e Faramir foram atrás, o Hobbit sempre pulando de alegria a cada metro que se aproximavam do local.

Finalmente, após alguns minutos de escalada vigorosa, o grupo alcançou o local. Imediatamente ficou evidente que se tratava realmente de um covil de um troll. Era um lugar absurdamente escuro, mesmo durante o dia. O fedor era insuportável e, logo na entrada, havia vários ossos espalhados. Lá do fundo do buraco vinha um rosnado alto, como alguém roncando, mas era impossível visualizar a origem do ronco.

- Então é aqui que o maldito se esconde. - Vëon e Faramir logo puxaram suas lâminas, mas Rúmil permaneceu desarmado. Era impossível ver algo dentro da escuridão do local, a não ser, é claro, para os olhos élficos, principalmente os mais habilidosos. Por isso Rúmil dirigiu-se a Lorië quando falou novamente - Lorië, veja se consegue enxergá-lo, por favor. Diga-nos sua posição exata. Todos nós deveremos atacar ao mesmo tempo. Foquem seus ataques em pontos vitais.

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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Sex Dez 21, 2012 12:59 pm

A cada passo que avançavam, o coração da elfa batia mais forte. Era sempre assim, como um ritual, antes de qualquer batalha, aqueles momentos que antecedem o esforço físico ao extremo, e que de alguma forma a excitava tanto. Era quase como um vício, uma necessidade

Seu corpo formigava por inteiro, ansiava pelo inimigo, principalmente o ver derrotado. E saber que se tratava de um troll a animava ainda mais, não seria fácil, trolls eram absurdamente fortes e difíceis de serem derrotados. Brota um sorriso cínico no rosto da elfa ao pensar nessa luta.

Ela acompanha Rúmil, sempre atenta ao caminho, não queria ser pega desprotegida. Até que ao longe vê a possível caverna do maldito, o guardião também percebe e assim apressam o passo, chegando rapidamente.
Logo que chegam à porta da caverna, suas boas vindas eram ossos, escuridão total e um fedor insuportável, quase revirando o estomago da arqueira, que faz uma careta, mas logo volta ao normal.

Lörie pega o seu arco e prepara duas flechas, abaixa-se quando o guardião a chama, e tenta ver como eles estavam posicionados na caverna. Fica algum tempo abaixada, sua expressão muda completamente, a loucura da batalha estava tomando conta do seu corpo novamente, suas expressões agora eram fortes, sérias, nada parecidas com aquela elfa atenciosa e simpática que todos são acostumados.

Enfim, ela vira-se para os três, instintivamente falando baixo:

- Não é um troll, são dois. – Ela faz uma pausa, observava mais um pouco, então retomou. – Um deles é enorme, mas esta desarmado, ao menos não tem nada em suas mãos ou próximo dele. O outro parece ser metade do seu tamanho, mas tem uma enorme clava ao lado, repousando quase em cima de seu corpo. – Novamente ela forçou os olhos. – O pequeno esta deitado de lado, enquanto o maior de barriga para cima. Dormem pesadamente.

Terminando de falar, ela olhou para o guardião, seus olhos pareciam pegar fogo, enfim a batalha iria iniciar e ela esperava uma posição de Rúmil, ele conhecia o inimigo melhor que todos.
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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Dom Dez 23, 2012 7:09 am

Lorië escreveu:
Dormem pesadamente

Dormiam. O mero sussurro da elfa foi suficiente para acordar o troll menor, que de um salto pegou a clava e pôs-se de pé, com uma rapidez incomum para alguém tão grande. Mesmo o menor, tinha cerca de 2,50m de altura, enquanto o maior deveria ter algo em torno de 4m.

O movimento rápido do troll menor fez o maior abrir os olhos e movimentar-se com lentidão. Enquanto ainda levantava, o menos deles já estava atacando Rúmil, que era o mais à frente no grupo. Rúmil ainda estava desarmado, não havia tirado a espada da bainha. Portanto, limitou-se a se esquivar do golpe. Foi Vëon quem primeiro castigou o troll, e Lorië pode finalmente ver como era refinada sua habilidade na espada longa. O movimento fluiu naturalmente, com graça e maestria. Em um segundo a mão que carregava a clava estava no chão e o troll urrava de dor e medo, enquanto um ileso Vëon saltava para o lado, com a expressão letal no rosto.

Faramir também não perdeu a viagem. Com um golpe rápido e certeiro de sua pequena adaga, conseguiu furar o outro braço do troll, mas não se deu tão bem quanto Vëon. O troll acertou um soco no pequeno que o fez voar alguns metros para fora da caverna.

Enquanto isso, o troll maior movimentava-se lentamente em direção ao grupo... Lorië ouviu Rúmil gritar:

- O maior, Lorië. Tente acertar o maior!


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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Dom Dez 23, 2012 9:56 pm



As coisas aconteceram muito rapidamente. Mal havia descrito os trolls para todos e já estavam sendo alvos da fúria avassaladora deles. Não pode deixar de notar a extrema habilidade de Vëon com a espada, ficou impressionada.

Toda aquela adrenalina que precede a batalha só aumenta. A elfa é invadida por uma onda de êxtase, seu corpo praticamente movia-se sozinho, sabia exatamente o que fazer, era como se não precise de nenhuma ordem da mente, ela levanta-se rapidamente, dando alguns passos para trás, suas flechas já estavam preparadas, ouvir o grito de Rúmil foi como um sinal para o corpo, que sem pestanejar, mirou bem a garganta do troll maior, atirando sem piedade duas flechas, queria deixá-lo sem ar, que ele afogue-se com seu próprio sangue.

Sabendo que os trolls não poderiam vir para fora, dá mais alguns passos pára trás, usaria toda a sua habilidade, destreza, e antes que o troll pudesse fazer mais alguma coisa, ela atira mais duas flechas, desta vez no coração.




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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Qua Dez 26, 2012 10:44 am

Foi com uma sensação de impotência que Lorië percebeu o óbvio: suas flechas fincavam na pele dura do troll sem grande dano. As que foram dirigidas ao peito, ficaram lá mesmo, como pequenos espinhos indolores. As que foram dirigidas à garganta acertaram o alvo, mas ricochetearam em sua pele dura, retirando algum sangue negro do monstrengo, mas só o deixaram mais enraivecido. Contudo, a elfa percebeu que a garganta era seu ponto frágil, se conseguisse acertá-lo mais de perto, provavelmente causaria algum dano.

O troll maior estava agora possesso. O menor ainda estava enfrentando apenas Vëon que, com habilidade, já deixava várias marcas de sangue na pele esverdeada do adversário. Faramir estava fora de combate por enquanto, ninguém parecia lembrar do pequeno, que fora atingido por um golpe certeiro do troll.

Rúmil continuava desarmado, parado junto à entrada da caverna. Sorria, seu rosto emoldurado pelo fogo da batalha. Agora gritava alguma coisa numa língua antiga, o que incitava mais ainda os trolls. O grandalhão continuou com seu passo firme rumo à Lorië, enquanto o menor finalmente conseguiu acertar um golpe em Vëon, deixando-o tonto. Foi nesse instante que Rúmil sacou sua espada. Era longa, mais longa do que a de Vëon, mais longa do que qualquer espada longa que Lorië já houvesse visto, exceto uma: Andúril.

- Elendil!

Foi com surpresa que a elfa percebeu a chama vermelha que parecia emanar da espada. Não podia estar enganada: Rúmil carregava a espada do próprio Rei Elessar, e seu grito de batalha foi inconfundível. E foi com ela que, rapidamente, correu até o troll menor, ficando-lhe Andúril garganta adentro. A longa espada atravessou facilmente carne, osso e músculo. Rúmil a retirou com habilidade, e o menor caiu no chão com um baque surdo.

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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Qui Dez 27, 2012 12:02 pm

O calor do combate deixava Lörie praticamente cega perante os outros, tinha que acabar com o inimigo, o perigo era evidente e um dos seus companheiros havia sido ferido, não poderia continuar essa mesma situação.

Vendo que suas flechas pouca coisa fizeram, a elfa fica enfurecida, retira rapidamente da bainha a sua espada élfica e a lança com toda a força na garganta do troll que estava enfrentando.

Antes que pudesse fazer sua próxima ação vê Rúmil derrotando o troll menor, isso a enche de coragem e alegria, por outro lado, o outro troll ficaria enfurecido.

Sem tempo para questionamentos e aproveitando o ataque com a espada, a elfa utiliza toda a habilidade de seu corpo para chegar mais próxima do troll, aproveitaria o tamanho dele e a sua lentidão, prepara mais algumas flechas e acerta a sua garganta.
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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Sab Jan 05, 2013 10:58 am

Novamente, as flechas da elfa são certeiras e, dessa vez, a carne sensível da garganta do troll é perfurada por hábeis flechas élficas. Um esguicho de sangue verde sai pelo pescoço da criatura, insuportavelmente fedorento, e começa a banhar o chão do lugar. Desesperado pela repentina picada (e pela dor insuportável que a seguiu), o enorme troll desata a correr, tirando Rúmil e Vëon do caminho com dois socos poderosos, até sair da caverna, sob a luz do sol, e transformar-se numa imensa estátua de pedra, que parecia guardar silenciosamente a entrada da caverna, embora a expressão da estátua fosse de medo, e não de advertência.

- Aí está algo que não se vê todos os dias: um troll mais burro do que os próprios trolls. - diz Vëon levantando-se com uma careta de dor. O soco do Troll havia-o pego de jeito - Vou ver se Faramir está bem. Espero que não esteja muito machudado. - e saiu, caverna afora, descendo pela encosta íngreme que ladeava o local.

Rúmil permaneceu, também levantando-se com dificuldade, guardando a espada, e logo começou a fuçar as tranqueiras dos trolls. Não era comum covis de troll terem algo de valor, mas algumas poucas vezes isso acontecia.

- Lutou bem, Lorië. Mais uma vez o destino me mostra que foi uma sábia decisão trazê-la comigo. - falou o guardião, sem se dar ao trabalho de olhar para a elfa. Após a luta, o silêncio imperava. Os únicos sons audíveis eram os passos de Vëon mata adentro, e o barulho suave de Rúmil remexendo sacos e baús velhos usados pelos trolls.


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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Sab Jan 05, 2013 1:51 pm

“Estúpido.” Foi o que a elfa pensou ao ver a cena.

Não entendia muito sobre os trolls, havia visto algum exemplar em algum ponto distante da sua vida, mas nunca soube exatamente como agiam, mas vendo que o troll saiu correndo caverna a fora, lhe deixou surpresa, estava preparada para uma reação diferente, em todo caso, ela gostou. Ver algum inimigo fugindo é sempre bom.

No geral a batalha fora boa, estava preocupada com Faramir, mas Vëon logo se ocupou de ir verificar como o pequeno estava, o que deixava ainda mais tranqüila a elfa, eles tinham mais intimidade, e, caso algo tivesse ocorrido, o guerreiro chamaria a todos sem pestanejar.

- Qualquer coisa chame Vëon, já alcanço vocês.

Dito isso, a elfa olhou bem pela caverna toda, a procura de algo de valor, ou então, algum objeto diferente, que se destaque. Iria precisar de uma espada nova, visto que a sua antiga ficou fincada no pescoço do troll.

Olhou rapidamente para Rúmil e continuou com a sua procura.

- Obrigada. Você também...tem uma habilidade que poucos homens possuem em batalha.

Depois de vasculhar a caverna toda, se não encontrar nada, se encaminha à procura de Vëon e Faramir.

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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Seg Nov 25, 2013 12:57 pm

Os olhos éficos de Lorië percorrem toda a extensão da caverna com rapidez e pespicácia. Havia alguns baús velhos, provavelmente com dinheiro roubado de alguma vila nas proximidades, e havia também uma pilha num dos cantos da caverna, composta basicamente por enxadas, garfos, tridentes, pás etc. Ferramentas da terra. Nada além disso. Nenhuma arma, espada, flecha, escudo ou armadura. Apenas tralha velha que os Trolls adoravam juntar, apenas para ter a sensação de que possuíam algum tesouro.

A elfa logo sai do local e sai a procura de Vëon, deixando o guardião ali sozinho, perdido em pensamentos. Vëon estava encosta abaixo, agachado ao lado do Hobbit. Faramir nem parecia ter levado um soco que poderia partir alguém de sua raça ao meio: falava animadamente sobre o clima, sobre as plantas do local e enchia Vëon de perguntas sobre Trolls e seus hábitos. O elfo, pacientemente, tentava dar um fim à curiosidade insaciável do pequeno, sem sucesso.

- Olá, Lorië! Vëon disse que você deu uma surra nos trolls! - o pequeno saltitava, simulando uma luta com um troll imaginário. Vëon apenas sorria, e aproximou-se da elfa sussurrando.

- Por favor, fique de olho nele para que sua curiosidade infinita não o mate. Vou ajudar Rúmil a vasculhar a caverna - caminhou um pouco e virou-se para um último aviso - Descanse um pouco, se puder.

E saiu, deixando os dois a sós.

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Heidi Cavalieri
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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   Ter Nov 26, 2013 12:11 am

Já espera não encontrar absolutamente nada na caverna daqueles trolls, mas, apenas para ficar de consciência tranquila, não custava perder alguns minutos revirando toda aquela bagunça.

Quando estava indo atrás de Vëon e Faramir, pensamentos lhe invadem a mente, principalmente sobre seus irmãos de raça, se haviam chego em segurança no porto, como eles levariam as suas vidas, em quantos amigos valiosos que se foram.

Para os padrões élficos, Lörie era muito jovem, mesmo assim, ela carrega inúmeras lembranças, amarguras, sempre há algo de triste e solitário ter uma vida de muitos anos. Tudo é mais devagar, sem pressa, mas as marcas que o destino crava, essas são rápidas e doloridas.

A elfa desperta de seu delírio ao ouvir a voz de Faramir, abrindo um sorriso meio forçado, passa a mão em sua cabeça, fazendo um carinho.

- Eu já disse que o Vëon sempre melhora nossas qualidades. Na verdade, o troll que era um estúpido.

Ela escuta com atenção o que o elfo lhe diz, o olha por alguns instantes, querendo se certificar de que estava bem, e em seguida acena com a cabeça, sem nada dizer.

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MensagemAssunto: Re: A Partida dos Imortais [Capítulo I - Heidi]   

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